sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Pressão alta pode não dar sintomas: sentir-se bem não garante que esteja tudo certo


Hipertensão pode passar despercebida e aumentar o risco de AVC, infarto e problemas renais. Medição regular e acompanhamento ajudam a identificar e controlar a doença.

Trabalhar, passear e seguir a rotina sem sentir desconforto não significa que a pressão arterial esteja controlada. A hipertensão geralmente não provoca sintomas, o que torna a medição da pressão uma parte importante do cuidado com a saúde. O protocolo do Ministério da Saúde descreve a doença como uma elevação persistente da pressão, frequentemente silenciosa.

A dimensão desse desconhecimento chama atenção: segundo a Organização Mundial da Saúde, aproximadamente 44% dos adultos de 30 a 79 anos com hipertensão no mundo não sabem que têm a condição. A estimativa se refere a 2024.

Esperar por dor de cabeça, tontura ou mal-estar para verificar a pressão pode atrasar sua identificação. Esses sintomas não são um método confiável de diagnóstico. A pressão alta é um dos principais fatores de risco para AVC, infarto e insuficiência renal e cardíaca.

A medição precisa ser feita corretamente e interpretada por um profissional. Uma leitura isolada não deve ser usada, por conta própria, para concluir um diagnóstico ou alterar medicamentos. Conforme a situação, podem ser necessárias avaliações repetidas e monitoramento fora do consultório.

O protocolo do Ministério da Saúde recomenda rastreamento anual em adultos. Quem já tem hipertensão ou apresenta fatores de risco pode precisar de acompanhamento mais frequente, definido pela equipe de saúde. Uma Unidade Básica de Saúde é um ponto de acesso para essa avaliação.

O controle envolve hábitos e, quando indicado, medicamentos. Reduzir o excesso de sal, manter atividade física, evitar o tabagismo e adotar uma alimentação equilibrada ajudam. Mesmo com essas mudanças, algumas pessoas continuam precisando de tratamento medicamentoso.

Para quem já usa remédios, sentir-se bem não é motivo para abandonar o tratamento. A orientação é seguir a prescrição e manter as consultas; qualquer mudança deve ser discutida com o profissional responsável.

Reserve espaço na rotina para cuidar da pressão — antes de esperar um sintoma aparecer.

AVC: sintomas que desaparecem em minutos também exigem socorro — entenda o alerta


Boca torta, fala enrolada e fraqueza repentina podem indicar uma emergência. Mesmo quando os sinais melhoram, a orientação é buscar atendimento imediatamente.

Uma dificuldade inesperada para falar. Um braço que perde a força. Um sorriso que fica diferente. Quando essas alterações aparecem de repente, esperar para ver se passam pode atrasar um atendimento essencial. Reconhecer sinais de acidente vascular cerebral, o AVC, ajuda a buscar socorro rapidamente.

Existe um alerta que merece atenção especial: o desaparecimento dos sintomas não significa que o perigo acabou. Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, o CDC, episódios breves podem representar um ataque isquêmico transitório, conhecido como AIT, que também exige avaliação médica imediata.

O AVC ocorre quando o fluxo de sangue para uma região do cérebro é interrompido por uma obstrução ou pelo rompimento de um vaso. É uma emergência médica, e o atendimento rápido é fundamental para reduzir danos.

Entre os sinais de alerta estão:

  • Boca torta ou queda de um lado do rosto.

  • Fraqueza repentina em um braço ou em um lado do corpo.

  • Fala enrolada ou dificuldade para compreender.

  • Alteração súbita da visão.

  • Perda repentina de equilíbrio ou coordenação.

Essas alterações podem aparecer isoladamente ou em conjunto. Não é necessário apresentar todos os sinais para precisar de avaliação urgente.

No Brasil, diante de suspeita de AVC, ligue para o SAMU, pelo número 192, e siga as orientações da equipe. O Ministério da Saúde destaca que a rapidez do atendimento aumenta as chances de sobrevivência e recuperação.

Informe quando os sintomas começaram. Esse horário ajuda os profissionais a decidir o tratamento. Evite que a própria pessoa dirija para buscar atendimento.

A prevenção também merece espaço na rotina. Controlar a pressão arterial, acompanhar diabetes e colesterol, evitar o tabagismo, manter atividade física e adotar uma alimentação equilibrada ajudam a reduzir o risco. A Organização Mundial da Saúde destaca a hipertensão como um dos principais fatores associados ao AVC.

A mensagem para compartilhar com a família é direta: sinais repentinos de AVC exigem ação, mesmo quando melhoram. Na suspeita, ligue 192.

Palavras-chave: AVC, sinais de AVC, ataque isquêmico transitório, SAMU 192, saúde, prevenção.

Copiloto planejava lançar avião contra aeroporto em Israel, afirma Procuradoria dos Emirados


Autoridades apresentam novas conclusões sobre o voo FZ1073; aeronave perdeu cerca de 4.900 metros de altitude em 30 segundos e pousou em segurança na Arábia Saudita

A Procuradoria-Geral dos Emirados Árabes Unidos afirmou nesta sexta-feira, 9 de outubro, que o copiloto do voo FZ1073, da Flydubai, pretendia tomar o controle da aeronave e lançá-la contra um terminal de passageiros do Aeroporto Internacional Ben Gurion, em Israel.

