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sábado, 26 de setembro de 2026

O CEP NÃO PODE DECIDIR O FUTURO: Ferreirinha coloca formação e oportunidades para jovens das periferias no centro da disputa federal


Da expansão dos Ginásios Educacionais Tecnológicos à Olimpíada Carioca de Matemática, trajetória do candidato a deputado federal reúne políticas que aproximaram ensino integral, ciência e tecnologia de territórios historicamente deixados para trás

O talento de uma criança não muda conforme o bairro onde ela nasceu. As oportunidades, porém, ainda mudam — e muito.

Para milhares de jovens das periferias, a distância entre o potencial e o futuro começa na falta de acesso a uma escola em tempo integral, laboratórios, tecnologia, formação científica e experiências capazes de ampliar horizontes.

É sobre essa desigualdade que Renan Ferreirinha, candidato a deputado federal pelo PSD, procura construir uma das principais marcas de sua atuação pública.

Nascido e criado em São Gonçalo e formado em Economia e Ciências Políticas em Harvard, Ferreirinha iniciou sua trajetória em movimentos ligados à educação e ao protagonismo jovem antes de assumir funções no Legislativo e na gestão de uma das maiores redes municipais de ensino do país.

O ponto central de sua agenda não é apenas colocar o jovem dentro da escola. É fazer com que a escola pública ofereça estrutura, repertório e caminhos para que o endereço de origem não funcione como uma sentença sobre o destino.

Da Maré para o mundo

Um dos retratos mais recentes dessa visão veio do Complexo da Maré.

Em agosto de 2026, o GET IV Centenário conquistou, em Pequim, o Practice Innovation Prize, uma das categorias do Global Smart Education Innovation Prize.

O reconhecimento foi concedido ao projeto “Fábrica de Sonhos”, que combina aprendizagem por projetos, tecnologia, ações socioemocionais e participação das famílias.

Localizada na comunidade do Timbau, a unidade também esteve entre as dez finalistas do World’s Best School Prizes de 2026 na categoria Superação de Adversidades.

Segundo a Secretaria Municipal de Educação, a escola alcançou 97% de alfabetização e não registrou evasão. Os resultados são fruto do trabalho coletivo de professores, gestores, estudantes, famílias e equipes da rede.

Ao mesmo tempo, o reconhecimento internacional ajuda a dimensionar uma política iniciada e ampliada durante a gestão de Ferreirinha na Educação do Rio: os Ginásios Educacionais Tecnológicos, os GETs.

Lançado em 2022, o modelo chegou a 316 unidades em 2026. Nos GETs, o ensino integral é combinado com ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática.

Os estudantes desenvolvem projetos interdisciplinares e utilizam recursos como robótica, inteligência artificial, impressoras 3D, cortadoras a laser e óculos de realidade virtual.

O diferencial não está apenas nos equipamentos. A proposta integra tecnologia ao currículo, incentiva a criatividade, fortalece o protagonismo dos alunos e aproxima a escola dos desafios de cada território.

Quando a rede inaugurou a unidade de número 300, em março de 2026, a Prefeitura informou que o modelo já atendia aproximadamente 125 mil estudantes.

Para jovens das periferias, isso significa acesso, dentro da escola pública, a ferramentas que durante muito tempo ficaram restritas a ambientes privados ou a famílias com maior renda.

Reconhecer talentos e abrir portas

Outra iniciativa associada à gestão de Ferreirinha foi a Olimpíada Carioca de Matemática, criada em parceria com o Instituto de Matemática Pura e Aplicada, o Impa.

Em cinco edições, a competição acumulou mais de 1,6 milhão de inscrições e premiou 264 estudantes com viagens educacionais.

Em janeiro de 2026, 44 alunos embarcaram para conhecer a Disney e a Nasa, nos Estados Unidos. Entre eles estavam estudantes de territórios como Ponto Chic, em Padre Miguel, e Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho.

As histórias mostram o alcance simbólico da iniciativa: a medalha deixa de representar somente um prêmio escolar e passa a funcionar como porta de entrada para novas referências, possibilidades profissionais e projetos de vida.

Ao comentar a premiação, Ferreirinha afirmou que “nossos jovens têm um potencial único” e que a olimpíada “abre portas para o futuro”. A declaração dialoga com sua própria trajetória, marcada pela participação em competições de matemática na juventude.

É importante observar que o número divulgado corresponde às inscrições acumuladas nas cinco edições, e não necessariamente a 1,6 milhão de estudantes diferentes. Ainda assim, a escala mostra como uma política de reconhecimento pode mobilizar a rede e identificar talentos que poderiam permanecer invisíveis.

Oportunidade também começa com permanência

Nenhum programa de formação ou tecnologia alcança seu objetivo se o estudante deixa de frequentar a escola.

