A pretensão de Anthony Garotinho (Republicanos) de disputar o Governo do Estado sofreu um revés jurídico decisivo. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) decidiu manter sob sua jurisdição a ação que investiga o ex-governador por um suposto esquema de arrecadação ilegal em Campos dos Goytacazes. Caso venha a ser condenado pelo colegiado, o político enfrentará uma nova inelegibilidade, o que o obrigaria a retirar sua pré-candidatura.
Conflito de Competência
A defesa de Garotinho buscou transferir o processo para o Supremo Tribunal Federal (STF), sob o argumento de que parte dos episódios investigados ocorreu durante seu mandato como deputado federal. No entanto, o desembargador Fernando Cerqueira Chagas rejeitou o pedido, estabelecendo que as acusações não possuem nexo causal com a atividade parlamentar exercida em Brasília.
O magistrado reforçou a competência do TRE ao destacar que Rosinha Garotinho, ex-prefeita de Campos e também ré no processo, respondia pelo cargo executivo no período dos fatos, o que vincula o julgamento à esfera estadual.
O Esquema Investigado
Segundo a denúncia do Ministério Público, o grupo teria operado uma estrutura de corrupção entre 2009 e 2016, envolvendo contratos públicos nas áreas de:
Construção civil;
Limpeza urbana;
Prestação de serviços públicos diversos.
As investigações apontam que empresários eram pressionados a realizar contribuições de campanha nos pleitos de 2010, 2012, 2014 e 2016 em favor do casal Garotinho e de seus aliados políticos. O rol de acusações inclui crimes de corrupção, extorsão, lavagem de dinheiro e falsidade eleitoral.
Reta Final
O processo encontra-se em estágio avançado de instrução. Com a definição da competência jurídica, a ação caminha para a fase final, restando apenas os interrogatórios dos acusados antes que o Tribunal profira a sentença que definirá o futuro político do ex-governador.
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