Liderança estadual defende preservação ambiental, mas afirma que população não pode pagar a conta da falta de investimentos públicos
A implantação da nova Taxa de Turismo Sustentável (TTS) em Angra dos Reis continua gerando debates entre moradores, trabalhadores do setor turístico e lideranças políticas. Entre as vozes que se posicionaram sobre o tema está a de Marco Figueiredo, que defendeu a necessidade de investimentos estruturais na Ilha Grande antes da criação de novas cobranças para visitantes e usuários da região.
Para Figueiredo, a preservação ambiental e a organização do turismo são objetivos legítimos e necessários, mas não podem ocorrer sem que o poder público enfrente problemas históricos que afetam moradores e visitantes.
"A Ilha Grande é um patrimônio natural do Rio de Janeiro e precisa ser protegida. Mas preservar não significa apenas criar novas taxas. É preciso garantir saneamento, infraestrutura, acessibilidade e serviços públicos de qualidade para quem vive, trabalha e visita a região", afirmou.
O posicionamento surge em meio às discussões sobre os impactos da nova cobrança, que passou a ser exigida de turistas que visitam o município e suas ilhas. Enquanto a Prefeitura defende a medida como instrumento de ordenamento turístico e financiamento de ações ambientais, moradores e representantes do setor produtivo têm manifestado preocupação com os efeitos da taxa sobre a economia local.
Marco Figueiredo destaca que o desenvolvimento sustentável depende de planejamento, transparência e participação popular. Segundo ele, a população precisa ter clareza sobre a aplicação dos recursos arrecadados e participar das decisões que afetam diretamente a vida da comunidade.
"Quem vive do turismo quer desenvolvimento, organização e preservação ambiental. O que não é justo é exigir mais da população sem que os investimentos necessários cheguem efetivamente à região", ressaltou.
O ex-parlamentar também defende que os recursos públicos sejam direcionados para resolver questões apontadas há anos por moradores, como a ampliação do saneamento básico, melhorias na mobilidade, acessibilidade para pessoas com deficiência e modernização da infraestrutura de apoio ao turismo.
Para Figueiredo, a Ilha Grande reúne potencial para ser uma referência nacional em turismo sustentável, mas isso exige ações concretas do poder público e diálogo permanente com a comunidade local.
"A Ilha Grande precisa de respeito, investimento e gestão responsável. O desenvolvimento da região deve caminhar junto com a preservação ambiental e a valorização das pessoas que vivem e trabalham ali todos os dias", concluiu.
O debate sobre a Taxa de Turismo Sustentável continua mobilizando diferentes setores da sociedade e deve permanecer no centro das discussões sobre o futuro da Ilha Grande e do turismo em Angra dos Reis nos próximos meses.

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