O anúncio acrescenta um novo desdobramento à investigação da ocorrência de 30 de setembro, durante um voo entre Dubai e Tel Aviv. Segundo o procurador-geral Hamad Saif Al Shamsi, o suspeito, cidadão de Omã, havia iniciado a execução de um plano de atentado suicida.

Plano teria sido inspirado no 11 de Setembro

De acordo com a versão apresentada pelas autoridades dos Emirados, o copiloto teria se inspirado nos atentados de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos.

A Reuters destacou que o comunicado representa a primeira confirmação pública, por parte da Procuradoria, dessa alegada inspiração. As informações fazem parte da investigação criminal e não de uma sentença judicial.

Descida abrupta colocou o voo em risco

Durante a ocorrência, o comandante foi atacado dentro da cabine. O avião perdeu aproximadamente 16 mil pés de altitude — cerca de 4.900 metros — em apenas 30 segundos, segundo a Reuters.

A aeronave foi estabilizada após a contenção do copiloto. Outros pilotos que estavam a bordo assumiram o controle e conduziram o pouso de emergência na Arábia Saudita.

O comunicado oficial relata que um piloto que viajaria na tripulação do voo de retorno interveio com auxílio de um tripulante de cabine e de passageiros. O suspeito foi imobilizado, e o comandante ferido recebeu ajuda. O pouso ocorreu no Aeroporto de Tabuk.

Investigação continua

Segundo a Procuradoria, o suspeito declarou ter agido sozinho durante depoimento acompanhado por advogado. As autoridades, entretanto, continuam verificando essa afirmação e apurando possíveis vínculos ou participação de outras pessoas.

A análise inclui depoimentos, gravações e relatórios técnicos. Novas conclusões poderão ser divulgadas conforme o avanço da investigação.

Além da apuração criminal conduzida pelos Emirados, a Arábia Saudita abriu uma investigação de segurança aérea, conforme reportagem da Reuters publicada em 7 de outubro.

Essa investigação tem finalidade distinta: examinar aspectos técnicos e possíveis recomendações para a segurança da aviação, enquanto a apuração criminal busca esclarecer responsabilidades pelo ataque.

O plástico já chegou ao fundo do mar: estudo brasileiro acende alerta


Microplásticos encontrados em animais da Bacia de Santos mostram que a poluição alcança ambientes profundos do oceano

Pesquisadores do Instituto Oceanográfico da USP e do Ipen identificaram microplásticos em invertebrados coletados entre 400 e 1.500 metros de profundidade na Bacia de Santos, a cerca de 140 quilômetros da costa.

Os resultados foram divulgados pela Agência FAPESP em 20 de maio de 2026. As amostras vieram de expedições realizadas em 2019, e o estudo foi publicado na revista Marine Pollution Bulletin. O levantamento também analisou poluentes químicos persistentes em peixes e sedimentos.

Microplásticos são partículas de plástico menores que 5 milímetros. O estudo evidencia o alcance da poluição, mas seus resultados se referem à Bacia de Santos e não constituem um diagnóstico das praias da Região dos Lagos.

O problema também começa em terra

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), mais de 11 milhões de toneladas de plástico chegam aos mares a cada ano. A organização destaca que água e resíduos circulam entre ambientes terrestres, rios, lagos e oceanos, transportando poluentes.

Essa conexão ajuda a entender por que cuidar do mar exige olhar também para o descarte nas cidades. A resposta precisa envolver os caminhos percorridos pelos resíduos, desde sua origem até os ambientes costeiros.

Para a Região dos Lagos, esse debate tem relevância especial: praias, lagoas, pesca e turismo fazem parte da vida cotidiana. A reflexão é sobre prevenção e cuidado com esse patrimônio.

Uma responsabilidade compartilhada

O Brasil conta com a Estratégia Nacional Oceano sem Plástico, instituída em outubro de 2025, com ações previstas até 2030. Coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, ela reúne prevenção, educação ambiental, monitoramento, economia circular e participação de diferentes setores.

A estratégia também reconhece o papel dos catadores de materiais recicláveis, das comunidades costeiras e dos pescadores artesanais. A proteção do oceano depende de políticas públicas, empresas e sociedade.

O que fazer no dia a dia

• Evitar descartáveis desnecessários e priorizar itens reutilizáveis.
• Levar os próprios resíduos ao sair da praia.
• Separar recicláveis conforme a coleta disponível no município.
• Participar de ações organizadas de limpeza e educação ambiental.
• Cobrar coleta regular, destinação adequada e prevenção do descarte irregular.

A beleza do mar merece mais do que admiração: merece cuidado antes que o lixo chegue à água

Governo Federal zera tributos sobre a gasolina e reforça subvenção a importadores de diesel


Medidas visam estabilizar os preços no mercado interno e assegurar o pleno abastecimento de combustíveis no País e dão sequência à estratégia adotada desde o início da guerra no Oriente Médio

Diante da instabilidade decorrente dos conflitos geopolíticos, o Governo Federal adota duas novas medidas voltadas a conter a alta dos preços no Brasil. Novo decreto zera os tributos federais incidentes sobre a importação e a comercialização de gasolina e suas correntes por 30 dias, podendo ser prorrogado após este período. A partir desta sexta (9/10), alíquotas de PIS/Pasep, Cofins e CIDE-Combustíveis ficam zeradas para a gasolina.

