Pesquisas recentes apontam que cerca de 65% das pessoas com menos de 35 anos ouvem música clássica regularmente. Para se ter uma ideia, esse grupo agora tem mais probabilidade de consumir o gênero do que seus pais.
Se antes as sinfônicas caminhavam para uma temida irrelevância, hoje, as grandes orquestras mundiais entenderam que para atrair os jovens, era preciso mudar o formato e ir até onde eles estão. Tradicionalmente, a música clássica era vista como um universo nichado e aristocrático. Mas grandes instituições decidiram quebrar o protocolo tradicional do espetáculo.
Apresentações curtas misturam a Sinfonia Nº 2 de Mahler com o rap de Tupac, ou criam concertos inteiros fundindo Beethoven e Beyoncé. Estratégias com criadores de conteúdo reagindo à música orquestral já somam dezenas de milhões de visualizações, trazendo o público das telas para os teatros.
Além disso, se você já assistiu o seriado Bridgerton, da Netflix, deve ter reparado que as músicas utilizadas — em arranjos de cordas clássicos — são, na verdade, músicas tradicionalmente conhecidas de Harry Styles, Taylor Swift e ou
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