domingo, 26 de julho de 2026

Marco Figueiredo denuncia desmonte das políticas para a pessoa idosa na Região dos Lagos e defende retomada de programas permanentes

Vídeo gravado em Tamoios expõe abandono de equipamentos públicos e reacende debate sobre a necessidade de uma política estadual permanente para o envelhecimento digno

CABO FRIO — O envelhecimento da população brasileira avança em ritmo acelerado, mas, em Cabo Frio, equipamentos públicos que durante anos foram referência no atendimento à pessoa idosa vivem uma realidade marcada pelo fechamento de unidades, redução de serviços e falta de investimentos.

Essa é a principal mensagem do novo vídeo divulgado pelo pré-candidato a deputado estadual Marco Figueiredo, gravado em Tamoios ao lado da gerontóloga Cristiane Fernandes, responsável pela implantação de diversos programas voltados à terceira idade no município.

Também participou da gravação Emanoel Fernandes, que por duas vezes foi vereador em Cabo Frio e é pioneiro ao criar a lei de implantação da primeira Secretaria Municipal dedicada ao tema da Melhor Idade no Estado do Rio de Janeiro. O casal Cris e Emanoel Fernandes também assessoraram Marco Figueiredo na implantação da Comissão Permanente de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa na ALERJ.

Mais do que relembrar experiências bem-sucedidas do passado, a gravação apresenta um diagnóstico sobre o atual cenário das políticas públicas destinadas ao envelhecimento, apontando o enfraquecimento de uma rede que já foi considerada referência na Região dos Lagos.

Três equipamentos simbolizam o enfraquecimento da política para a pessoa idosa

Durante a gravação, Marco e Cristiane utilizam como exemplo a situação de três importantes equipamentos públicos destinados ao atendimento da terceira idade em Cabo Frio.

O primeiro deles é o Centro Especializado em Envelhecimento Humano e Longevidade das Palmeiras, que permanece em funcionamento, porém com número reduzido de profissionais, atividades limitadas e capacidade muito inferior àquela originalmente planejada.

O segundo é o Centro Especializado em Envelhecimento Humano e Longevidade de Tamoios, implantado para atender os moradores do segundo distrito e que hoje permanece completamente fechado.

Na mesma situação está a Casa de Acolhimento Temporário de Tamoios, criada para oferecer proteção e assistência à população idosa mais vulnerável, em momento de perigo até a solução das demandas. Esse equipamento também deixou de funcionar.

Para Marco Figueiredo, os quatro casos revelam um processo de descontinuidade administrativa que compromete diretamente a qualidade de vida da população idosa.

Uma estrutura que já foi referência

Em frente ao antigo Centro Especializado de Tamoios, Cristiane Fernandes relembra o período em que a unidade funcionava plenamente.

"Quem conheceu esta casa funcionando sabe a importância que ela teve para milhares de idosos. Aqui havia atendimento médico, odontológico, assistência social, psicologia, atividades físicas, oficinas e ações voltadas ao envelhecimento saudável. Encontrar esse espaço fechado causa uma tristeza enorme."

Segundo ela, o problema vai muito além da interrupção de um serviço.

"Precisamos ampliar esse modelo, e não encerrá-lo. Nossa população está envelhecendo e precisa de cada vez mais políticas públicas permanentes."

Políticas públicas não podem depender do governo da vez

Ao longo do vídeo, Marco Figueiredo afirma que programas destinados à pessoa idosa precisam deixar de ser políticas de governo para se transformarem em políticas permanentes de Estado.

Segundo ele, quando equipamentos públicos deixam de funcionar ou passam a operar de forma precária, toda a rede de proteção social perde eficiência.

"O que vemos hoje é o enfraquecimento de uma estrutura construída ao longo de muitos anos. Não estamos falando apenas de prédios. Estamos falando de atendimento médico, acompanhamento psicológico, assistência social, atividades de convivência e qualidade de vida para milhares de idosos."

Um legado construído na Assembleia Legislativa

Cristiane Fernandes também relembra que Marco Figueiredo foi o responsável pela criação da primeira Comissão Permanente de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, iniciativa que ajudou a consolidar o tema do envelhecimento entre as prioridades do Parlamento fluminense.

Segundo ela, a experiência demonstrou que políticas públicas consistentes produzem resultados quando recebem continuidade administrativa. "Marco sempre foi um defensor da pessoa idosa. O trabalho desenvolvido naquela época mostrou que é possível oferecer dignidade, acolhimento e qualidade de vida quando existe compromisso com essa população."

Um desafio para todo o Estado

Embora o vídeo tenha sido gravado em Cabo Frio, Marco afirma que a situação observada no município representa um desafio presente em diversas regiões do Estado. Para ele, o envelhecimento da população exige planejamento de longo prazo, investimentos contínuos e uma rede permanente de atendimento.

"O Estado do Rio de Janeiro precisa voltar a colocar a pessoa idosa entre suas prioridades. Não podemos aceitar equipamentos fechados, serviços reduzidos e estruturas abandonadas enquanto a população envelhece cada vez mais." 



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