domingo, 20 de setembro de 2026

Dengue muda de perfil em Goiás: DEN-3 já representa 53,8% das amostras


Avanço do sorotipo ocorre em meio ao aumento dos casos e ao retorno das chuvas

O cenário da dengue em Goiás entrou em uma nova fase de atenção. Dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde mostram que o sorotipo 3 da dengue, conhecido como DEN-3, já representa 53,8% das amostras positivas analisadas no estado.

Goiás soma 158.461 notificações e 103.213 casos confirmados em 2026. O número representa aumento de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior. A preocupação das autoridades aumenta com a ocorrência de chuvas fora de época, que pode favorecer o acúmulo de água e a reprodução do mosquito Aedes aegypti.

O que muda com a circulação do DEN-3?

A dengue possui quatro sorotipos conhecidos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. A infecção por um deles não garante proteção completa contra os demais, o que significa que pessoas que já tiveram dengue ainda podem contrair outro sorotipo.

A mudança na predominância dos tipos do vírus costuma exigir atenção especial da vigilância epidemiológica, principalmente porque altera o perfil de exposição da população. Isso não significa, porém, que todos os casos serão graves ou que o DEN-3 represente automaticamente uma emergência nacional.

Chuvas aumentam o risco de criadouros

O mosquito Aedes aegypti se reproduz em recipientes com água parada. Com o retorno das chuvas, objetos como pneus, garrafas, vasos de plantas, calhas e caixas-d’água descobertas podem se transformar em criadouros.

A recomendação é fazer uma vistoria semanal em casa e eliminar qualquer ponto de acúmulo de água. Também é importante manter reservatórios tampados, limpar calhas e utilizar telas ou repelentes quando necessário.

Quais são os sintomas?

Os principais sinais da dengue incluem:

  • febre alta;

  • dor de cabeça;

  • dor atrás dos olhos;

  • dores no corpo e nas articulações;

  • cansaço;

  • falta de apetite;

  • manchas vermelhas na pele.

Em caso de suspeita, a orientação é procurar uma unidade de saúde. A automedicação deve ser evitada, especialmente porque alguns medicamentos podem aumentar o risco de complicações.

A situação registrada em Goiás reforça a importância da prevenção, principalmente durante o período de chuvas. A eliminação dos criadouros continua sendo uma das principais formas de reduzir a circulação do mosquito e proteger a população.

Palavras-chave: dengue, DEN-3, Goiás, Aedes aegypti, saúde pública, prevenção, chuvas, chikungunya, mosquito da dengue, Papo de Nível

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