Os impostos federais haviam sido reduzidos em R$ 0,63 no Decreto nº 13.116/2026, cuja vigência termina nesta sexta (9/10). Com o anúncio de hoje, a redução alcança agora R$ 0,89 por litro. Em contrapartida, fica prorrogada a desoneração do etanol hidratado de R$ 0,19 por litro e amplia-se a subvenção econômica aos produtores e às cooperativas de produtores de etanol hidratado, que sobe de R$ 0,25 para R$ 0,43 por litro.

A segunda medida concede subvenção adicional aos importadores de óleo diesel de uso rodoviário, que passam a receber R$ 1,40 por litro, por um período de 30 dias. O valor se soma aos R$ 2,12 por litro já em vigor.

O objetivo é garantir que as importações continuem viáveis em um momento crítico para o abastecimento. O quadro internacional piorou desde as medidas anunciadas em setembro. O preço do petróleo Brent passou de US$ 100 por barril, mais de 40% acima do patamar anterior à guerra, de cerca de US$ 70, e se aproximou dos picos registrados nos primeiros meses do conflito. As margens internacionais de refino do diesel e da gasolina atingiram mais do que o dobro dos níveis observados antes da guerra.

As medidas seguem a estratégia adotada pelo Governo Federal desde o início do conflito no Oriente Médio, com ações atualizadas periodicamente de acordo com a evolução do cenário externo e a volatilidade dos preços internacionais do petróleo e dos combustíveis. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) seguirá responsável pela habilitação dos participantes, pelo acompanhamento dos preços e pelo pagamento da subvenção.

IMPACTO FISCAL – O impacto estimado das medidas para gasolina e etanol é de R$ 3,6 bilhões em 2026. As renúncias serão compensadas com receitas extraordinárias de petróleo da União, conforme a LC nº 235/2026, garantindo a neutralidade fiscal. A subvenção adicional ao diesel importado tem custo estimado de R$ 1,6 bilhão por trinta dias. Todas as medidas são temporárias, valem apenas para 2026 e poderão ser revistas de acordo com a conjuntura e com a disponibilidade orçamentária e financeira.

OPERAÇÕES - Como parte do esforço do Governo Federal para mitigar os efeitos da alta dos preços dos combustíveis e contribuir para a estabilidade do mercado, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), mantém mobilização nacional de fiscalização desde 9 de março de 2026. Na primeira fase, entre março e maio, o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor fiscalizou 11.140 postos e 463 distribuidoras. A segunda fase, iniciada em 22 de setembro após reunião emergencial com mais de 100 Procons de todo o país, já soma 676 ações.

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Pesquisadora morre na Sibéria, hospital entra em quarentena e suspeita de peste é investigada


Funcionária de instituto russo desenvolveu pneumonia de origem desconhecida. A causa da doença e uma possível exposição no laboratório ainda não foram confirmadas.

A morte de uma funcionária de um instituto de pesquisa na Sibéria mobilizou autoridades sanitárias russas e provocou medidas de quarentena em um hospital de Shelekhov, na região de Irkutsk. Segundo a CNN, a técnica de laboratório tinha 28 anos e morreu após desenvolver pneumonia de origem desconhecida.

O instituto onde ela trabalhava pesquisa a peste e outras doenças infecciosas. Essa ligação alimentou suspeitas sobre uma possível contaminação profissional, mas o diagnóstico de peste permanece sem confirmação. As autoridades russas afirmam que não identificaram, nas amostras da paciente, microrganismos associados às suas atividades no instituto.

Quarentena e acompanhamento de contatos

A ala de internação do hospital onde a funcionária recebeu atendimento foi colocada em quarentena. Segundo autoridades locais citadas pela CNN, houve suspensão de admissões e altas em departamentos da unidade.

Relatos da imprensa regional, também citados pela emissora, estimam que quase 200 pessoas estejam sob observação. Esse número não representa casos confirmados: são pessoas acompanhadas preventivamente após possíveis contatos com a funcionária.

Houve um acidente no laboratório?

Circularam relatos de que a mulher teria quebrado um tubo contendo material contaminado. Essa versão ainda não foi comprovada.

De acordo com informações divulgadas pelo órgão sanitário russo, uma inspeção no instituto não encontrou evidências de uma ocorrência de emergência envolvendo microrganismos patogênicos. A investigação sobre a origem da pneumonia continua.

O que é a peste pneumônica

A peste é causada pela bactéria Yersinia pestis. Na forma pneumônica, a infecção atinge os pulmões e pode ser transmitida entre pessoas por partículas respiratórias.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença pode evoluir rapidamente e exige diagnóstico e tratamento precoces. Antibióticos são eficazes quando administrados em tempo adequado. Essas características explicam a importância da vigilância, mas não comprovam que a pesquisadora tenha contraído a doença.

Qual é o risco para a população?