Por isso, o combate à evasão também integra esse conjunto de políticas. O Bora Pra Escola combinou registro diário de frequência, telefonemas, mensagens, busca ativa e articulação com conselhos escolares e associações de moradores.

Segundo a Secretaria Municipal de Educação, aproximadamente 24 mil estudantes foram localizados e levados de volta às salas de aula desde 2023.

A busca ativa tem impacto especial nos territórios mais vulneráveis, onde a ausência escolar pode estar relacionada a problemas de renda, insegurança alimentar, violência, trabalho precoce ou dificuldades familiares.

Trazer o aluno de volta não é apenas uma medida administrativa. É reconstruir o vínculo com um direito básico e impedir que uma interrupção temporária se transforme em exclusão permanente.

Da experiência local para uma política nacional

A candidatura de Ferreirinha a deputado federal coloca uma questão objetiva: quais partes dessa experiência podem ser transformadas em políticas para outros municípios e estados?

Na Câmara, um parlamentar não administra diretamente escolas nem implanta sozinho uma rede de GETs. Seu papel é criar leis, disputar prioridades no Orçamento, fiscalizar políticas públicas e construir condições para que estados e municípios possam ampliar programas de educação integral e inovação.

Ferreirinha já apresentou o Projeto de Lei 2.752/2023, que aumenta para 1,50 a ponderação do Fundeb destinada às matrículas em tempo integral.

Na prática, a proposta busca elevar o valor considerado no financiamento por aluno e dar maior capacidade financeira às redes que ampliarem a jornada escolar.

O projeto, contudo, ainda não é lei. A proposta aguarda parecer na Comissão de Educação da Câmara e dependerá de negociação política, análise das comissões e aprovação do Congresso.

Se eleito, Ferreirinha poderá retomar essa agenda em Brasília e defender recursos federais para laboratórios, conectividade, formação de professores, educação integral e projetos de ciência e tecnologia.

O desafio será transformar uma experiência municipal em política escalável, respeitando as diferenças entre as redes e garantindo financiamento permanente.

Tecnologia sozinha não resolve

Os resultados apresentados pelos GETs apontam um caminho, mas também exigem cautela.

Equipamentos modernos, por si só, não garantem aprendizagem. Uma política consistente depende de professores valorizados e preparados, manutenção, internet de qualidade, alimentação, segurança, acompanhamento pedagógico e continuidade entre o ensino fundamental, o ensino médio e a formação profissional.

Também é necessário avaliar os resultados, comparar escolas e impedir que a inovação fique concentrada em poucas unidades. Expandir o modelo significa preservar sua qualidade — não apenas multiplicar uma marca.

É nesse ponto que a experiência de gestão se encontra com a missão parlamentar. Levar oportunidades para jovens das periferias exige mais do que anunciar projetos: exige orçamento, metas, transparência e capacidade de execução.

Ferreirinha chega à disputa federal apresentando como credencial políticas que saíram do papel e alcançaram estudantes reais. O prêmio internacional conquistado por uma escola pública da Maré torna essa mensagem ainda mais concreta.

O futuro de um jovem não deveria ser definido pelo CEP. Para mudar essa realidade em escala nacional, será preciso fazer com que qualidade, tecnologia e oportunidades deixem de ser exceção e passem a fazer parte do cotidiano da escola pública brasileira.

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

GETS PARA TODO O ESTADO: proposta de Paes coloca experiência liderada por Ferreirinha no centro do futuro da educação fluminense


Candidato ao Governo do Rio promete levar gradualmente o modelo tecnológico à rede estadual; candidato a deputado federal, Ferreirinha comandou a expansão na capital e é autor de projeto que amplia recursos do Fundeb para o ensino integral

O modelo de escola que transformou parte da rede municipal do Rio pode começar a ganhar escala estadual. O candidato ao Governo do Estado Eduardo Paes anunciou que pretende levar o conceito dos Ginásios Educacionais Tecnológicos, os GETs, para escolas de todas as regiões fluminenses.

A proposta foi apresentada durante uma visita ao GET Luiz Paulo Horta, na Rocinha. Paes afirmou que a implantação seria gradual e teria como eixos ciência, tecnologia e Matemática.

Ao lado dessa discussão aparece Renan Ferreirinha, candidato a deputado federal pelo PSD e gestor que comandou a Secretaria Municipal de Educação durante o período de criação e forte expansão do programa na capital.

A combinação das duas candidaturas desenha uma divisão objetiva de responsabilidades. Ao Governo do Estado caberia planejar, financiar e executar a transformação das unidades estaduais. Em Brasília, Ferreirinha poderia atuar na legislação, no orçamento e na articulação de recursos federais para ampliar o ensino em tempo integral.

Não se trata, portanto, de anunciar que os GETs já serão implantados em todo o estado. A medida é uma proposta eleitoral de Paes e dependerá do resultado das urnas, de planejamento, orçamento, formação de profissionais e adaptação do modelo à realidade da rede estadual.

