Candidato a deputado estadual chega à reta final destacando sete mandatos eletivos, leis que permanecem atuais e propostas para saúde, fiscalização dos serviços públicos, inclusão e desenvolvimento regional
Faltando 15 dias para o primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro, Marco Figueiredo entra na fase decisiva da campanha defendendo que experiência política precisa ser transformada em resultados concretos para a população. A data da votação está confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Candidato a deputado estadual, Marco apresenta uma trajetória formada por dois mandatos como vereador em Duque de Caxias e cinco passagens pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Agora, procura retornar à Alerj com uma agenda que une fiscalização dos serviços públicos, desenvolvimento regional e políticas voltadas às pessoas.
Nesta reta final, a campanha busca apresentar ao eleitor não apenas uma relação de propostas, mas a conexão entre o trabalho realizado no passado e os compromissos assumidos para o futuro do Estado.
Leis que continuam atuais
Uma das marcas da trajetória legislativa de Marco Figueiredo foi a apresentação de políticas públicas voltadas à prevenção, à inclusão e ao planejamento de longo prazo.
Em 2004, foi autor da Lei Estadual nº 4.397, que instituiu o Programa de Uso Racional da Água. A iniciativa incentivou o consumo consciente e a redução do desperdício em um período no qual segurança hídrica e mudanças climáticas ainda não ocupavam o centro do debate público.
Em 2006, apresentou o projeto que deu origem à Lei Estadual nº 4.771, responsável pela criação do Dia Estadual da Pessoa com Deficiência. A legislação fortaleceu a conscientização sobre acessibilidade, igualdade de oportunidades e respeito aos direitos das pessoas com deficiência.
Também é de sua autoria a Lei Estadual nº 4.772/2006, que instituiu o Dia Estadual do Samba, reconhecendo a importância cultural, histórica e econômica de uma das maiores expressões da identidade fluminense.
Na área da saúde preventiva, a Lei nº 5.795/2010 estabeleceu campanhas educativas sobre os riscos de contaminação cruzada em consultórios e clínicas odontológicas, orientando profissionais e pacientes sobre biossegurança e esterilização.
Esse conjunto de iniciativas sustenta uma das ideias centrais apresentadas por Marco durante a campanha: a boa política pública é aquela que permanece relevante mesmo depois de muitos anos.
Fiscalização como instrumento de defesa da população
A atuação fiscalizadora também ocupa posição central no histórico de Marco Figueiredo. Em 2007, ele comandou a investigação parlamentar sobre os medidores aéreos instalados pela antiga Ampla, concessionária que posteriormente passou a operar como Enel.
A experiência daquela CPI é utilizada agora como referência para a proposta de uma nova investigação sobre a atuação da Enel no Estado do Rio de Janeiro. O objetivo anunciado é apurar apagões recorrentes, prejuízos causados a moradores e comerciantes, demora no restabelecimento do serviço e a qualidade dos investimentos realizados pela concessionária.
A preocupação é especialmente forte em Tamoios, segundo distrito de Cabo Frio, e em diferentes municípios da Região dos Lagos que enfrentam interrupções no fornecimento de energia durante períodos de grande movimento turístico.
Outro compromisso é propor uma CPI da Prolagos para investigar contratos, investimentos, cumprimento de metas e denúncias relacionadas ao lançamento de esgoto sem tratamento em pontos da Laguna de Araruama.
A proposta retoma uma área já presente na trajetória do candidato. Durante sua passagem pela Alerj, Marco presidiu a Comissão Especial da Laguna de Araruama e acompanhou discussões sobre saneamento, recuperação ambiental e responsabilidade das concessionárias.
Hospital Regional do Idoso em Tamoios
Entre os principais projetos apresentados para a Região dos Lagos está a implantação de um Hospital Regional do Idoso em Tamoios.
A proposta prevê uma unidade preparada para atender pacientes de todas as cidades da região, com acompanhamento geriátrico, exames, atendimento especializado, prevenção de doenças e integração com as redes municipais de saúde.