Em manifestação relatada pela Reuters nesta segunda-feira, 5 de outubro, a OMS avaliou que, com as informações disponíveis, o risco para a população em geral parece baixo. A avaliação poderá ser revista conforme surgirem novos dados.

Permanecem em aberto o agente responsável pela pneumonia e as circunstâncias em que a funcionária adoeceu. Até o esclarecimento do caso, a suspeita de peste e os relatos de contaminação no laboratório devem ser tratados como hipóteses sob investigação.

Informações verificadas até 5 de outubro de 2026.

Central do Brasil recebe mutirão com mais de 1.700 vagas de estágio


O CIEE Rio realiza nesta terça-feira (06/10), na Central do Brasil, das 9h às 15h, uma ação especial para o preenchimento de 1.789 vagas de estágio e aprendizagem na cidade do Rio, Baixada Fluminense e Niterói. As vagas são para quem tem a partir dos 14 anos de idade.  

Os jovens e estudantes interessados em uma vaga devem comparecer na Central do Brasil com documentos pessoais, que já serão encaminhados para as vagas abertas, de acordo com o perfil dos jovens e estudantes. A parceria é com a Trens RJ, que colocou à disposição o espaço na Central do Brasil, no Corredor Cultural. 

Também serão ofertadas 115 oportunidades destinadas a jovens interessados em ingressar no mercado de trabalho e atuar presencialmente na Ilha do Governador. O processo de seleção amplia o acesso de estudantes e jovens em busca da primeira experiência profissional a uma das principais portas de entrada para o mundo do trabalho. 

As vagas contemplam diversas áreas de atuação, no caso da aprendizagem: Arco Administrativo, Alimentação, Comércio e Varejo, Serviço de Asseio e Conservação, Indústria da Carne, Logística, Serviços de Turismo e Hotelaria, Auxiliar de Produção, Operador de Telemarketing, Operador de Suporte. 

Para as vagas de estágio os cursos são: Ensino Médio, Administração, Contabilidade, Direito, Educação, Informática, Marketing, Construção Civil, Comunicação, Veterinária, Turismo e Lazer, entre outras. A ação do CIEE Rio terá mobilização especialmente voltada para jovens residentes na capital, em Duque de Caxias e em Nova Iguaçu, ampliando o alcance da oportunidade e facilitando o acesso de candidatos da Região Metropolitana do Rio. 

Foto; Divulgação
Fonte: Estação Rio

Inscrições para o 8º Prêmio Prolagos de Jornalismo Ambiental são prorrogadas até 10 de novembro


Novo prazo amplia a oportunidade para jornalistas e estudantes da Região dos Lagos participarem da premiação

As inscrições para o 8º Prêmio Prolagos de Jornalismo Ambiental foram prorrogadas até o dia 10 de novembro. Com a ampliação do prazo, jornalistas e estudantes de Jornalismo da Região dos Lagos ganham mais tempo para produzir e inscrever gratuitamente seus trabalhosna premiação, que reconhece conteúdos relacionados ao saneamento básico e suas conexões com o meio ambiente, a saúde, a qualidade de vida e o desenvolvimento da região. 

“Nossa intenção é ampliar as oportunidades de participação e permitir que mais profissionais e estudantes possam inscrever seus trabalhos. Sabemos que a produção de uma boa reportagem exige tempo, pesquisa e dedicação. Por isso, a prorrogação é uma oportunidadepara que mais histórias relevantes sobre o saneamento e seus impactos na vida das pessoas sejam compartilhadas”, destaca Caroline Ribeiro, coordenadora de Comunicação da Prolagos e responsável pela condução do prêmio. 

Nesta edição, o prêmio reúne sete categorias: Radiojornalismo, Telejornalismo, Webjornalismo, Fotojornalismo, Mídia Alternativa, Universitária e Saneamento Salva. A última é a novidade deste ano e contempla reportagens que apresentem histórias de pessoas quetiveram suas vidas transformadas pelos avanços do saneamento, seja pela chegada da água tratada ou pelo acesso à coleta e ao tratamento de esgoto. 

“A categoria Saneamento Salva é um convite para que os jornalistas mostrem, por meio de histórias reais, como o saneamento transforma a vida das pessoas. Queremos dar visibilidade a essas mudanças e valorizar o papel do jornalismo na divulgação de temas tãoimportantes para a sociedade”, acrescenta a coordenadora. 

Podem participar jornalistas residentes na Região dos Lagos, diplomados, registrados no Ministério do Trabalho ou que comprovem o exercício profissional por pelo menos cinco anos, além de universitários do curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. 

Com a prorrogação, serão aceitos trabalhos produzidos e publicados entre 1º de janeiro e 10 de novembro de 2026. Nas principais categorias profissionais, os primeiros colocados receberão troféu e R$ 4,5 mil, enquanto os segundos colocados serão premiados comtroféu e R$ 2,5 mil. Na categoria Universitária, o prêmio é de R$ 1 mil, além de troféu. Já o vencedor da categoria Saneamento Salva receberá troféu e R$ 5 mil. 