Paes assume compromisso de expansão estadual

Durante a visita realizada em setembro, Eduardo Paes declarou que pretende levar o conceito dos GETs para as escolas do Estado do Rio de Janeiro.

“A ideia é levar esse conceito dos GETs, com muita ciência, tecnologia e matemática, para todas as escolas do Rio de Janeiro”, afirmou Paes.

Segundo o candidato, a transformação deverá ser feita aos poucos, aproveitando a experiência acumulada na capital.

Na cidade do Rio, o programa começou em março de 2022. Em setembro de 2026, a rede carioca chegou a 317 escolas transformadas em GETs. A meta municipal anunciada é alcançar 500 unidades até o fim de 2028.

O número representa escolas implantadas ou convertidas para o modelo pedagógico, e não a construção de 317 novos prédios. Em maio, quando a rede possuía 308 unidades, a Prefeitura informava atendimento superior a 125 mil alunos.

A expansão estadual permitiria que a experiência alcançasse não apenas a capital, mas também a Baixada Fluminense, o Leste Metropolitano, a Região dos Lagos, o Norte e o Noroeste, a Região Serrana, o Médio Paraíba, o Centro-Sul e a Costa Verde.

Para isso, o programa precisará ser adaptado às características de cada território. Uma escola localizada em uma região ligada à indústria, por exemplo, pode desenvolver projetos diferentes de uma unidade inserida em cidades com vocação turística, agrícola, energética ou audiovisual.

O que diferencia um GET

Os Ginásios Educacionais Tecnológicos funcionam em tempo integral e utilizam metodologias ativas, nas quais os estudantes participam da construção de projetos, da investigação e da solução de problemas.

O modelo adota a abordagem STEAM, sigla em inglês que reúne Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática. A proposta é integrar essas áreas em atividades práticas, evitando que a tecnologia seja tratada como um conteúdo isolado do restante do currículo.

Uma das principais estruturas é o colaboratório, espaço de aprendizagem “mão na massa”. Dependendo da unidade, os estudantes utilizam inteligência artificial, impressoras 3D, cortadoras a laser, computadores, óculos de realidade virtual, kits de robótica e até máquinas de costura para desenvolver projetos interdisciplinares.

O objetivo não é simplesmente colocar equipamentos dentro das escolas. A transformação exige currículo, jornada ampliada, formação de professores e integração entre tecnologia e aprendizagem. Sem esses elementos, laboratórios sofisticados correm o risco de se tornar espaços subutilizados.

O Ministério da Educação selecionou o modelo entre as experiências inspiradoras de gestão e de projetos pedagógicos em ensino integral. A experiência foi contemplada em iniciativas de intercâmbio, documentação e exposição de práticas educacionais.

Ferreirinha costuma definir os GETs como os “CIEPs do século XXI”. A comparação recupera a ideia histórica da escola pública de tempo integral, mas acrescenta cultura digital, pensamento computacional, experimentação e projetos ligados aos desafios contemporâneos.

Ferreirinha comandou a expansão na capital

Como secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha esteve à frente da implantação do programa durante a gestão de Eduardo Paes. O modelo saiu das primeiras unidades experimentais, em 2022, para alcançar centenas de escolas distribuídas pela cidade.

Ao apresentar a proposta, Ferreirinha afirmou que os GETs preparam os estudantes para os desafios do mercado de trabalho, estimulam diferentes áreas do conhecimento e ampliam as perspectivas de futuro.

“São os CIEPs do século XXI, com o modelo de escola mais inovador do país”, declarou Ferreirinha ao tratar da expansão do programa na capital.

Sua participação em uma eventual expansão estadual, porém, não seria a de gestor direto da Secretaria de Educação. Como candidato a deputado federal, sua atribuição estaria em outra frente: criar condições nacionais de financiamento e apoio para que estados e municípios consigam manter escolas de jornada ampliada.

Projeto de Ferreirinha aumenta recursos para o ensino integral

Nesse ponto, existe uma iniciativa concreta. Ferreirinha é autor do Projeto de Lei 2.752/2023, apresentado na Câmara dos Deputados, que propõe elevar para 1,50 a ponderação do valor anual por aluno do Fundeb nas matrículas em tempo integral.

Na prática, a proposta busca aumentar o peso dessas matrículas no cálculo da distribuição de recursos, reconhecendo que uma escola funcionando durante mais horas precisa de alimentação, profissionais, materiais, manutenção e estrutura compatíveis com a jornada ampliada.

O projeto ainda não foi aprovado. De acordo com a Câmara, aguarda parecer na Comissão de Educação e depois deverá passar por outras etapas de tramitação. Portanto, não pode ser apresentado como uma lei em vigor.

Mesmo assim, o texto mostra uma conexão objetiva entre a experiência administrativa de Ferreirinha e sua atuação parlamentar: ampliar a educação integral exige não apenas defender o modelo, mas discutir de onde virá o dinheiro para sustentá-lo.