O projeto está relacionado à atuação de Marco nas políticas voltadas ao envelhecimento. Na Alerj, ele esteve à frente de trabalhos relacionados à Comissão do Idoso e defendeu a necessidade de preparar os serviços públicos para o crescimento da população com mais de 60 anos.
Além do hospital, Marco propõe mutirões permanentes para reduzir filas de exames e cirurgias, fortalecimento dos hospitais regionais e ampliação da oferta de especialistas no interior do Estado.
A estratégia busca diminuir os deslocamentos de pacientes para a capital e garantir atendimento mais próximo de suas famílias.
Pedágio e radares da ViaLagos
A mobilidade regional é outro eixo da campanha. Marco defende a criação de mecanismos de isenção do pedágio da ViaLagos para moradores das cidades da região que precisam se deslocar diariamente para trabalhar no Rio de Janeiro.
Segundo a proposta, o benefício deve considerar critérios de residência e frequência de utilização, protegendo principalmente trabalhadores que transformaram o pagamento diário do pedágio em uma despesa permanente.
O candidato também propõe uma revisão técnica e jurídica dos radares instalados na ViaLagos, com a retirada dos equipamentos considerados irregulares, abusivos ou utilizados sem transparência adequada.
Para Marco, a fiscalização de trânsito precisa estar vinculada à segurança viária e não pode ser percebida pela população apenas como mecanismo de arrecadação.
Desenvolvimento regional com emprego e qualificação
A agenda apresentada por Marco vai além dos quatro projetos prioritários da Região dos Lagos.
Na educação, ele defende mais escolas profissionalizantes e cursos conectados às necessidades de setores como turismo, hotelaria, gastronomia, tecnologia, saúde, construção civil e economia do mar.
Para os jovens, propõe programas estaduais de primeiro emprego, estágios, aprendizagem profissional e parcerias entre empresas e instituições de ensino.
Na economia, a plataforma inclui apoio às micro e pequenas empresas, incentivo à economia criativa, qualificação de empreendedores e fortalecimento das vocações econômicas de cada região.
A pesca artesanal e a agricultura familiar também aparecem entre as prioridades. As propostas incluem modernização dos pontos de desembarque, fábricas de gelo, câmaras frigoríficas, unidades de beneficiamento e mercados públicos regionais para aproximar produtores dos consumidores.
Inclusão, esporte, cultura e segurança
Marco Figueiredo também defende políticas permanentes de acessibilidade, qualificação e inclusão produtiva das pessoas com deficiência.
Para a população idosa, propõe programas de envelhecimento ativo, atendimento especializado, esporte, convivência e prevenção de doenças.
Na cultura e no esporte, a proposta é ampliar o apoio aos projetos comunitários, recuperar equipamentos públicos e reconhecer essas atividades como ferramentas de inclusão social, geração de renda e fortalecimento do turismo.
Na segurança pública, o candidato defende integração entre Estado e municípios, valorização dos policiais e bombeiros, videomonitoramento, inteligência, compartilhamento de informações e centrais de comando com capacidade de resposta em tempo real.
Experiência voltada para o futuro
A 15 dias da eleição, Marco Figueiredo tenta transformar sua experiência legislativa em uma mensagem de futuro.
O argumento central da campanha é que fiscalizar concessionárias, aprovar leis e defender os municípios do interior exige conhecimento sobre o funcionamento da Assembleia Legislativa, capacidade de articulação e compromisso com as demandas regionais.
A trajetória construída em sete mandatos eletivos passa a ser apresentada como ponto de partida para uma nova etapa, concentrada em saúde regional, inclusão, segurança, mobilidade, saneamento, energia, geração de empregos e valorização das vocações econômicas do Estado.
Na reta final, Marco procura mostrar que seu projeto não começa agora. Ele parte de um legado legislativo, recupera pautas que continuam atuais e aponta caminhos para que a experiência acumulada seja colocada novamente a serviço da população fluminense.

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