Jogadores de todo o mundo aumentam seu valor de mercado ao serem convocados e, em caso de título, valor tende a subir ainda mais
O sonho de qualquer jogador de futebol é o de disputar uma
Copa do Mundo representando o seu país. De acordo com os dados da plataforma
Transfermarkt, vários jogadores brasileiros se valorizaram apenas com a
convocação. Os casos mais surpreendentes são do atacantes Rayan, ex-Vasco da
Gama, e atualmente no Bournemouth, da Inglaterra, que possuía o valor de 40
milhões de euros (R$ 236 milhões) e agora está valendo 60 milhões de euros (R$
354 milhões), e do centroavante Igor Thiago, que com seus gols no Brentford,
passou a valer 65 milhões de euros (R$ 383,5 milhões), tendo uma valorização de
15 milhões de euros (R$ 88,5 milhões).
Na mesma linha, o atacante Endrick, após recuperar a sua
confiança e as boas atuações, também se valorizou. O grande futebol apresentado
nos meses que esteve emprestado ao Lyon, da França, e a convocação para a Copa
do Mundo, renderam ao jogador uma valorização de 5 milhões de euros, chegando
ao valor de 40 milhões de euros (R$ 236 milhões).
Quando colocamos na balança o peso de grandes atuações
durante o Mundial e uma eventual conquista de título, os números seguem a mesma
direção e continuam em constante evolução.
“A convocação para uma Copa do Mundo muda o patamar de
qualquer atleta, transformando-o em um ativo global de altíssima visibilidade.
O torneio é a maior vitrine do futebol. Portanto, uma performance sólida ou a
conquista do título gera um impacto imediato, inflacionando suas cifras de
forma exponencial”, declara Cláudio Fiorito, CEO da P&P Sport Management,
empresa que administra a carreira de mais de 150 jogadores ao redor do mundo,
entre eles o zagueiro Vitor Reis, do Manchester City, e do centroavante belga
Romelu Lukaku, do Napoli.
Em 2022, os argentinos, campeões da Copa do Mundo daquele ano, passaram por uma grande valorização após levantarem o caneco. O volante Enzo Fernandez, que atuava pelo Benfica, de Portugal, e era avaliado em 35 milhões de euros (R$ 195,5 milhões de acordo com a cotação da época) se valorizou com a conquista e passou a valer 55 milhões de euros (R$ 304 milhões, segundo a cotação da época), se transferindo na sequência para o Chelsea, da Inglaterra.
Além dele, o jovem atacante Julian Alvarez é outro exemplo
parecido. Ele chegou ao Mundial valendo 32 milhões de euros (R$ 176 milhões, de
acordo com a cotação da época) e após quatro gols, sendo dois na semifinal
contra a Croácia e o do título na bagagem, passou a valer 50 milhões de euros
(R$ 276,4 milhões segundo cotação da época).
A valorização, no entanto, não se restringe apenas ao valor
de mercado estipulado por plataformas ou transferências entre clubes, ela
também reverbera diretamente no mercado publicitário. Os atletas ganham o
rótulo de 'jogador de Copa do Mundo', aumentando os valores de contratos de
patrocínio e engajamento digital.
Em contrapartida, jogadores mais veteranos, que normalmente
estão em sua última Copa do Mundo, casos de Lionel Messi, Neymar Jr. e
Cristiano Ronaldo, tendem a se desvalorizar, devido às suas idades avançadas, e
cedem espaço para o surgimento de jovens talentos que serão os novos rostos das
marcas globais, casos de Lamine Yamal, da Espanha, Haaland, da Noruega, e
Olise, da França.

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