Como participar  

As inscrições são gratuitas. O formulário está disponível no site da Prolagos e deve ser preenchido e encaminhado, junto à documentação exigida no regulamento, para o e-mail premio.jornalismo@prolagos.com.br. O regulamento completo do 8º Prêmio Prolagos de Jornalismo Ambiental está disponível no site da Prolagos. 

Serviço 
  • Inscrições: até 10 de novembro de 2026 
  • Período de publicação das reportagens: de 1º de janeiro a 10 de novembro de 2026 
  • Categorias: Radiojornalismo, Telejornalismo, Webjornalismo, Fotojornalismo, Mídia Alternativa, Universitária e Saneamento Salva 
  • Inscrição: gratuita 
  • E-mail: premio.jornalismo@prolagos.com.br 
  • Regulamento: disponível no site da Prolagos 

Quase 3 milhões de eleitores não votaram no Rio: abstenção teria força equivalente a 18 cadeiras na Alerj e cerca de 12 na Câmara


Ausentes representaram 23,33% do eleitorado fluminense; se formassem um único bloco eleitoral, seriam capazes de construir a segunda maior bancada estadual e federal do Rio de Janeiro

As eleições de 2026 deixaram um número que vai muito além da disputa entre candidatos e partidos: 2.996.650 eleitores do Estado do Rio de Janeiro não compareceram às urnas no primeiro turno.

O Rio possuía 12.842.517 eleitores aptos. Desse total, 9.845.867 compareceram, o equivalente a 76,67% do eleitorado. A abstenção chegou a 23,33%, superando a média nacional de pouco mais de 21%.

Em termos absolutos, quase três milhões de fluminenses deixaram de participar da escolha do governador, dos senadores e dos representantes do estado na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.

Mas qual seria o peso desse contingente na eleição proporcional? Quantos deputados poderiam ser eleitos se os ausentes comparecessem e votassem de maneira concentrada?

A resposta exige mais do que simplesmente comparar a abstenção com a votação individual dos candidatos.

Os números da abstenção no Rio

O resultado oficial apresenta o seguinte quadro:

  • Eleitorado apto: 12.842.517;

  • Comparecimento: 9.845.867 eleitores;

  • Percentual de comparecimento: 76,67%;

  • Abstenção: 2.996.650 eleitores;

  • Percentual de abstenção: 23,33%.

Isso significa que praticamente um em cada quatro eleitores do Rio de Janeiro não participou da votação.

O número de ausentes foi superior à população inteira de vários estados brasileiros e representou um contingente capaz de alterar profundamente a composição das bancadas estaduais e federais.

Comparação com o quociente eleitoral da Alerj

Na eleição para deputado estadual, foram contabilizados aproximadamente 8.479.505 votos válidos para a distribuição das 70 cadeiras da Assembleia Legislativa.

O quociente eleitoral oficial ficou em 121.136 votos por cadeira.

Em uma comparação direta com esse quociente:

2.996.650 ÷ 121.136 = 24,74

Portanto, usando apenas o quociente registrado na eleição, o número de ausentes corresponde a quase 25 quocientes eleitorais estaduais, ou a 24 quocientes completos.

Essa comparação, entretanto, é apenas ilustrativa. Caso os três milhões de ausentes realmente comparecessem e transformassem seus votos em votos válidos, o total de votos da eleição aumentaria. Consequentemente, o próprio quociente eleitoral também subiria.

Cenário corrigido: aproximadamente 18 cadeiras estaduais

Para construir uma projeção tecnicamente mais adequada, é necessário adicionar os votos dos ausentes ao total de votos válidos.

O cálculo ficaria assim:

  • Votos válidos apurados: 8.479.505;

  • Votos potenciais dos ausentes: 2.996.650;

  • Novo total hipotético de votos válidos: 11.476.155;

  • Número de cadeiras da Alerj: 70;

  • Novo quociente eleitoral estimado: aproximadamente 163.945 votos.

Dividindo os votos potenciais dos ausentes pelo novo quociente:

2.996.650 ÷ 163.945 = 18,28

Assim, se todos os eleitores ausentes comparecessem e votassem em uma única legenda ou federação, esse bloco teria força matemática equivalente a aproximadamente 18 deputados estaduais.

Dependendo da distribuição das sobras e das médias partidárias, o resultado poderia sofrer pequena variação. Mas a dimensão política é clara: os ausentes poderiam formar a segunda maior bancada da Alerj, atrás apenas do PL, que elegeu 21 parlamentares.

A bancada hipotética dos eleitores ausentes seria duas vezes maior que as bancadas do PT e do PSD, que elegeram nove deputados estaduais cada.

Efeito da abstenção na eleição para deputado federal

Na disputa pela Câmara dos Deputados, o Rio de Janeiro registrou aproximadamente 8.743.753 votos válidos para a distribuição de 46 cadeiras.

O quociente eleitoral federal ficou em 190.082 votos.

Utilizando apenas o quociente oficial registrado nas urnas:

2.996.650 ÷ 190.082 = 15,76

Nessa comparação simplificada, a abstenção corresponde a quase 16 quocientes eleitorais federais, sendo suficiente para completar 15 quocientes inteiros.

Novamente, esse cálculo não considera que a entrada de quase três milhões de votos aumentaria o total de votos válidos e, consequentemente, elevaria o próprio quociente.