Um modelo estadual não pode ser simples cópia

Levar os GETs para todas as regiões do Rio exigirá mais do que reproduzir laboratórios e trocar placas de escolas. A rede estadual possui características diferentes da rede municipal da capital e concentra grande parte de sua atuação nos anos finais e, principalmente, no ensino médio.

Uma política estadual precisará definir quais unidades serão priorizadas, como ocorrerá a formação dos professores, quais escolas possuem estrutura para o turno integral e de que maneira o modelo será associado à educação profissional.

Também será necessário garantir alimentação, transporte escolar e condições de permanência. Em áreas rurais ou municípios nos quais os estudantes percorrem longas distâncias, ampliar o horário sem reorganizar o transporte pode criar novos problemas.

A implantação gradual anunciada por Paes pode permitir projetos-piloto em diferentes regiões, avaliação dos resultados e correção de falhas antes da ampliação. Escolas instaladas em antigos CIEPs podem ter vantagens estruturais, mas cada prédio precisará passar por avaliação técnica.

Outro cuidado será evitar que a tecnologia seja confundida com solução automática. Impressoras 3D, robótica e inteligência artificial podem ampliar as possibilidades pedagógicas, mas não substituem professores valorizados, planejamento, conectividade, currículo e acompanhamento da aprendizagem.

Da capital para o interior

A proposta de levar os GETs a todo o estado estabelece uma ponte política clara entre Eduardo Paes e Renan Ferreirinha. Paes apresenta o compromisso de expandir o modelo pela rede estadual; Ferreirinha carrega a experiência da implantação municipal e uma proposta legislativa voltada ao financiamento da educação integral.

Para municípios do interior, a articulação federal também pode abrir caminhos para cooperação técnica, programas nacionais, formação de professores e investimentos que não dependam exclusivamente dos cofres locais.

O potencial da proposta está justamente em combinar escala estadual, experiência de gestão e apoio federal. Seu sucesso, entretanto, dependerá de metas públicas, orçamento, profissionais qualificados e avaliação transparente dos resultados.

Os GETs demonstraram que escolas públicas podem incorporar tecnologia, criatividade e aprendizagem prática sem abandonar os conteúdos fundamentais. O próximo desafio será provar que o modelo consegue ser adaptado às diferentes realidades do Rio de Janeiro e alcançar estudantes da capital, da Região Metropolitana e do interior com a mesma qualidade.

Se essa expansão sair do compromisso eleitoral e chegar efetivamente às salas de aula, a experiência construída por Paes e Ferreirinha na capital poderá se transformar em uma das principais políticas educacionais do próximo ciclo estadual.

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Plano não pode ficar no papel: Ferreirinha defende cobrança e execução das metas da educação até 2036


Novo Plano Nacional de Educação estabelece 73 metas para a próxima década; candidato a deputado federal sustenta que o país precisa transformar objetivos legais em orçamento, acompanhamento e resultados dentro das escolas

O Brasil já tem um novo Plano Nacional de Educação. A pergunta que passa a definir os próximos dez anos é outra: as metas sairão do papel e chegarão às salas de aula?

Sancionada em abril, a Lei 15.388/2026 instituiu o PNE 2026–2036 com 19 objetivos, 73 metas e 372 estratégias. O texto estabelece compromissos para creches, alfabetização, aprendizagem, educação integral, conectividade, formação dos professores, infraestrutura e financiamento.

Na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados, Renan Ferreirinha, candidato a deputado federal pelo PSD, coloca a implementação do plano entre os eixos de sua agenda educacional.

O ponto central de sua defesa é que uma lei extensa não transforma a escola sozinha: é preciso definir prioridades, garantir recursos, acompanhar indicadores e cobrar responsabilidades de União, estados e municípios.

O tema está ligado à atuação recente de Ferreirinha. Ele coordena o Fórum de Educação e Políticas Públicas da FGV Conhecimento, que reuniu gestores, especialistas e representantes da sociedade civil para discutir os desafios do PNE.

No encontro, Ferreirinha destacou a inclusão da equidade como princípio estruturante, o fortalecimento da colaboração entre os entes federativos e a necessidade de planejamento e investimentos de longo prazo.

Metas ambiciosas e um desafio ainda maior

Entre os compromissos do PNE está a ampliação da educação em tempo integral para 65% das escolas públicas, alcançando 50% dos estudantes da educação básica.

O plano também pretende atender toda a demanda manifesta por creches e alcançar, nacionalmente, pelo menos 60% das crianças de até 3 anos.

Na alfabetização, a meta é garantir que as crianças estejam alfabetizadas e apresentem aprendizagem adequada em Matemática até o fim do 2º ano do ensino fundamental.

