Caso ocorreu na Ilha Kangaroo e aumentou o alerta para uma população com menos de 12 mil animais
Autoridades da Austrália confirmaram a primeira morte de um leão-marinho-australiano causada pela gripe aviária H5. O animal foi encontrado na Seal Bay, uma das principais colônias da espécie na Ilha Kangaroo, no estado da Austrália Meridional.
O caso foi confirmado neste domingo (13) e preocupa especialistas porque o leão-marinho-australiano é uma espécie ameaçada de extinção. Estimativas indicam que restam menos de 12 mil animais, sendo aproximadamente 85% deles encontrados na Austrália Meridional. A colônia da Seal Bay reúne cerca de 800 indivíduos. A informação foi divulgada pelo governo sul-australiano e repercutida por veículos internacionais.
Segundo as autoridades, o animal vinha sendo monitorado havia cerca de três meses depois de sofrer um ataque de tubarão. Embora estivesse se recuperando do ferimento, os testes indicaram forte presença do vírus H5, e a gripe aviária foi apontada como a causa da morte.
Vírus já atingiu outros mamíferos
A gripe aviária é uma doença que afeta principalmente aves, mas algumas variantes também podem infectar mamíferos. Nos últimos meses, casos foram registrados em diferentes espécies, aumentando a preocupação de pesquisadores e órgãos ambientais.
O temor é que o vírus alcance outras colônias de leões-marinhos, especialmente porque esses animais vivem próximos a áreas frequentadas por aves marinhas, que podem carregar e transmitir o agente infeccioso.
A espécie australiana já enfrenta outras ameaças, como redução do habitat, doenças, mudanças ambientais e baixa taxa de reprodução. A população vinha diminuindo cerca de 2% ao ano antes da confirmação do novo caso.
Governo avalia medidas de proteção
A ministra do Meio Ambiente da Austrália Meridional, Emily Bourke, afirmou que o governo acompanha de perto a colônia da Seal Bay. Até o momento, não foram identificadas outras mortes de leões-marinhos ameaçados no local relacionadas ao vírus.
As autoridades também avaliam a possibilidade de participar de testes experimentais com vacinas destinadas a mamíferos marinhos. Ainda não existe uma vacina amplamente disponível para proteger leões-marinhos contra a gripe aviária H5.
Em outras regiões do mundo, o vírus provocou perdas expressivas entre focas e leões-marinhos. Por isso, pesquisadores defendem o monitoramento permanente das colônias e a rápida investigação de qualquer animal doente ou encontrado morto.
Orientação para a população
O governo sul-australiano recomenda que a população não toque em animais marinhos ou aves que estejam mortos ou apresentem sinais de doença. A orientação é manter distância, registrar o local e comunicar o caso às autoridades responsáveis.
O governo informa que a gripe aviária H5 ainda não foi detectada em aves domésticas ou comerciais na Austrália e não se estabeleceu no país. Mesmo assim, a expansão do vírus entre animais silvestres é acompanhada com atenção por causa dos impactos ambientais e do risco de novas infecções entre espécies.
A morte registrada na Ilha Kangaroo não significa, por si só, que toda a população de leões-marinhos esteja contaminada. Mas representa um alerta importante para uma espécie rara, cuja sobrevivência já depende de programas contínuos de conservação.
Imagem: arte ilustrativa.
Palavras-chave: gripe aviária, H5, leão-marinho, Austrália, Ilha Kangaroo, meio ambiente, animais ameaçados, conservação, vida marinha, Papo de Nível

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