Você já deve ter ouvido falar sobre o desperdício no mundo da moda. De olho no tema, a União Europeia adotou novas regras para o setor têxtil:
Grandes empresas da indústria têxtil são obrigadas a
divulgar o volume de bens de consumo não vendidos que serão descartados (Já em
vigor)
Grandes companhias não poderão destruir roupas que não forem
vendidas, com exceção de descarte por motivos de segurança (Entra em vigor em
julho)
Qual a explicação? A UE está buscando reduzir o impacto
ambiental da indústria da moda. Só na Europa estima-se que de 4% a 9% dos
têxteis não vendidos sejam destruídos sem serem usados — gerando cerca de 5,6
milhões de toneladas de CO2 por ano.
Na prática, em vez de descartar o estoque não vendido, o
bloco quer que as empresas passem a explorar outras alternativas como doações,
reutilização ou revenda.
As normas beneficiam empresas que já adotam medidas
sustentáveis por obrigarem as concorrentes a adotarem as ações similares — que
podem ser mais caras e complexas.
No fundo, a indústria da moda barateou as peças de roupa
para a população, mas também causa um grande impacto ambiental. A determinação
da UE servirá como teste para tentar resolver essa questão, podendo virar um
modelo para o restante do mundo.
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