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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Governo fecha o cerco contra as bets: milhões de brasileiros já estão impedidos de apostar


Sistema federal cruza CPFs e bloqueia beneficiários de programas sociais, pessoas com dívidas renegociadas e usuários que optaram pela autoexclusão. Medida amplia o debate sobre os impactos das apostas online no Brasil.

O cerco às plataformas de apostas esportivas no Brasil ganhou uma nova dimensão. O governo federal passou a utilizar um sistema capaz de cruzar automaticamente o CPF dos usuários com diferentes bases de dados públicas para impedir que determinados grupos abram ou mantenham contas em casas de apostas autorizadas no país.

A medida ganhou força após o Ministério da Fazenda informar que beneficiários do Bolsa Família, do Benefício de Prestação Continuada (BPC), do Fies e de programas de renegociação de dívidas não podem mais utilizar as plataformas regulamentadas de apostas.

O mecanismo utilizado para realizar os bloqueios está integrado ao Módulo de Impedidos do Sistema de Gestão de Apostas (SIGAP), desenvolvido pelo Serpro em parceria com a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.

MAIS DE 3 MILHÕES DE BENEFICIÁRIOS JÁ FORAM BLOQUEADOS

O tamanho da operação chama atenção.

Segundo o Ministério da Fazenda, cerca de 3 milhões de beneficiários do Bolsa Família e do BPC tiveram o acesso às plataformas de apostas bloqueado em cumprimento a uma determinação do Supremo Tribunal Federal.

O sistema também alcança pessoas que renegociaram dívidas. Em agosto, o governo informou que aproximadamente 800 mil pessoas nessa situação estavam impedidas de apostar. O grupo inclui cidadãos vinculados a programas de renegociação de dívidas e estudantes beneficiários do Fies.

Somados aos usuários que solicitaram voluntariamente a autoexclusão, os grupos impedidos representam uma parcela significativa das pessoas cadastradas no sistema oficial de apostas.

COMO FUNCIONA O BLOQUEIO

O sistema utiliza o CPF para verificar se o cidadão está incluído em alguma das bases de impedimento.

As casas de apostas precisam consultar o sistema em diferentes momentos, como na abertura de uma nova conta, no primeiro acesso do usuário a cada dia e periodicamente para toda a base de clientes.

Quando o CPF é identificado como impedido, a plataforma precisa interromper a possibilidade de realizar novas apostas e depósitos.

No caso dos beneficiários de programas sociais, existe ainda uma regra específica para o encerramento das contas. O período destinado ao saque de eventual saldo existente não permite que o usuário continue realizando apostas.

POR QUE O GOVERNO DECIDIU BLOQUEAR ESSAS PESSOAS?

A política está relacionada às decisões tomadas pelo Supremo Tribunal Federal e às recomendações do Tribunal de Contas da União.

A preocupação central é evitar que recursos destinados à proteção social sejam utilizados em apostas e, ao mesmo tempo, reduzir riscos relacionados ao endividamento e ao chamado jogo problemático.

A legislação brasileira que regulamenta as apostas de quota fixa também estabelece categorias de pessoas impedidas de realizar apostas.

O FENÔMENO DAS BETS GANHA UMA NOVA DIMENSÃO

O avanço dos bloqueios revela uma mudança importante na relação do Estado brasileiro com o mercado de apostas.

Depois de anos de crescimento acelerado das plataformas digitais, o debate deixou de envolver apenas a legalização e a tributação das empresas. Agora, entram no centro da discussão questões como saúde pública, endividamento, proteção de famílias vulneráveis, publicidade e responsabilidade das plataformas.

Outro dado chama atenção.

A plataforma federal de autoexclusão já recebeu mais de 1,2 milhão de pedidos de bloqueio voluntário. Segundo o Ministério da Fazenda, uma das principais justificativas apresentadas pelos usuários está relacionada à perda de controle sobre o jogo e a problemas associados à saúde mental.

O dado mostra que, além dos cidadãos impedidos por determinação legal, mais de um milhão de brasileiros procuraram espontaneamente uma ferramenta para se afastar das apostas.