O texto prevê ainda conectividade, educação digital, formação, valorização, carreira e melhores condições de trabalho para os profissionais da educação.

O tamanho do plano mostra por que sua execução exigirá mais do que discursos. Cada meta precisa ser transformada em programas, cronogramas, indicadores e decisões orçamentárias.

É nesse espaço que o mandato de um deputado federal pode produzir efeitos concretos: votar o orçamento, fiscalizar programas, cobrar o cumprimento das metas, propor aperfeiçoamentos legais e atuar para que o financiamento acompanhe as responsabilidades atribuídas às redes públicas.

A experiência do Rio como argumento

Ferreirinha usa os resultados de sua passagem pela Secretaria Municipal de Educação do Rio, entre 2021 e 2026, como base para defender uma participação mais direta na implementação nacional do PNE.

Durante sua gestão, a rede inaugurou o 300º Ginásio Educacional Tecnológico. Os GETs combinam ensino em tempo integral, tecnologia, cultura maker, ciências e metodologias práticas. O modelo ultrapassou 125 mil estudantes e continuou sendo ampliado depois de sua saída da secretaria.

O Rio também chegou à marca de 50% dos alunos atendidos em tempo integral, segundo balanço da Secretaria. O dado aproxima a experiência municipal de uma das principais metas nacionais para 2036.

Isso não significa, entretanto, que um modelo possa ser simplesmente copiado para todo o país. Municípios possuem estruturas, orçamentos e desafios diferentes, e a expansão dependerá de financiamento e adaptação local.

Na aprendizagem, o Ideb dos anos iniciais da rede carioca passou de 5,4, em 2021, para 6,2, em 2025, o melhor resultado histórico do município nessa etapa. O avanço foi de 14,8% no período.

Nos anos finais, porém, a evolução foi menor, reforçando que o país precisa de estratégias específicas para cada fase da educação básica.

Esses números dão consistência à candidatura, mas não eliminam os pontos de tensão. A valorização dos profissionais, prevista no PNE, exige diálogo permanente sobre carreira, remuneração, formação e condições de trabalho.

A gestão de Ferreirinha enfrentou conflitos com parte dos educadores, especialmente em torno das mudanças na jornada docente. Esse histórico torna ainda mais necessária a construção de compromissos transparentes com a categoria.

Da meta nacional à escola de cada bairro

O principal risco de um plano decenal é produzir uma grande lista de boas intenções sem alterar a realidade das redes. A diferença será determinada pela capacidade de monitorar resultados e corrigir políticas ao longo do caminho.

Ferreirinha defende que a experiência de administrar uma rede com mais de 1.500 escolas lhe deu conhecimento sobre a distância existente entre anunciar um programa e fazê-lo funcionar em unidades com realidades diferentes.

Também será necessário evitar que tecnologia seja confundida com a simples compra de equipamentos.

O debate coordenado por Ferreirinha na FGV apontou que recursos digitais e inteligência artificial devem ser incorporados com finalidade pedagógica, formação docente e acompanhamento da aprendizagem — e não apenas como elementos de propaganda.

O novo PNE oferece ao Brasil uma direção para a próxima década. O teste começa agora, quando a lei precisa disputar espaço no orçamento e se converter em políticas dentro das escolas.

Na reta final da eleição, Ferreirinha procura se apresentar como uma ponte entre a experiência municipal e esse desafio nacional. Sua missão, se eleito, será ajudar a impedir que 73 metas e 372 estratégias se transformem em mais um documento ambicioso esquecido em Brasília.

O país não precisa apenas de um plano para a educação. Precisa de responsáveis por fazê-lo acontecer, indicadores para medir seus resultados e fiscalização para corrigir o caminho quando as promessas não chegarem aos estudantes.

sábado, 19 de setembro de 2026

Faltam 15 dias: Ferreirinha transforma resultados na educação em agenda para Brasília


Candidato a deputado federal pelo PSD chega à reta final defendendo educação integral, proteção digital, primeira infância e valorização dos profissionais da educação

Faltam 15 dias para o primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro no calendário oficial do Tribunal Superior Eleitoral. Na reta final da campanha, Renan Ferreirinha busca transformar a experiência acumulada na gestão de uma das maiores redes públicas de ensino do país em uma agenda nacional para a educação.

Candidato a deputado federal pelo PSD, Ferreirinha chega à disputa com uma trajetória que reúne mobilização social, atuação parlamentar e gestão executiva. Foi deputado estadual, exerceu mandato como suplente na Câmara dos Deputados e comandou a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro entre 2021 e 2026.

O principal argumento de sua candidatura está justamente nessa combinação: levar ao Congresso propostas construídas a partir de políticas já colocadas em prática, sem ignorar os desafios que ainda permanecem na educação pública.

