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sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Pressão alta pode não dar sintomas: sentir-se bem não garante que esteja tudo certo


Hipertensão pode passar despercebida e aumentar o risco de AVC, infarto e problemas renais. Medição regular e acompanhamento ajudam a identificar e controlar a doença.

Trabalhar, passear e seguir a rotina sem sentir desconforto não significa que a pressão arterial esteja controlada. A hipertensão geralmente não provoca sintomas, o que torna a medição da pressão uma parte importante do cuidado com a saúde. O protocolo do Ministério da Saúde descreve a doença como uma elevação persistente da pressão, frequentemente silenciosa.

A dimensão desse desconhecimento chama atenção: segundo a Organização Mundial da Saúde, aproximadamente 44% dos adultos de 30 a 79 anos com hipertensão no mundo não sabem que têm a condição. A estimativa se refere a 2024.

Esperar por dor de cabeça, tontura ou mal-estar para verificar a pressão pode atrasar sua identificação. Esses sintomas não são um método confiável de diagnóstico. A pressão alta é um dos principais fatores de risco para AVC, infarto e insuficiência renal e cardíaca.

A medição precisa ser feita corretamente e interpretada por um profissional. Uma leitura isolada não deve ser usada, por conta própria, para concluir um diagnóstico ou alterar medicamentos. Conforme a situação, podem ser necessárias avaliações repetidas e monitoramento fora do consultório.

O protocolo do Ministério da Saúde recomenda rastreamento anual em adultos. Quem já tem hipertensão ou apresenta fatores de risco pode precisar de acompanhamento mais frequente, definido pela equipe de saúde. Uma Unidade Básica de Saúde é um ponto de acesso para essa avaliação.

O controle envolve hábitos e, quando indicado, medicamentos. Reduzir o excesso de sal, manter atividade física, evitar o tabagismo e adotar uma alimentação equilibrada ajudam. Mesmo com essas mudanças, algumas pessoas continuam precisando de tratamento medicamentoso.

Para quem já usa remédios, sentir-se bem não é motivo para abandonar o tratamento. A orientação é seguir a prescrição e manter as consultas; qualquer mudança deve ser discutida com o profissional responsável.

Reserve espaço na rotina para cuidar da pressão — antes de esperar um sintoma aparecer.

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

AVC E INFARTO: nova medida amplia medicamento que pode salvar vidas nas UPAs e no Samu pelo SUS


Lei sancionada nesta quarta-feira (2) reforça a oferta de trombolíticos na rede pública de urgência e emergência; tratamento pode dissolver coágulos e reduzir mortes e sequelas quando utilizado no tempo adequado

Uma mudança na legislação brasileira pode encurtar um dos intervalos mais decisivos da medicina de emergência: o tempo entre os primeiros sintomas de um infarto ou AVC isquêmico e o início do tratamento.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira, 2 de setembro, o texto originado do Projeto de Lei 5.972/2023, que prevê a ampliação da oferta de medicamentos trombolíticos na rede de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). A estratégia também alcança o Samu 192, onde o medicamento já pode ser administrado em unidades de Suporte Avançado de Vida habilitadas.

Os trombolíticos são medicamentos capazes de dissolver coágulos que bloqueiam a circulação sanguínea. No infarto agudo do miocárdio, a obstrução compromete o fluxo de sangue para o coração. No AVC isquêmico, um coágulo interrompe a circulação em uma região do cérebro.

Nos dois casos, tempo é determinante. Quanto mais rapidamente o paciente é diagnosticado e recebe o tratamento adequado, maiores podem ser as chances de sobrevivência e menores os riscos de sequelas permanentes.

O que muda na prática

A principal novidade não significa que todas as UPAs e ambulâncias do Samu passarão imediatamente a manter e aplicar trombolíticos.

Os protocolos do SUS já preveem o uso desses medicamentos em determinados serviços de urgência e emergência, inclusive nas UPAs. Até agora, porém, a aquisição dos remédios depende dos gestores locais. A nova legislação pretende fortalecer essa estrutura e ampliar a disponibilidade do tratamento em todo o país.

O Ministério da Saúde também criou um comitê para acompanhar a implementação das linhas de cuidado de AVC e infarto. O grupo deverá propor diretrizes para ampliar o acesso aos medicamentos, organizar os fluxos entre unidades de saúde e qualificar o atendimento.

A mudança pode ser particularmente importante em cidades afastadas de hospitais com estrutura para procedimentos de alta complexidade.