A PRÓXIMA BATALHA: A PUBLICIDADE

Com o bloqueio das contas, surge uma questão que promete ganhar ainda mais espaço no debate público: se o Estado reconhece que determinados grupos precisam ser protegidos dos efeitos das apostas, até que ponto é aceitável manter uma publicidade agressiva das bets em espaços públicos?

O tema envolve especialmente anúncios em mobiliário urbano, eventos, transporte, estádios e outros locais de grande circulação.

A discussão tende a se intensificar porque a publicidade exerce papel fundamental na popularização das plataformas, enquanto o poder público amplia mecanismos de proteção contra seus possíveis efeitos sociais.

O Brasil vive, portanto, uma situação que alimenta um debate cada vez mais intenso: ao mesmo tempo em que regulamenta e arrecada com o mercado de apostas, o Estado amplia mecanismos para impedir que milhões de brasileiros tenham acesso a ele.

E essa pode ser a próxima grande discussão nacional sobre as bets: não apenas quem pode apostar, mas até onde a sociedade permitirá que esse mercado ocupe o espaço público e faça parte da vida cotidiana dos brasileiros.

terça-feira, 30 de junho de 2026

Acabou a festa dos elétricos?


A partir de agora, o imposto sobre carros elétricos e híbridos que chegam ao Brasil já montados vai subir de 25% para 35%. Enquanto isso, peças para montagem de carros elétricos por aqui continuam totalmente isentas. 
O movimento é mais um passo do governo para estimular a indústria nacional de automóveis eletrificados — com o objetivo de gerar empregos e girar a economia local.

A relevância: Hoje, 20% dos carros zero-km vendidos por aqui são chineses, uma alta significativa frente aos 3% em 2023. Entre os 50 mais vendidos no varejo neste ano, 15 são elétricos ou híbridos, sendo 12 deles chineses, com a liderança da BYD.

Vai ter efeito no preço final?

Em 2023, o Dolphin de entrada, da BYD, custava R$ 150 mil quando chegou ao Brasil, ainda quando a alíquota para carros elétricos importados estava zerada.

Hoje, com a taxa em 25%, o modelo de entrada custa os mesmos R$ 150 mil. Na prática, ele ficou mais barato, já que a inflação no período foi de 14%.

As montadoras aceitaram ficar “no prejuízo” nesse período para que o preço final não chegasse no consumidor e ele voltasse a comprar as marcas já consolidadas por aqui, como Ford, VW, Chevrolet e outras.

Mais do que isso, esse efeito no preço pode diminuir, uma vez que as chineses estão construindo fábricas por aqui. A BYD na Bahia e a GWM no interior de São Paulo confirmam o movimento da indústria, trocando o navio cargueiro por apenas peças importadas.

 Outro lado: Entidades como a Anfavea e a Fiesp acusam o governo de traição. O argumento é que o Planalto liberou a alíquota zero para as marcas chinesas, enquanto as montadoras tradicionais investiram bilhões em fábricas completas no Brasil.

Junho Laranja: a história de vida e a ciência por trás da cura de um diagnóstico raro de leucemia


Com mais de 12 mil novos casos anuais previstos pelo Inca para o triênio 2026–2028, a campanha de conscientização ganha força com a emocionante história de superação do paciente Flávio de Barros, que venceu um tipo agressivo da doença após transplante

De acordo com as projeções oficiais do Instituto Nacional de Câncer (Inca) para o triênio de 2026 a 2028, o Brasil deve registrar mais de 12.220 novos casos de leucemia a cada ano. Esses dados revelam a importância do diagnóstico precoce e da solidariedade por meio da doação de medula óssea, um gesto que transformou por completo o destino do carioca Flávio de Barros Moses, de 50 anos.