Da gestão de uma grande rede ao Congresso

À frente da Educação do Rio, Ferreirinha administrou uma rede com aproximadamente 586 mil estudantes e mais de 1.500 unidades escolares. O período foi marcado pela recuperação da aprendizagem após a pandemia, pela ampliação do ensino em tempo integral e pela incorporação de tecnologia ao cotidiano pedagógico.

Nos anos iniciais do ensino fundamental, o Ideb da rede municipal passou de 5,4, em 2021, para 6,2, em 2025 — o melhor resultado já alcançado pelo município nessa etapa. Nos anos finais, o indicador avançou de 5,0 para 5,2, mas permaneceu estável entre 2023 e 2025, mostrando que a recuperação não ocorreu com a mesma intensidade em toda a rede.

Uma das principais marcas da gestão foi a implantação dos Ginásios Educacionais Tecnológicos, os GETs. O modelo chegou a 300 unidades e passou a atender cerca de 125 mil estudantes, combinando jornada ampliada, cultura maker, ciências, programação, audiovisual e novas metodologias de ensino.

A rede também ampliou a educação em tempo integral, fortaleceu programas de alfabetização e recuperação da aprendizagem e adotou uma estratégia de busca ativa para enfrentar a evasão. Segundo a Secretaria Municipal de Educação, o programa Bora Pra Escola ajudou a localizar e reintegrar mais de 24 mil alunos.

Dos celulares nas escolas à proteção digital

Outra medida que ganhou projeção nacional foi a restrição do uso de celulares durante todo o horário escolar na rede municipal do Rio. Implantada em 2024, a regra preservou exceções para atividades pedagógicas, acessibilidade, questões de saúde e situações de emergência.

Quando retornou à Câmara, Ferreirinha foi relator, na Comissão de Constituição e Justiça, do projeto que deu origem à Lei Federal 15.100/2025, responsável por estabelecer limites ao uso de aparelhos eletrônicos nas escolas públicas e privadas do país.

Ele não foi o autor original da proposta, mas participou de uma etapa decisiva de sua tramitação.

Agora, sua agenda avança para a proteção de crianças e adolescentes fora do ambiente escolar. O PL 330/2026 propõe 16 anos como idade mínima para contas individuais em redes sociais abertas. O texto ainda está em tramitação, mas coloca Ferreirinha no centro do debate sobre verificação de idade, controle parental e responsabilidade das plataformas.

Projetos para uma agenda nacional

Entre suas propostas no Congresso está o PL 2.752/2023, que busca aumentar a ponderação do Fundeb para matrículas em tempo integral. A medida pretende ampliar a capacidade de estados e municípios financiarem jornadas escolares mais longas e modelos inspirados na experiência dos GETs.

Outra frente é a proteção dos profissionais da educação. O PL 5.974/2025 propõe agravar as penas para crimes cometidos contra professores e demais trabalhadores do setor em razão do exercício de suas funções.

Na primeira infância, o PLP 17/2026 cria uma categoria de certificação beneficente voltada às creches privadas que cumpram contrapartidas sociais, padrões de qualidade e requisitos de transparência. Todas essas proposições ainda dependem da análise do Congresso.

Legado, desafios e futuro

A candidatura se apoia em resultados mensuráveis, mas também carrega os desafios enfrentados durante a gestão. Além da evolução mais lenta do Ideb nos anos finais, a rede continuou convivendo com dificuldades na contratação permanente de profissionais. No fim de 2024, uma greve de 11 dias expôs o conflito entre a Prefeitura e parte dos educadores em torno de mudanças nas regras funcionais da categoria.

Registrar esses limites é essencial para avaliar o legado com equilíbrio. A experiência de Ferreirinha combina políticas de grande escala, avanços em indicadores e reconhecimento nacional, mas também decisões contestadas e problemas que ainda exigem respostas.

A 15 dias das urnas, a escolha apresentada aos eleitores é se essa experiência deve ganhar uma nova dimensão em Brasília.

Ferreirinha tenta se afirmar não apenas como um candidato que fala sobre educação, mas como um gestor que já precisou executar políticas, administrar recursos e responder por resultados.

Sua proposta para o futuro é levar ao plano federal uma agenda baseada em educação integral, primeira infância, proteção digital e segurança para os profissionais da educação. A reta final será decisiva para saber se esse legado construído no Rio encontrará espaço para se transformar em política nacional.

domingo, 6 de setembro de 2026

Da Maré para o estado: prêmio internacional fortalece proposta de Ferreirinha para expandir os GETs


Reconhecimento conquistado pelo GET IV Centenário, em Pequim, projeta modelo criado na gestão de Eduardo Paes e Renan Ferreirinha; candidato a deputado federal quer articular financiamento e apoio nacional para levar a experiência a outras regiões do Rio e do Brasil

Uma escola pública localizada no Complexo da Maré atravessou fronteiras e colocou a educação carioca no centro de um debate internacional sobre inovação, tecnologia e transformação social.

