Mostrando postagens com marcador primeira infância. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador primeira infância. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

CRECHE MUDA DUAS VIDAS: Ferreirinha coloca primeira infância e autonomia das famílias no centro da agenda federal


Gestão da Educação do Rio ampliou em mais de 26 mil as vagas em creches desde 2021; agora, candidato a deputado federal, Renan Ferreirinha defende um novo modelo para ampliar o atendimento com qualidade, contrapartida social e transparência

Uma vaga em creche não muda apenas a rotina de uma criança. Ela pode transformar a vida de uma família inteira.

Para os pequenos, significa acesso desde cedo a cuidado, alimentação, convivência, estímulos e educação. Para pais e responsáveis — especialmente para milhares de mães que ainda concentram a maior parte do trabalho de cuidado — representa a possibilidade de procurar emprego, permanecer no mercado de trabalho, estudar e reconstruir a própria autonomia.

É por isso que a primeira infância ocupa um espaço estratégico na trajetória de Renan Ferreirinha, candidato a deputado federal pelo PSD, número 5521. À frente da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, ele comandou uma política de expansão do atendimento em creches. Em Brasília, apresentou uma proposta para fortalecer instituições privadas de educação infantil que cumpram exigências de qualidade, ofereçam contrapartidas sociais e prestem contas do uso dos recursos.

O ponto central dessa agenda é simples e de enorme impacto social: creche não é favor, depósito de criança ou serviço secundário. É educação, proteção e infraestrutura para que as famílias possam avançar.

Mais de 26 mil novas vagas desde 2021

O Relatório Anual de Gestão da Secretaria Municipal de Educação registra que o Rio ampliou em mais de 26 mil o número de vagas em creches entre 2021 e 2025. O resultado foi alcançado durante o ciclo em que Ferreirinha comandou a pasta, em uma rede que reúne unidades próprias e instituições parceiras.

A distinção é importante: o número representa novas vagas oferecidas, e não 26 mil creches construídas. Parte da expansão ocorreu por meio de chamamentos públicos para entidades comunitárias, confessionais e sem fins lucrativos já autorizadas pelo sistema municipal de ensino. Essas instituições precisavam cumprir requisitos de atendimento educacional, alimentação, segurança e adequação dos espaços.

Em 2021, quando o primeiro grande chamamento foi lançado, Ferreirinha estabeleceu como meta criar 22 mil vagas em três anos. O balanço oficial de 2025 informa que a expansão superou aquele objetivo.

O resultado deve ser atribuído à política da Prefeitura, às equipes técnicas, aos profissionais das creches e às instituições envolvidas. Mas também ajuda a revelar uma característica do trabalho de Ferreirinha: a busca de mecanismos para ampliar a oferta utilizando capacidade pública e parcerias submetidas a regras.

O impacto vai muito além do portão da creche

O Brasil ainda está distante de universalizar o acesso. Dados do IBGE mostram que, em 2024, 39,8% das crianças de zero a três anos frequentavam creche ou escola. O percentual cresceu, mas permanece abaixo da meta de 50% que havia sido fixada no Plano Nacional de Educação.

A falta de vaga não produz apenas uma perda educacional. Ela também agrava desigualdades econômicas e de gênero.

Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, com base em dados da Pnad, encontrou uma relação positiva e significativa entre acesso à creche e participação das mães no mercado de trabalho. O próprio IBGE já mostrou que mulheres com filhos pequenos enfrentam níveis menores de ocupação, sobretudo entre as pretas e pardas.

Isso ajuda a explicar por que a frase “creche muda duas vidas” tem tanta força. Quando a criança encontra um espaço seguro e adequado, a família também recupera tempo, renda e possibilidades.

De uma experiência municipal para uma proposta nacional

Em fevereiro de 2026, Ferreirinha apresentou na Câmara o Projeto de Lei Complementar 17/2026. A proposta cria uma categoria específica de certificação beneficente para creches privadas, o chamado CEBAS–Educação Infantil – Creches Privadas.

Na prática, o texto procura permitir que instituições de educação infantil tenham acesso a benefícios vinculados à certificação, mas condiciona essa possibilidade ao cumprimento de requisitos. Entre eles estão padrões de qualidade, contrapartidas sociais, transparência, fiscalização de gastos, contabilidade separada e divulgação de informações.