A jornada de Flávio começou com o diagnóstico de Leucemia Mieloide Crônica (LMC), um tipo de câncer que se origina na medula óssea. O cenário se tornou drasticamente mais complexo quando a doença passou por uma transformação rara e agressiva e se converteu em uma Leucemia Linfoide Aguda (LLA). Diante da gravidade do quadro, a única alternativa definitiva de cura era o transplante alogênico de medula óssea, ou seja, aquele que depende de um doador compatível.

A esperança cruzou o caminho de Flávio por meio do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), que localizou Beatriz, uma candidata com compatibilidade quase perfeita (9 em cada 10 pontos). O procedimento foi realizado com sucesso em setembro de 2022 no Complexo Hospitalar de Niterói (CHN), unidade da Rede Américas, a segunda maior rede privada de hospitais do Brasil.

No entanto, o pós-transplante impôs grandes desafios, incluindo complicações como reativação viral e disfunção do enxerto, momentos em que a vida do paciente esteve sob intensa vigilância médica. Hoje, totalmente recuperado, Flávio mantém uma rotina ambulatorial preventiva, leva uma vida normal e teve a oportunidade inesquecível de conhecer pessoalmente a mulher que lhe devolveu o futuro.

“Após a frustração de não encontrar compatibilidade na família e uma longa busca por um doador, recebi a confirmação de uma doadora brasileira compatível e, em outubro de 2022, fiz o transplante. A partir dali, comecei uma nova etapa de recuperação e, hoje, tenho uma vida normal, com qualidade de vida, e guardo uma enorme gratidão por todos os profissionais que me acompanharam com carinho, atenção e competência ao longo dessa jornada.”

De acordo com o dr. Jacques Kaufman, hematologista e médico transplantador do Complexo Hospitalar de Niterói (CHN), o sucesso de casos complexos como o de Flávio reflete o amadurecimento das técnicas de suporte e do monitoramento constante das complicações.

“A transformação da doença de Flávio foi um cenário clínico raro e de altíssima gravidade. Foi como se uma patologia que costuma caminhar de forma mais lenta sofresse uma mutação e se transformasse em um adversário extremamente veloz e agressivo. Diante disso, o transplante de medula óssea foi a única chance real de cura. Vê-lo hoje em acompanhamento ambulatorial e levando uma vida perfeitamente normal é a maior recompensa e a prova de que a evolução da medicina diagnóstica e terapêutica está vencendo as estatísticas mais duras”, comenta o médico.

A dra. Simone Maradei, também hematologista e responsável técnica pelo transplante de células-tronco hematopoéticas do CHN, ressalta que o Junho Laranja, campanha nacional de conscientização sobre a leucemia e a anemia, destaca o diagnóstico precoce dessas condições e se consolida como o momento ideal para reforçar a importância do transplante de medula óssea. Ela pontua que as inovações nos tratamentos onco-hematológicos têm proporcionado desfechos positivos antes considerados improváveis.]

Inovações em terapias celulares aumentam a esperança diante de casos complexos

Para além dos transplantes tradicionais com doadores compatíveis encontrados em bancos de dados, a medicina deu passos largos na criação de estratégias personalizadas para os casos mais resistentes de cânceres do sangue. Um exemplo dessa revolução científica é a história de Sandra Abelha Lima, de 71 anos. Diagnosticada com linfoma do manto, um tipo desafiador de câncer que ataca as células de defesa do organismo, Sandra enfrentou uma verdadeira maratona terapêutica.

Inicialmente, ela passou por quimioterapia convencional seguida de um transplante autólogo (quando as células-tronco do próprio paciente são tratadas e devolvidas ao corpo), o que garantiu quatro anos de calmaria. Diante de uma posterior recaída, a ciência ofereceu uma alternativa moderna: a chamada terapia-alvo com o medicamento Acalabrutinib. Esse tipo de tratamento funciona como um míssil guiado, bloqueando especificamente as proteínas que fazem o tumor crescer e minimizando os danos às células saudáveis. Sandra respondeu bem ao medicamento por dois anos e meio.

A doença voltou a progredir, e a equipe médica utilizou um novo protocolo quimioterápico que funcionou como um recomeço para o sistema imunológico, abrindo caminho para uma estratégia altamente inovadora: o transplante alogênico haploidêntico.

