quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Suspeito de 16 homicídios é preso usando vestido e peruca na Paraíba; ele afirma ter matado 80 pessoas


Um homem de 33 anos, investigado por envolvimento em 16 homicídios, foi preso após tentar escapar de um cerco policial usando vestido, peruca e outros elementos de disfarce, em Mulungu, na Paraíba.

Identificado em parte da cobertura como Jorlan Lopes da Silva e, em outras publicações, como Jorlan Alves da Silva, o suspeito teria sido localizado após aproximadamente 48 horas de buscas. Segundo os relatos divulgados, ele carregava uma criança no momento da tentativa de fuga. As autoridades apuram como o menor chegou à companhia do investigado.

A prisão ocorreu durante uma operação conjunta que envolveu as polícias Civil e Militar e setores de inteligência. Jorlan é apontado pela investigação como integrante de um grupo relacionado a uma série de homicídios no Vale do Mamanguape.

De acordo com as informações divulgadas pela Agência Estado, a polícia investiga a participação do homem em 16 mortes ocorridas em um período de aproximadamente três meses. Após audiência de custódia, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva, e ele foi encaminhado para a Cadeia Pública de Alagoinha.

Durante o interrogatório, o suspeito teria afirmado que matou cerca de 80 pessoas ao longo da vida. A declaração provocou repercussão nacional e internacional, mas o número ainda não foi confirmado pelas autoridades. Cada possível crime precisará ser investigado individualmente e confrontado com provas técnicas, registros policiais e elementos judiciais.

A polícia também apura se o investigado possui relação com outros crimes cometidos na região. O fato de ele estar sendo investigado por 16 homicídios não significa, até o momento, que tenha sido condenado por todas essas mortes.

O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais por causa do disfarce utilizado durante a fuga. Para os investigadores, porém, o ponto central é esclarecer a participação do suspeito nos homicídios e verificar a dimensão real da atuação do grupo criminoso.

A defesa de Jorlan não foi localizada nas reportagens consultadas. O espaço permanece aberto para manifestação.

A investigação continua, e novas informações poderão esclarecer se a declaração sobre 80 mortes corresponde a fatos comprováveis ou se foi apenas uma afirmação feita durante o interrogatório.

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