No caso de determinados tipos de infarto, por exemplo, o trombolítico pode ser indicado quando uma angioplastia não estiver disponível dentro do período recomendado. O medicamento pode então ser administrado enquanto é organizada a transferência do paciente para uma unidade de referência.

No AVC, entretanto, há uma diferença fundamental: o trombolítico é destinado a situações específicas de AVC isquêmico e somente pode ser aplicado depois da avaliação médica e da exclusão de contraindicações. O AVC também pode ser hemorrágico, provocado pelo rompimento de um vaso, condição que exige outra abordagem terapêutica.

Brasil registra centenas de milhares de casos

A dimensão do problema ajuda a explicar a relevância da medida.

O Ministério da Saúde estima que ocorram entre 300 mil e 400 mil casos de infarto por ano no Brasil. Somente em 2025, o SUS contabilizou 292 mil atendimentos relacionados a AVC, sendo aproximadamente 218 mil referentes a AVC isquêmico.

O uso de trombolíticos pelo Samu ainda está concentrado em parte do território nacional. Atualmente, 102 unidades de Suporte Avançado de Vida do Samu 192, distribuídas por sete estados, estão habilitadas para receber recursos destinados a esse tipo de assistência.

Em 2025, foram registradas 861 aplicações de tenecteplase pelo Samu 192 em todo o país. A expectativa do Ministério da Saúde é ampliar a quantidade de unidades preparadas para iniciar o tratamento quando houver indicação clínica.

Reconhecer rapidamente os sintomas pode salvar uma vida

A ampliação do tratamento não elimina um dos maiores obstáculos no enfrentamento ao AVC e ao infarto: a demora para buscar atendimento.

No caso do AVC, sinais como fraqueza ou formigamento de um lado do corpo, alteração repentina da fala, dificuldade de compreensão, perda de equilíbrio, alterações na visão e dor de cabeça súbita e intensa exigem atendimento imediato.

No infarto, os sinais mais conhecidos incluem dor ou pressão no peito, que pode irradiar para braços, costas ou rosto, além de falta de ar, suor frio, palidez e sensação de desmaio. Idosos e pessoas com diabetes podem apresentar sintomas menos típicos.

Diante de sintomas compatíveis com essas emergências, a orientação é acionar o Samu pelo telefone 192 ou procurar imediatamente um serviço de urgência.

Não se deve esperar que os sintomas desapareçam espontaneamente.

Impacto também interessa diretamente à Região dos Lagos

Para municípios da Região dos Lagos, onde o deslocamento entre uma unidade inicial de atendimento e hospitais de maior complexidade pode consumir um período decisivo, a ampliação efetiva dos protocolos merece acompanhamento.

A lei cria a possibilidade de aproximar uma terapia tempo-dependente do local onde muitos pacientes chegam primeiro: a UPA ou o próprio atendimento móvel de urgência.

O impacto real, entretanto, dependerá da regulamentação, da disponibilidade dos medicamentos, da capacitação das equipes e da estrutura diagnóstica oferecida por estados e municípios.

Por isso, o próximo ponto a ser observado será como a nova política chegará às UPAs e às bases do Samu da Região dos Lagos e quais unidades estarão preparadas para utilizar os trombolíticos dentro dos protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

A mudança representa um avanço potencialmente importante, mas sua eficácia será medida longe de Brasília: no momento em que uma pessoa com AVC ou infarto chegar a uma unidade de emergência e encontrar diagnóstico, equipe, medicamento e estrutura disponíveis antes que o tempo se transforme em sequelas irreversíveis ou morte.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Setembro Amarelo começa com alerta: saúde mental exige escuta real, não frases prontas


Campanha de 2026 reforça a importância de acolher quem está em sofrimento e amplia o debate sobre prevenção, acesso a atendimento e responsabilidade na forma como o tema é tratado

Setembro começa com uma mobilização nacional voltada à valorização da vida e à prevenção do suicídio. Em 2026, o Centro de Valorização da Vida (CVV) adotou o tema “Escutar é estar presente”, destacando a importância de oferecer espaço real para que pessoas em sofrimento emocional possam falar sem julgamento, pressão ou respostas prontas.

A campanha ganha relevância justamente porque saúde mental passou a ocupar mais espaço nas redes sociais e no debate público, mas nem sempre esse aumento de visibilidade representa acolhimento efetivo. Frases motivacionais, cartões amarelos e mensagens genéricas podem contribuir para lembrar o tema, mas não substituem disponibilidade para ouvir, acesso a profissionais de saúde e uma rede capaz de agir diante de situações de crise.