A proposta tenta enfrentar um problema concreto: muitos municípios não conseguem expandir a rede própria na velocidade exigida pela demanda, enquanto creches comunitárias e instituições sem fins lucrativos já atuam nos territórios. A ideia é fortalecer essa capacidade sem abrir mão do controle público.

O projeto, porém, ainda não é lei. Na Câmara, aguarda parecer do relator na Comissão de Educação. Se avançar, ainda deverá passar pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e Cidadania, além do Plenário.

Essa precisão é essencial. Ferreirinha pode apresentar a proposta como parte de sua agenda para a primeira infância, mas não como política nacional já implantada.

Ampliar vagas exige cobrar qualidade

Quantidade, sozinha, não resolve o desafio.

Uma política responsável de expansão precisa garantir profissionais preparados, instalações seguras, alimentação adequada, projeto pedagógico, fiscalização contínua e transparência nos repasses. Também deve assegurar que as vagas cheguem primeiro às famílias com maior vulnerabilidade e aos territórios onde a fila é mais longa.

Parcerias podem acelerar o atendimento, mas precisam ser acompanhadas de metas verificáveis e prestação de contas. É justamente nesse ponto que o projeto de Ferreirinha tenta construir salvaguardas: os benefícios só seriam concedidos mediante contrapartidas e mecanismos de controle.

O debate, portanto, não deve ser reduzido a uma escolha entre creche pública e creche parceira. A questão decisiva é saber se cada criança receberá educação e cuidado de qualidade — e se o poder público terá capacidade de fiscalizar cada vaga financiada ou incentivada.

O que um deputado federal pode fazer pela primeira infância

Deputados federais não administram diretamente as creches municipais. Essa responsabilidade está nas redes locais. O Congresso, entretanto, pode mudar as condições que determinam quantas vagas os municípios conseguem oferecer e com qual qualidade.

Um parlamentar pode atuar na legislação, no Orçamento da União, nas regras de financiamento da educação infantil, na fiscalização dos programas federais e na construção de incentivos para ampliar a oferta. Também pode cobrar metas nacionais, transparência e apoio técnico aos municípios.

É nesse campo que Ferreirinha apresenta sua experiência como gestor. Candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro, ele busca transformar uma política aplicada na capital em uma agenda nacional de expansão da primeira infância.

O desafio será demonstrar que o modelo pode crescer sem perder qualidade, que as parcerias serão fiscalizadas e que os recursos chegarão a quem mais precisa.

Uma pauta que começa na criança e alcança o futuro do país

Debates eleitorais costumam destacar grandes obras, segurança, economia e disputas ideológicas. A creche raramente recebe a mesma atenção, embora esteja no centro de todos esses temas.

Ela protege a infância, prepara o caminho da aprendizagem, ajuda as famílias a trabalhar, reduz desigualdades e movimenta a economia. Quando falta uma vaga, a consequência aparece dentro de casa. Quando ela existe e funciona bem, o efeito se espalha por toda a comunidade.

Ao colocar a primeira infância entre suas prioridades, Ferreirinha apresenta uma pauta que combina experiência de gestão e proposta legislativa. O resultado obtido no Rio é um ponto de partida; o PLP 17/2026 é uma tentativa de levar a discussão para o plano federal.

No fim, a pergunta é maior do que o número de vagas abertas: que país queremos construir quando o cuidado e a educação começam nos primeiros anos de vida?

Para Ferreirinha, a resposta passa por tratar a creche como direito da criança, apoio concreto às famílias e investimento no futuro do Brasil.


Fontes consultadas

sábado, 19 de setembro de 2026

Faltam 15 dias: Ferreirinha transforma resultados na educação em agenda para Brasília


Candidato a deputado federal pelo PSD chega à reta final defendendo educação integral, proteção digital, primeira infância e valorização dos profissionais da educação

Faltam 15 dias para o primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro no calendário oficial do Tribunal Superior Eleitoral. Na reta final da campanha, Renan Ferreirinha busca transformar a experiência acumulada na gestão de uma das maiores redes públicas de ensino do país em uma agenda nacional para a educação.

Candidato a deputado federal pelo PSD, Ferreirinha chega à disputa com uma trajetória que reúne mobilização social, atuação parlamentar e gestão executiva. Foi deputado estadual, exerceu mandato como suplente na Câmara dos Deputados e comandou a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro entre 2021 e 2026.

O principal argumento de sua candidatura está justamente nessa combinação: levar ao Congresso propostas construídas a partir de políticas já colocadas em prática, sem ignorar os desafios que ainda permanecem na educação pública.