Realizado em maio de 2024, no CHN, esse método viabiliza o transplante utilizando a medula de um familiar apenas 50% compatível, no caso, seu filho Daniel, de 37 anos. O objetivo principal foi ativar o chamado “efeito enxerto contra tumor”, em que as novas células doadas pelo filho passam a reconhecer e destruir qualquer vestígio de câncer no corpo da mãe.

O período pós-transplante imediato trouxe desafios severos, como infecções graves, insuficiência cardíaca e a Doença do Enxerto contra o Hospedeiro (DECH), uma reação em que as células novas estranham o organismo receptor. Contudo, a precisão do suporte médico superou os obstáculos. Dois anos após o procedimento, Sandra vive uma vida normal, em remissão completa, provando que a idade e a agressividade da doença já não são barreiras intransponíveis para a cura.

“O grande avanço desse caso foi mostrar que a ausência de um doador 100% compatível já não representa, necessariamente, um impedimento para o transplante. Hoje, os transplantes com doadores haploidênticos, que compartilham cerca de 50% da compatibilidade HLA, apresentam resultados cada vez mais comparáveis aos dos transplantes com doadores totalmente compatíveis, ampliando significativamente o acesso à terapia. Isso permite que a grande maioria dos pacientes tenha um doador potencial dentro da própria família. No caso da Sandra, além de tornar o transplante viável, utilizamos essa estratégia para potencializar o efeito enxerto contra o tumor, contribuindo para a remissão completa de um linfoma resistente a tratamentos prévios. O sucesso desse tratamento em uma paciente de 71 anos, mesmo após complicações críticas, reforça o transplante haploidêntico como uma das grandes evoluções da terapia celular moderna.”, comenta Simone.

“Foram cerca de dez anos de uma intensa jornada de tratamento. Houve momentos de grande desgaste físico e emocional, mas nunca deixei de acreditar. Meu filho Daniel teve a coragem de me devolver aquilo que eu o havia dado há 37 anos: a vida. Hoje, recuperei minha saúde física, minha saúde mental e a alegria de viver plenamente. A palavra que melhor define este momento é gratidão”, conclui a paciente

Globo retira Virgínia Fonseca da cobertura da Copa do Mundo após críticas, diz jornal


Virgínia Fonseca teria sido retirada da cobertura da Copa do Mundo no Domingão com o Huck, da TV Globo, após críticas do público e da imprensa. Pelo menos é o que afirma o jornal Folha de S. Paulo desta sexta-feira, dia 26. De acordo com o veículo, a influenciadora estaria dependendo de novas avaliações da direção do programa para gravações de novos episódios. Enquanto isso, o próprio Luciano Huck deve assumir a cobertura do mundial.

A mudança também estaria relacionada a estratégia para cobrir a nova fase da Copa do Mundo, enquanto Virgínia focaria no lado das curiosidades dos Estados Unidos e dos bastidores do mundial, Luciano assumiria um formato mais sério, focando em conteúdo relacionado ao campeonato e aos jogadores. No próximo domingo, dia 28, entrevistas com Vini Jr., Neymar Jr. e Bruno Guimarães já devem ir ao ar no programa.

Para quem não acompanhou, nas redes sociais, o quadro da influenciadora foi alvo de críticas pela falta de conteúdo e de conexão com o torneio. Entretanto, pelo o que informa a Folha, Virgínia deve seguir aguardando novas avaliações da direção do programa até baterem o martelo.

Fiquei com pena de ver a notícia do cancelamento, porque o carisma e a audiência da Virgínia já são mais do que validados. Pra mim, a produção acabou atrapalhando muito mais do que a apresentadora, opinou uma admiradora.

A influenciadora entretanto ainda não se pronunciou sobre o assunto e segue nos Estados Unidos. Procurada pelo ESTRELANDO, a assessoria de imprensa da emissora não respondeu o contato até o momento da publicação desta matéria para dar os devidos esclarecimentos sobre o tema.

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