O Ministério da Saúde trata o suicídio como um fenômeno complexo, relacionado a diferentes fatores pessoais, sociais e econômicos, e alerta que sinais de sofrimento não devem ser analisados isoladamente. Mudanças persistentes de comportamento, isolamento, agravamento de problemas emocionais e manifestações de desesperança merecem atenção, especialmente quando ocorrem simultaneamente.

A Organização Mundial da Saúde estima que mais de 720 mil pessoas morram por suicídio todos os anos no mundo. A entidade considera a prevenção uma questão de saúde pública e destaca que intervenções oportunas, apoio emocional e acesso adequado aos serviços de saúde podem reduzir mortes evitáveis.

Ouvir exige mais do que dizer “vai ficar tudo bem”

Um dos principais desafios do Setembro Amarelo é evitar que uma campanha necessária seja reduzida a gestos simbólicos durante apenas um mês.

Escutar alguém em sofrimento não significa apresentar soluções imediatas ou tentar minimizar aquilo que a pessoa sente. A orientação das instituições de saúde é permitir que ela fale, demonstrar disponibilidade e incentivar a procura por atendimento especializado quando necessário.

Em situações de risco imediato, a recomendação é não deixar a pessoa sozinha e buscar ajuda em serviços de saúde ou emergência. No Brasil, a rede pública inclui unidades básicas de saúde, Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), UPAs, hospitais e o SAMU, pelo telefone 192.

O CVV atende gratuitamente pelo número 188, 24 horas por dia, oferecendo apoio emocional de forma sigilosa. O serviço também possui atendimento por canais digitais.

O dia 10 de setembro marca o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, mas a lógica da campanha é justamente lembrar que sofrimento emocional não segue calendário.

Álcool também precisa entrar na conversa

Outro ponto que merece atenção é a relação entre saúde mental e consumo de álcool. A Organização Mundial da Saúde reconhece associação entre transtornos relacionados ao uso de álcool, depressão, ansiedade, automutilação e comportamento suicida. O álcool também pode comprometer julgamento e controle de impulsos, especialmente em situações de crise.

Isso não significa estabelecer uma relação automática entre consumo de álcool e suicídio. Significa compreender que abuso e dependência são fatores que precisam ser considerados dentro de uma avaliação mais ampla de vulnerabilidade.

A própria Rede de Atenção Psicossocial do SUS inclui atendimento a pessoas com necessidades relacionadas ao uso de álcool e outras drogas, integrando esse cuidado aos serviços de saúde mental.

Uma campanha que precisa sobreviver a setembro

O Setembro Amarelo cumpre seu papel quando leva informação, reduz preconceitos e facilita o acesso à ajuda. Perde força quando se limita a mensagens bonitas publicadas por empresas, instituições e perfis que, no restante do ano, ignoram sofrimento emocional, ambientes de trabalho adoecedores ou pessoas que pedem ajuda.

A crítica à superficialidade não diminui a campanha. Ao contrário, reforça sua finalidade.

Prevenção exige continuidade, serviços acessíveis, profissionais preparados, responsabilidade na comunicação e disposição para ouvir antes que uma situação de sofrimento se transforme em emergência.

É justamente essa a mensagem escolhida pelo CVV para 2026: presença não significa apenas estar fisicamente próximo. Significa oferecer tempo e atenção suficientes para que alguém consiga falar e seja levado a sério.

Para quem precisa conversar, o CVV atende pelo telefone 188 gratuitamente, todos os dias, 24 horas por dia. Em situações de emergência, também devem ser procurados serviços como CAPS, UPA, pronto-socorro, hospitais ou o SAMU 192.

terça-feira, 30 de junho de 2026

Junho Laranja: a história de vida e a ciência por trás da cura de um diagnóstico raro de leucemia


Com mais de 12 mil novos casos anuais previstos pelo Inca para o triênio 2026–2028, a campanha de conscientização ganha força com a emocionante história de superação do paciente Flávio de Barros, que venceu um tipo agressivo da doença após transplante

De acordo com as projeções oficiais do Instituto Nacional de Câncer (Inca) para o triênio de 2026 a 2028, o Brasil deve registrar mais de 12.220 novos casos de leucemia a cada ano. Esses dados revelam a importância do diagnóstico precoce e da solidariedade por meio da doação de medula óssea, um gesto que transformou por completo o destino do carioca Flávio de Barros Moses, de 50 anos.

A jornada de Flávio começou com o diagnóstico de Leucemia Mieloide Crônica (LMC), um tipo de câncer que se origina na medula óssea. O cenário se tornou drasticamente mais complexo quando a doença passou por uma transformação rara e agressiva e se converteu em uma Leucemia Linfoide Aguda (LLA). Diante da gravidade do quadro, a única alternativa definitiva de cura era o transplante alogênico de medula óssea, ou seja, aquele que depende de um doador compatível.