O Ginásio Educacional Tecnológico IV Centenário venceu o Practice Innovation Prize, uma das categorias do Global Smart Education Innovation Prize 2026. A premiação ocorreu durante conferência realizada entre os dias 18 e 20 de agosto, em Pequim, na China.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o ex-secretário municipal de Educação e candidato a deputado federal Renan Ferreirinha comemorou o resultado e destacou o significado de uma unidade pública da Maré ser reconhecida internacionalmente.

“Uma escola pública da Maré sendo reconhecida do outro lado do mundo. Vocês têm noção disso?”, afirmou Ferreirinha.

O reconhecimento foi concedido ao projeto Fábrica de Sonhos, que combina aprendizagem tecnológica, atividades práticas e acompanhamento socioemocional. A proposta aproxima estudantes, professores, famílias e território, estimulando as crianças a desenvolver projetos e imaginar perspectivas de futuro para além das adversidades enfrentadas em seu cotidiano.

A escola também foi selecionada entre as dez finalistas do World’s Best School Prizes 2026, na categoria Superação de Adversidades. Isso significa que ficou entre as dez melhores escolas inscritas naquela categoria específica — e não entre as dez melhores do mundo em uma classificação geral. O GET IV Centenário foi a única escola pública brasileira presente nessa relação de finalistas. Confira o perfil da unidade na T4 Education.

Tecnologia, acolhimento e aprendizagem dentro da Maré

O GET IV Centenário atende crianças do primeiro ao quinto ano do Ensino Fundamental na comunidade do Timbau.

Segundo as informações apresentadas à organização internacional, a unidade perdeu 37 dias letivos em 2024 em consequência da violência no território. Mesmo diante desse cenário, registrou frequência superior a 90%, ausência de evasão, alfabetização de 97% dos estudantes na idade esperada e Ideb de 6,6 em 2023.

A escola utiliza robótica, realidade virtual, computadores, impressoras 3D e outros recursos tecnológicos. Entretanto, o projeto premiado mostra que a proposta não se resume à compra de equipamentos.

Um dos exemplos é o Café com Música e Prosa, realizado antes do início das atividades. Nesse momento, estudantes e professores compartilham sentimentos e conversam sobre os desafios vividos dentro e fora da escola. A prática procura criar segurança emocional para crianças expostas à violência e à instabilidade.

Os alunos também identificam problemas ou ideias, pesquisam, criam protótipos, apresentam soluções e avaliam o trabalho desenvolvido. A tecnologia funciona como ferramenta para estimular criatividade, colaboração, autonomia e resolução de problemas.

O prêmio recebido em Pequim reconheceu justamente essa combinação entre inovação pedagógica, inclusão, equidade e capacidade de responder às dificuldades do território. Veja os detalhes da premiação.

Um projeto construído por Eduardo Paes e Ferreirinha

Os Ginásios Educacionais Tecnológicos começaram a ser implantados em março de 2022, durante a administração do então prefeito Eduardo Paes, quando Ferreirinha comandava a Secretaria Municipal de Educação.

O modelo reúne ensino em tempo integral, aprendizagem por projetos e abordagem STEAM, sigla que representa Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática. As unidades possuem espaços conhecidos como colaboratórios, nos quais os estudantes utilizam ferramentas tecnológicas e desenvolvem atividades práticas.

Em junho de 2024, Paes e Ferreirinha inauguraram juntos o GET de número 200. Naquele momento, o programa atendia aproximadamente 100 mil estudantes. Relembre a inauguração do 200º GET.

Em março de 2026, a rede alcançou 300 unidades e cerca de 125 mil alunos. Em agosto, já eram 316 GETs em funcionamento. A Prefeitura trabalha com a meta de chegar a 350 unidades e 150 mil estudantes ainda em 2026, além de alcançar 500 GETs até o final de 2028.

Esses números representam escolas que passaram a operar segundo o modelo GET. Não significam que todos os prédios foram construídos do zero: o processo envolve novas unidades, reformas e transformação pedagógica de escolas existentes.

A expansão aconteceu dentro de uma rede que atendia mais de 586 mil estudantes em 1.558 escolas em 2025. Nesse período, o Ideb dos anos iniciais do Ensino Fundamental passou de 5,4, em 2021, para 6,2, em 2025. Nos anos finais, o avanço foi menor, de 5,0 para 5,2. Consulte os resultados divulgados pela SME.

A evolução da rede não pode ser atribuída exclusivamente aos GETs. Ela resulta do trabalho de professores, gestores, profissionais da educação e de diferentes políticas de alfabetização, reforço, avaliação e combate ao abandono. Ainda assim, o crescimento do programa e o reconhecimento internacional mostram que o modelo se tornou uma das principais marcas educacionais da gestão.

O próximo passo: levar a experiência para o estado

Agora candidato a deputado federal pelo PSD, Ferreirinha apresenta a expansão dos GETs para além da capital como uma das possibilidades para transformar a educação fluminense.