Da gestão de uma grande rede ao Congresso

À frente da Educação do Rio, Ferreirinha administrou uma rede com aproximadamente 586 mil estudantes e mais de 1.500 unidades escolares. O período foi marcado pela recuperação da aprendizagem após a pandemia, pela ampliação do ensino em tempo integral e pela incorporação de tecnologia ao cotidiano pedagógico.

Nos anos iniciais do ensino fundamental, o Ideb da rede municipal passou de 5,4, em 2021, para 6,2, em 2025 — o melhor resultado já alcançado pelo município nessa etapa. Nos anos finais, o indicador avançou de 5,0 para 5,2, mas permaneceu estável entre 2023 e 2025, mostrando que a recuperação não ocorreu com a mesma intensidade em toda a rede.

Uma das principais marcas da gestão foi a implantação dos Ginásios Educacionais Tecnológicos, os GETs. O modelo chegou a 300 unidades e passou a atender cerca de 125 mil estudantes, combinando jornada ampliada, cultura maker, ciências, programação, audiovisual e novas metodologias de ensino.

A rede também ampliou a educação em tempo integral, fortaleceu programas de alfabetização e recuperação da aprendizagem e adotou uma estratégia de busca ativa para enfrentar a evasão. Segundo a Secretaria Municipal de Educação, o programa Bora Pra Escola ajudou a localizar e reintegrar mais de 24 mil alunos.

Dos celulares nas escolas à proteção digital

Outra medida que ganhou projeção nacional foi a restrição do uso de celulares durante todo o horário escolar na rede municipal do Rio. Implantada em 2024, a regra preservou exceções para atividades pedagógicas, acessibilidade, questões de saúde e situações de emergência.

Quando retornou à Câmara, Ferreirinha foi relator, na Comissão de Constituição e Justiça, do projeto que deu origem à Lei Federal 15.100/2025, responsável por estabelecer limites ao uso de aparelhos eletrônicos nas escolas públicas e privadas do país.

Ele não foi o autor original da proposta, mas participou de uma etapa decisiva de sua tramitação.

Agora, sua agenda avança para a proteção de crianças e adolescentes fora do ambiente escolar. O PL 330/2026 propõe 16 anos como idade mínima para contas individuais em redes sociais abertas. O texto ainda está em tramitação, mas coloca Ferreirinha no centro do debate sobre verificação de idade, controle parental e responsabilidade das plataformas.

Projetos para uma agenda nacional

Entre suas propostas no Congresso está o PL 2.752/2023, que busca aumentar a ponderação do Fundeb para matrículas em tempo integral. A medida pretende ampliar a capacidade de estados e municípios financiarem jornadas escolares mais longas e modelos inspirados na experiência dos GETs.

Outra frente é a proteção dos profissionais da educação. O PL 5.974/2025 propõe agravar as penas para crimes cometidos contra professores e demais trabalhadores do setor em razão do exercício de suas funções.

Na primeira infância, o PLP 17/2026 cria uma categoria de certificação beneficente voltada às creches privadas que cumpram contrapartidas sociais, padrões de qualidade e requisitos de transparência. Todas essas proposições ainda dependem da análise do Congresso.

Legado, desafios e futuro

A candidatura se apoia em resultados mensuráveis, mas também carrega os desafios enfrentados durante a gestão. Além da evolução mais lenta do Ideb nos anos finais, a rede continuou convivendo com dificuldades na contratação permanente de profissionais. No fim de 2024, uma greve de 11 dias expôs o conflito entre a Prefeitura e parte dos educadores em torno de mudanças nas regras funcionais da categoria.

Registrar esses limites é essencial para avaliar o legado com equilíbrio. A experiência de Ferreirinha combina políticas de grande escala, avanços em indicadores e reconhecimento nacional, mas também decisões contestadas e problemas que ainda exigem respostas.

A 15 dias das urnas, a escolha apresentada aos eleitores é se essa experiência deve ganhar uma nova dimensão em Brasília.

Ferreirinha tenta se afirmar não apenas como um candidato que fala sobre educação, mas como um gestor que já precisou executar políticas, administrar recursos e responder por resultados.

Sua proposta para o futuro é levar ao plano federal uma agenda baseada em educação integral, primeira infância, proteção digital e segurança para os profissionais da educação. A reta final será decisiva para saber se esse legado construído no Rio encontrará espaço para se transformar em política nacional.