A esperança cruzou o caminho de Flávio por meio do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), que localizou Beatriz, uma candidata com compatibilidade quase perfeita (9 em cada 10 pontos). O procedimento foi realizado com sucesso em setembro de 2022 no Complexo Hospitalar de Niterói (CHN), unidade da Rede Américas, a segunda maior rede privada de hospitais do Brasil.

No entanto, o pós-transplante impôs grandes desafios, incluindo complicações como reativação viral e disfunção do enxerto, momentos em que a vida do paciente esteve sob intensa vigilância médica. Hoje, totalmente recuperado, Flávio mantém uma rotina ambulatorial preventiva, leva uma vida normal e teve a oportunidade inesquecível de conhecer pessoalmente a mulher que lhe devolveu o futuro.

“Após a frustração de não encontrar compatibilidade na família e uma longa busca por um doador, recebi a confirmação de uma doadora brasileira compatível e, em outubro de 2022, fiz o transplante. A partir dali, comecei uma nova etapa de recuperação e, hoje, tenho uma vida normal, com qualidade de vida, e guardo uma enorme gratidão por todos os profissionais que me acompanharam com carinho, atenção e competência ao longo dessa jornada.”

De acordo com o dr. Jacques Kaufman, hematologista e médico transplantador do Complexo Hospitalar de Niterói (CHN), o sucesso de casos complexos como o de Flávio reflete o amadurecimento das técnicas de suporte e do monitoramento constante das complicações.

“A transformação da doença de Flávio foi um cenário clínico raro e de altíssima gravidade. Foi como se uma patologia que costuma caminhar de forma mais lenta sofresse uma mutação e se transformasse em um adversário extremamente veloz e agressivo. Diante disso, o transplante de medula óssea foi a única chance real de cura. Vê-lo hoje em acompanhamento ambulatorial e levando uma vida perfeitamente normal é a maior recompensa e a prova de que a evolução da medicina diagnóstica e terapêutica está vencendo as estatísticas mais duras”, comenta o médico.

A dra. Simone Maradei, também hematologista e responsável técnica pelo transplante de células-tronco hematopoéticas do CHN, ressalta que o Junho Laranja, campanha nacional de conscientização sobre a leucemia e a anemia, destaca o diagnóstico precoce dessas condições e se consolida como o momento ideal para reforçar a importância do transplante de medula óssea. Ela pontua que as inovações nos tratamentos onco-hematológicos têm proporcionado desfechos positivos antes considerados improváveis.]

Inovações em terapias celulares aumentam a esperança diante de casos complexos

Para além dos transplantes tradicionais com doadores compatíveis encontrados em bancos de dados, a medicina deu passos largos na criação de estratégias personalizadas para os casos mais resistentes de cânceres do sangue. Um exemplo dessa revolução científica é a história de Sandra Abelha Lima, de 71 anos. Diagnosticada com linfoma do manto, um tipo desafiador de câncer que ataca as células de defesa do organismo, Sandra enfrentou uma verdadeira maratona terapêutica.

Inicialmente, ela passou por quimioterapia convencional seguida de um transplante autólogo (quando as células-tronco do próprio paciente são tratadas e devolvidas ao corpo), o que garantiu quatro anos de calmaria. Diante de uma posterior recaída, a ciência ofereceu uma alternativa moderna: a chamada terapia-alvo com o medicamento Acalabrutinib. Esse tipo de tratamento funciona como um míssil guiado, bloqueando especificamente as proteínas que fazem o tumor crescer e minimizando os danos às células saudáveis. Sandra respondeu bem ao medicamento por dois anos e meio.

A doença voltou a progredir, e a equipe médica utilizou um novo protocolo quimioterápico que funcionou como um recomeço para o sistema imunológico, abrindo caminho para uma estratégia altamente inovadora: o transplante alogênico haploidêntico.

Realizado em maio de 2024, no CHN, esse método viabiliza o transplante utilizando a medula de um familiar apenas 50% compatível, no caso, seu filho Daniel, de 37 anos. O objetivo principal foi ativar o chamado “efeito enxerto contra tumor”, em que as novas células doadas pelo filho passam a reconhecer e destruir qualquer vestígio de câncer no corpo da mãe.