A proposta ganha dimensão política com a candidatura de Eduardo Paes ao Governo do Estado. Paes foi oficializado pelo PSD como candidato a governador em julho de 2026 e apresenta os GETs entre as realizações de sua gestão municipal. Veja a confirmação da candidatura.

Uma eventual ampliação para todo o estado dependeria de uma atuação conjunta. O governador e a Secretaria Estadual de Educação teriam a responsabilidade de planejar, financiar e implantar uma versão do modelo na rede estadual. As prefeituras, que possuem autonomia sobre suas redes, poderiam participar por meio de adesão e cooperação.

Ferreirinha, se eleito deputado federal, não teria poder para abrir ou administrar escolas estaduais diretamente. Sua atuação aconteceria no Congresso, onde poderia trabalhar para ampliar os recursos disponíveis, apresentar emendas ao Orçamento, articular programas com o Ministério da Educação e criar incentivos nacionais para redes que adotem educação integral associada à inovação pedagógica.

Essa divisão de responsabilidades torna a aliança com Paes relevante: enquanto o governo estadual teria os instrumentos executivos para adaptar o modelo ao Rio de Janeiro, o mandato federal poderia buscar financiamento e apoio nacional.

Fundeb e educação integral no centro da atuação federal

Ferreirinha já apresentou uma proposta relacionada ao financiamento da educação integral.

O PL 2.752/2023 pretende elevar para 1,50 a ponderação do valor anual por estudante do Fundeb nas matrículas em tempo integral. Na prática, a mudança busca ampliar os recursos destinados aos estados e municípios que mantêm os alunos por mais tempo na escola.

O projeto ainda está em tramitação e aguarda parecer na Comissão de Educação da Câmara. Portanto, não é uma regra em vigor. Acompanhe o PL 2.752/2023.

Um mandato dedicado à expansão desse modelo também poderia trabalhar por recursos federais para conectividade, laboratórios, formação continuada de professores, materiais pedagógicos e avaliação independente dos resultados.

O governo federal já mantém o Programa Escola em Tempo Integral, que considera integrais as matrículas com jornada mínima de sete horas diárias ou 35 horas semanais. A articulação com essa política permitiria adaptar elementos dos GETs a redes com estruturas e necessidades diferentes.

Replicar a experiência, porém, exige mais do que instalar impressoras 3D ou equipamentos de robótica. É necessário garantir internet de qualidade, manutenção, professores preparados, segurança, alimentação, infraestrutura e acompanhamento constante da aprendizagem.

Também será importante avaliar quanto custa o modelo por estudante e comparar os resultados de escolas GETs com outras unidades de perfil semelhante. O prêmio conquistado por uma escola da Maré é um sinal relevante de qualidade, mas a expansão em grande escala precisa ser acompanhada por transparência e evidências.

Da experiência local para uma agenda nacional

A trajetória recente de Ferreirinha oferece um exemplo de como uma política municipal pode alcançar o debate nacional.

Depois de implantar a restrição dos celulares nas escolas do Rio, ele atuou como relator na Comissão de Constituição e Justiça do projeto que deu origem à Lei Federal 15.100/2025, aplicada às escolas públicas e particulares de todo o país. Ferreirinha não foi o autor original da proposta, mas teve participação decisiva como relator. Confira o histórico na Câmara.

Em 2025, também foi eleito presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação das Capitais, função que ampliou sua articulação com gestores de diferentes regiões brasileiras. Veja a eleição para o Consec.

Como candidato a deputado federal, Ferreirinha procura ocupar justamente esse espaço: o de um gestor que participou da implantação de políticas em uma das maiores redes públicas do país e que agora pretende transformá-las em propostas para o Rio de Janeiro e para o Brasil.

O reconhecimento conquistado pelo GET IV Centenário não pertence apenas a uma administração ou a um candidato. Como o próprio Ferreirinha ressaltou no vídeo, a conquista é dos professores, gestores, estudantes, famílias e profissionais que mantêm a escola funcionando diariamente dentro da Maré.

Politicamente, porém, o resultado fortalece o argumento defendido por ele e por Eduardo Paes: experiências implantadas na capital podem servir de referência para uma nova política educacional estadual.

O desafio será transformar reconhecimento em escala sem perder qualidade. Se conseguir combinar a capacidade executiva do governo estadual com financiamento, legislação e articulação federal, a parceria poderá levar educação integral, tecnologia e aprendizagem prática a um número muito maior de estudantes.

Da Maré para Pequim, o GET IV Centenário mostrou o potencial da escola pública. O compromisso apresentado por Ferreirinha agora é fazer com que oportunidades semelhantes não sejam uma exceção, mas uma possibilidade concreta para crianças e jovens de todo o Rio de Janeiro — e uma referência para a educação brasileira.