O Ministério da Educação (MEC) iniciou o Brasil Aprende+, estratégia nacional criada para apoiar os estados, os municípios e o Distrito Federal na transformação dos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025 em ações de melhoria da aprendizagem. A iniciativa orienta as redes a analisarem os dados, identificar desafios, definir prioridades e elaborar planos de ação de acordo com a realidade de cada território.
A mobilização será desenvolvida em oito etapas, que
vão da análise dos resultados ao acompanhamento das ações realizadas pelas
escolas. O encontro realizado nesta quinta-feira (20) reuniu o MEC, a
Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro e a presidência estadual da
União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), além de
secretários e representantes técnicos de municípios fluminenses. O objetivo foi
apresentar a estratégia nacional e os materiais que serão disponibilizados, bem
como aprofundar a discussão sobre os indicadores de aprendizagem, com foco no
ensino fundamental.
A estratégia será apresentada em 27 encontros
técnicos estaduais, envolvendo os 26 estados e o Distrito Federal. Ao longo do
processo, as redes terão acesso a ferramentas, painéis de dados e materiais
para apoiar gestores, coordenadores pedagógicos e professores na implementação
e no acompanhamento das ações.
Rio de Janeiro – De
2023 a 2025, em uma escala de 0 a 10, o Ideb do ensino fundamental do Rio de
Janeiro passou de 5,9 para 6,1 nos anos iniciais e de 4,9 para 5,1 nos anos
finais. Já o Ideb do ensino médio passou de 3,7 para 4,2. Na rede pública do
estado, o resultado passou de 5,5 para 5,8 nos anos iniciais; de 4,5 para
4,7 nos anos finais; e de 3,3 para 3,7 no ensino médio. Com esses resultados,
o Ideb alcançou, nas três etapas avaliadas, os maiores valores da série
histórica iniciada em 2005.
Os dados serão utilizados como ponto de partida
para o trabalho do Brasil Aprende+ no estado. A partir da análise dos
resultados, as redes serão apoiadas na identificação dos principais desafios de
aprendizagem e na construção ou revisão de seus planos de ação. Os documentos
deverão definir prioridades, estratégias e resultados esperados com base nas
evidências de cada território.
Para os municípios prioritários, o MEC
disponibilizará ainda uma área específica no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle
(Simec), destinada ao detalhamento das ações relacionadas à
recomposição das aprendizagens.
Ideb Nacional – Entre
2023 e 2025, o Ideb nacional também avançou nas três etapas avaliadas,
considerando as redes públicas e privadas. Em uma escala de 0 a 10, o índice
passou de 6,0 para 6,3 nos anos iniciais do ensino fundamental, de 5,0 para 5,3
nos anos finais e de 4,3 para 4,5 no ensino médio.
Considerando apenas a rede pública, o Ideb passou
de 5,7 para 6,1 nos anos iniciais, de 4,7 para 5,0 nos anos finais e de 4,1
para 4,3 no ensino médio. Com esses resultados, o país alcançou, nas três
etapas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005.
Os resultados do Ideb e do Sistema de Avaliação da
Educação Básica (Saeb) 2025 foram divulgados em 5 de agosto pelo MEC, por meio
do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
(Inep).
Brasil Aprende+ – Entre
os instrumentos previstos pelo Brasil Aprende+ está uma caixa de ferramentas,
com painéis interativos, relatórios personalizados por rede de ensino,
materiais orientadores, guias e ferramentas para gestores escolares,
coordenadores pedagógicos e professores.
Ainda em agosto, o painel de priorização vai
disponibilizar dados de todas as escolas do país. A ferramenta permitirá
comparar os resultados de 2025 e a trajetória das unidades entre 2023 e 2025,
ajudando a identificar escolas com resultados baixos, queda ou estagnação no
desempenho.
Na segunda semana de setembro, será realizado o Dia
D, mobilização nacional para apropriação dos resultados nas escolas. Cada rede
poderá escolher a data, entre 8 e 11 de setembro, para reunir gestores,
coordenadores pedagógicos e professores, analisar o desempenho dos estudantes,
identificar lacunas de aprendizagem e definir prioridades.
Depois do Dia D, cada escola será estimulada a
elaborar seu próprio plano de ação, conectado à realidade da unidade e
integrado ao planejamento da rede. O trabalho será acompanhado ao longo do ano,
com apoio do MEC na análise das evidências e no direcionamento de formação,
apoio técnico e financeiro e outras políticas e programas, conforme os desafios
identificados.
O Brasil Aprende+ integra o Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens,
política construída em colaboração com o Conselho Nacional de Secretários de
Educação (Consed) e a Undime para apoiar os entes federativos na recomposição
das aprendizagens de estudantes da educação básica. A iniciativa busca
contribuir para a redução das desigualdades e o fortalecimento da equidade na
educação.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.