Cenário corrigido: força equivalente a cerca de 12 deputados federais

Com a inclusão hipotética dos votos dos ausentes, o cálculo seria:

  • Votos válidos apurados: 8.743.753;

  • Votos potenciais dos ausentes: 2.996.650;

  • Novo total hipotético de votos válidos: 11.740.403;

  • Número de cadeiras federais do Rio: 46;

  • Novo quociente eleitoral estimado: aproximadamente 255.226 votos.

Aplicando o novo quociente:

2.996.650 ÷ 255.226 = 11,74

O contingente de ausentes teria, portanto, força proporcional equivalente a aproximadamente 12 deputados federais, sendo 11 quocientes completos e uma fração relevante para a disputa das vagas distribuídas pelas médias.

Uma bancada com cerca de 12 parlamentares seria a segunda maior representação federal do Rio de Janeiro, ficando atrás somente do PL, que elegeu 15 deputados.

O grupo hipotético dos ausentes teria o dobro da bancada do PT, que conquistou seis cadeiras, e seria maior que as bancadas do PP, PSOL, PSDB e PSD.

Resumo do impacto potencial

CargoQuociente oficialEquivalência usando o quociente já apuradoCenário corrigido com aumento dos votos válidos
Deputado estadual121.136 votos24,74 cadeiras18,28 cadeiras
Deputado federal190.082 votos15,76 cadeiras11,74 cadeiras

A primeira comparação mostra quantos quocientes atuais cabem dentro do total de abstenções. A segunda é mais adequada para uma simulação eleitoral, pois recalcula o quociente depois da entrada dos novos votos.

Por isso, a conclusão tecnicamente mais equilibrada é que os eleitores ausentes teriam força proporcional para eleger aproximadamente 18 deputados estaduais e 12 deputados federais, caso votassem de forma concentrada em um mesmo partido ou federação.

Ausentes não formam um grupo político homogêneo

É importante destacar que a abstenção não pode ser tratada como se fosse um partido político. Os quase três milhões de eleitores ausentes possuem opiniões, condições sociais, preferências ideológicas e motivações diferentes.

Entre as razões para o não comparecimento estão dificuldades de deslocamento, problemas de saúde, mudança de domicílio, desatualização cadastral, desinteresse político, ausência do município e decisão deliberada de não votar.

Não existe qualquer garantia de que esses votos seriam direcionados para os mesmos candidatos ou partidos.

O cálculo apresentado nesta reportagem é uma equivalência matemática destinada a demonstrar o tamanho eleitoral da abstenção — e não uma previsão de como os ausentes efetivamente votariam.

Abstenção tem peso maior que a maioria dos partidos

Mesmo com essa ressalva, o diagnóstico revela uma dimensão política impressionante. Nenhum partido, com exceção do PL, conquistou nas urnas uma força parlamentar comparável àquela representada pelo conjunto dos eleitores que não votaram.

Na Alerj, os ausentes representariam aproximadamente 26,11% dos votos válidos em um cenário de comparecimento integral. Na eleição federal, representariam cerca de 25,52%.

Em outras palavras, o grupo dos que não compareceram às urnas seria responsável por aproximadamente um quarto da força eleitoral efetiva do estado.

A abstenção não aparece nas cadeiras do Legislativo, não apresenta projetos, não fiscaliza o governo e não participa das votações parlamentares. Mas seu tamanho demonstra que uma parcela decisiva da sociedade fluminense permaneceu fora da escolha de quem ocupará o poder pelos próximos quatro anos.

Participação poderia alterar completamente o resultado

Em uma eleição proporcional, pequenas variações na votação das legendas podem mudar a distribuição das últimas cadeiras. A entrada de quase três milhões de votos teria potencial para alterar quocientes, médias, bancadas partidárias, suplências e a própria relação dos candidatos eleitos.

Não seria apenas uma questão de adicionar novos parlamentares. Como o número total de cadeiras permanece fixo — 70 na Alerj e 46 na Câmara — o crescimento de um bloco necessariamente reduziria o espaço ocupado pelos demais partidos.

Por isso, a abstenção deve ser compreendida não somente como um dado estatístico, mas como uma ausência com efeitos concretos sobre a representação política.

Os 2.996.650 eleitores que não compareceram tinham, juntos, peso suficiente para construir uma das maiores forças parlamentares do Rio de Janeiro.

A eleição terminou, os mandatos foram distribuídos e os vencedores estão definidos. Mas o tamanho da abstenção deixa uma pergunta para os próximos pleitos: como seria a representação política do estado se todos os eleitores transformassem sua insatisfação, esperança ou cobrança em voto?

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral — totalização das Eleições 2026 no Estado do Rio de Janeiro.

Rio de Janeiro elege 70 deputados estaduais e 46 federais; confira a lista completa


PL conquista as maiores bancadas do estado na Alerj e na Câmara dos Deputados; Índia Armelau e Dr. Luizinho lideram as votações proporcionais no Rio

Os eleitores do Rio de Janeiro definiram, neste domingo, 4 de outubro, os novos representantes do estado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e na Câmara dos Deputados. Com 100% das urnas totalizadas, foram eleitos 70 deputados estaduais e 46 deputados federais para mandatos que começarão em 2027.