O período pós-transplante imediato trouxe desafios severos, como infecções graves, insuficiência cardíaca e a Doença do Enxerto contra o Hospedeiro (DECH), uma reação em que as células novas estranham o organismo receptor. Contudo, a precisão do suporte médico superou os obstáculos. Dois anos após o procedimento, Sandra vive uma vida normal, em remissão completa, provando que a idade e a agressividade da doença já não são barreiras intransponíveis para a cura.

“O grande avanço desse caso foi mostrar que a ausência de um doador 100% compatível já não representa, necessariamente, um impedimento para o transplante. Hoje, os transplantes com doadores haploidênticos, que compartilham cerca de 50% da compatibilidade HLA, apresentam resultados cada vez mais comparáveis aos dos transplantes com doadores totalmente compatíveis, ampliando significativamente o acesso à terapia. Isso permite que a grande maioria dos pacientes tenha um doador potencial dentro da própria família. No caso da Sandra, além de tornar o transplante viável, utilizamos essa estratégia para potencializar o efeito enxerto contra o tumor, contribuindo para a remissão completa de um linfoma resistente a tratamentos prévios. O sucesso desse tratamento em uma paciente de 71 anos, mesmo após complicações críticas, reforça o transplante haploidêntico como uma das grandes evoluções da terapia celular moderna.”, comenta Simone.

“Foram cerca de dez anos de uma intensa jornada de tratamento. Houve momentos de grande desgaste físico e emocional, mas nunca deixei de acreditar. Meu filho Daniel teve a coragem de me devolver aquilo que eu o havia dado há 37 anos: a vida. Hoje, recuperei minha saúde física, minha saúde mental e a alegria de viver plenamente. A palavra que melhor define este momento é gratidão”, conclui a paciente

segunda-feira, 23 de março de 2026

Quais são as doenças mais comuns no outono?

O outono chegou na sexta-feira, dia 20, trazendo um período caracterizado por condições climáticas propícias para a propagação de vírus e bactérias. Com as variações de temperatura e o tempo mais seco, há uma maior incidência de doenças respiratórias e alérgicas. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (SESA/PR), as doenças mais comuns no outono são a gripe (influenza), resfriado, sinusite e pneumonia.

Foto: Wynitow Butenas/Hospital Pequeno Príncipe

Como o sistema imunológico das crianças ainda está em desenvolvimento, tornando-as mais suscetíveis às infecções, é preciso atenção redobrada. Pensando nisso, o Pequeno Príncipe, que é o maior e mais completo hospital pediátrico do país, alerta sobre os principais sintomas, causas e cuidados relacionados a cada uma delas.

  • O que é: infecção viral altamente contagiosa que afeta o sistema respiratório, com risco de complicações para vias aéreas inferiores.
  • Causas: diferentes tipos de vírus da influenza.
  • Sintomas: febre, obstrução nasal, secreção mucopurulenta, tosse, dores musculares e dor de garganta.
  • O que é: infecção viral comum do trato respiratório superior, com um quadro geral menos grave que o da gripe.
  • Causas: diferentes tipos de vírus, como o rinovírus.
  • Sintomas: temperatura entre 37,5°C e 38,5°C, obstrução nasal, secreção hialina (amarelada ou esverdeada), tosse e dor de garganta leve.
  • O que é: inflamação dos seios paranasais, a qual quase sempre provoca comprometimento nasal prévio.
  • Causas: infecções virais, bacterianas ou fúngicas, alergias ou irritações.
  • Sintomas: congestão nasal, dor facial, dor de cabeça, secreção nasal espessa e, nas crianças, sempre acompanhada de tosse.
  • O que é: infecção nos pulmões.
  • Causas: bactérias ou vírus.
  • Sintomas: tosse, dificuldade para respirar, dor no peito, secreção de muco purulento de cor amarelada ou esverdeada e febre.
  • Confira se a imunização da criança está em dia, incluindo contra influenza e COVID-19.
  • Mantenha os ambientes limpos e arejados.
  • Incentive a higiene das mãos.
  • Lave as narinas regularmente com soro fisiológico.
  • Adote uma alimentação balanceada e hidratação adequada.
  • Tenha boas noites de sono.
  • Mantenha as consultas com um pediatra de confiança e exames em dia.

Confira as doenças mais comuns no outono:

Gripe (influenza) - Resfriado - Rinossinusite - Pneumonia


Como evitar essas doenças?


Algumas práticas simples podem ser adotadas pelos pais e responsáveis para minimizar o risco de infecções em crianças. *Com informações do otorrinolaringologista Lauro Alcantara, pneumologista Paulo Kussek e pediatra Nêuma Kormann, que atuam no Hospital Pequeno Príncipe.