Na disputa pela Alerj, a maior votação foi alcançada por Índia Armelau, do PL, que recebeu 248.504 votos. Para a Câmara dos Deputados, Dr. Luizinho, do PP, liderou o resultado, com 213.904 votos.

O Partido Liberal confirmou o melhor desempenho nas duas eleições proporcionais. A legenda conquistou 21 cadeiras na Alerj e 15 das 46 vagas destinadas ao Rio de Janeiro na Câmara.

PL terá a maior bancada da Alerj

A composição partidária da próxima legislatura da Assembleia Legislativa ficou distribuída da seguinte maneira:

  • PL: 21 deputados;

  • PT: 9;

  • PSD: 9;

  • PSOL: 5;

  • PP: 5;

  • União Brasil: 4;

  • Republicanos: 3;

  • MDB: 2;

  • PDT: 2;

  • Solidariedade: 2;

  • PSB: 2;

  • PCdoB: 1;

  • Novo: 1;

  • PSDB: 1;

  • Agir: 1;

  • PRD: 1;

  • DC: 1.

Além da liderança do PL, o resultado mostra o crescimento conjunto de PT e PSD, que elegeram nove representantes cada. PSOL e PP aparecem em seguida, com cinco cadeiras para cada legenda.

Os 70 deputados estaduais eleitos no Rio de Janeiro

Confira a relação completa em ordem decrescente de votação:

  1. Índia Armelau (PL) — 248.504 votos

  2. Márcio Canella (União Brasil) — 197.178 votos

  3. Renata Souza (PSOL) — 176.871 votos

  4. Dani Balbi (PCdoB) — 169.474 votos

  5. Guilherme Delaroli (PL) — 166.374 votos

  6. Rosenverg Reis (MDB) — 139.866 votos

  7. Elika Takimoto (PT) — 135.271 votos

  8. Anderson Moraes (PL) — 129.325 votos

  9. Costenaro (Novo) — 121.780 votos

  10. Dra. Gabriela (PL) — 96.267 votos

  11. Flavio Serafini (PSOL) — 95.666 votos

  12. Felipinho Ravis (PP) — 93.606 votos

  13. Alan Lopes (PL) — 93.396 votos

  14. João Pires (PSD) — 90.195 votos

  15. Verônica Lima (PT) — 85.421 votos

  16. Alexandre Isquierdo Malafaia (PL) — 83.461 votos

  17. Fernanda Neves (PDT) — 83.326 votos

  18. Rafael Nobre (União Brasil) — 76.706 votos

  19. Jair Bittencourt (PL) — 73.722 votos

  20. Léo Vieira Filho (PSDB) — 72.939 votos

  21. André Ceciliano (PT) — 70.628 votos

  22. Nelsinho Ruas (PL) — 70.552 votos

  23. Bruno Dauaire (União Brasil) — 69.119 votos

  24. Marina do MST (PT) — 66.167 votos

  25. Rodrigo Medeiros (PL) — 65.530 votos

  26. André Correa (PSD) — 65.188 votos

  27. Carlinhos BNH (PP) — 61.724 votos

  28. Felipe Pampolha (PP) — 61.589 votos

  29. Jorge Felippe Neto (PL) — 58.508 votos

  30. Delegado Carlos Augusto (PL) — 58.142 votos

  31. Marcelo Dino (PL) — 57.982 votos

  32. Librelon (Republicanos) — 57.409 votos

  33. Dr. Pedro Ricardo (PL) — 57.354 votos

  34. Delegado Bernardo Leal (PP) — 57.254 votos

  35. Claudio Caiado (PSD) — 56.936 votos

  36. Gustavo Tutuca (PP) — 56.334 votos

  37. Renato Miranda (PL) — 56.329 votos

  38. Dani Monteiro (PSOL) — 55.227 votos

  39. Guilherme Schleder (PSD) — 54.760 votos

  40. Munir Neto (Solidariedade) — 52.808 votos

  41. Julio Rocha (Agir) — 51.609 votos

  42. Allyson Elias (PT) — 51.145 votos

  43. Márcio Gualberto (PL) — 50.804 votos

  44. Chico Machado (PL) — 50.664 votos

  45. Vinícius Cozzolino (PSD) — 49.353 votos

  46. Leandro (Republicanos) — 49.013 votos

  47. Tia Ju (Republicanos) — 47.302 votos

  48. Coronel Menezes (PL) — 46.700 votos

  49. Rafael Picciani (União Brasil) — 46.686 votos

  50. Giovani Ratinho (MDB) — 46.380 votos

  51. Luciana Boiteux (PSOL) — 44.928 votos

  52. Leonel de Esquerda (PT) — 44.597 votos

  53. Giselle Monteiro (PL) — 44.532 votos

  54. Luiz Paulo (PSD) — 43.720 votos

  55. Serginho (PDT) — 43.664 votos

  56. Ana Paula Mendes (PSD) — 43.356 votos

  57. Yuri Moura (PSOL) — 43.336 votos

  58. Zeidan (PT) — 43.115 votos

  59. Poubel Filho (PL) — 42.871 votos

  60. Daniel Marques (PL) — 42.768 votos

  61. Adilson Pires (PT) — 42.467 votos

  62. Felipe Tropa (PL) — 41.293 votos

  63. Carla Machado (PSD) — 39.208 votos

  64. Vantoil Martins (PSB) — 39.179 votos

  65. Soldado Tobias (PRD) — 37.969 votos

  66. Joyce Trindade (PSD) — 37.088 votos

  67. Arthur Monteiro (Solidariedade) — 35.844 votos

  68. Jari (PSB) — 34.199 votos

  69. Raone Ferreira (PT) — 28.377 votos

  70. Carlos Russo (DC) — 27.447 votos

L também lidera bancada federal do Rio

Na Câmara dos Deputados, o PL conquistou 15 das 46 vagas do estado. O PT elegeu seis deputados e o PP ficou com cinco. PSOL, PSDB e PSD conquistaram quatro cadeiras cada.

A composição partidária da bancada federal do Rio ficou assim:

  • PL: 15 deputados;

  • PT: 6;

  • PP: 5;

  • PSOL: 4;

  • PSDB: 4;

  • PSD: 4;

  • PCdoB: 2;

  • União Brasil: 1;

  • MDB: 1;

  • Solidariedade: 1;

  • Novo: 1;

  • Republicanos: 1;

  • PDT: 1.

Os 46 deputados federais eleitos pelo Rio de Janeiro

Confira a lista completa em ordem de votação:

  1. Dr. Luizinho (PP) — 213.904 votos

  2. Rick Azevedo (PSOL) — 191.371 votos

  3. Lindbergh (PT) — 181.768 votos

  4. Luciano Vieira (PSDB) — 177.887 votos

  5. Altineu Cortes (PL) — 175.161 votos

  6. Freixo (PT) — 172.969 votos

  7. Sóstenes Cavalcante (PL) — 170.290 votos

  8. Rueda (União Brasil) — 155.836 votos

  9. Anielle Franco (PT) — 149.726 votos

  10. General Pazuello (PL) — 146.148 votos

  11. Gutemberg Reis (MDB) — 145.876 votos

  12. Soraya Santos (PL) — 141.443 votos

  13. Aureo Ribeiro (Solidariedade) — 134.557 votos

  14. Delegado Felipe Curi (PP) — 133.626 votos

  15. Talíria Petrone (PSOL) — 122.500 votos

  16. Manoela Peres (PL) — 117.648 votos

  17. Dani Cunha (PL) — 116.984 votos

  18. Daniel Soranz (PSD) — 107.849 votos

  19. Julia de Castro (PL) — 103.880 votos

  20. Elias Jabbour (PCdoB) — 103.219 votos

  21. Diogo Balieiro Diniz (PL) — 102.026 votos

  22. Renan Ferreirinha (PSD) — 93.504 votos

  23. Rafael Satiê (PL) — 91.074 votos

  24. Glauber Braga (PSOL) — 86.314 votos

  25. Renato Cozzolino (PP) — 84.516 votos

  26. Fabiano Horta (PT) — 82.902 votos

  27. Chris Tonietto (PL) — 81.966 votos

  28. Poubel (PL) — 81.960 votos

  29. Wladimir Garotinho (PL) — 81.797 votos

  30. Douglas Gomes (PL) — 80.310 votos

  31. Luiz Lima (Novo) — 79.249 votos

  32. Pastor Henrique Vieira (PSOL) — 77.584 votos

  33. Márcio Rezende (PSD) — 75.148 votos

  34. Jandira Feghali (PCdoB) — 74.409 votos

  35. Leniel Borel (PP) — 72.658 votos

  36. Luis Carlos Gomes (Republicanos) — 70.331 votos

  37. Marcos Tavares (PDT) — 69.438 votos

  38. Diego Quaqua (PT) — 68.798 votos

  39. Marcio Ribeiro (PSD) — 67.989 votos

  40. Thiago Gagliasso (PL) — 67.700 votos

  41. Nísia Trindade (PT) — 67.350 votos

  42. Jorge Miranda (PL) — 67.298 votos

  43. Juninho do Pneu (PSDB) — 64.440 votos

  44. Marcelo Queiroz (PSDB) — 58.739 votos

  45. Bebeto (PP) — 52.761 votos

  46. Talita Galhardo (PSDB) — 46.780 votos

Renan Ferreirinha é eleito com mais de 93 mil votos

Entre os destaques da nova bancada federal está Renan Ferreirinha, do PSD. Ex-secretário municipal de Educação do Rio, ele recebeu 93.504 votos e terminou na 22ª posição geral.

A eleição de Ferreirinha consolida uma candidatura que apresentou a educação pública, a ampliação do ensino em tempo integral, a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital e o combate aos impactos das apostas eletrônicas como algumas de suas principais bandeiras.

Votação individual não é o único critério

Nas eleições proporcionais, a definição dos eleitos não depende exclusivamente da votação individual. O cálculo considera os votos conquistados pelos candidatos, os votos dados às legendas, o desempenho total dos partidos e federações, o quociente eleitoral e a distribuição das vagas pelas médias.

Por esse motivo, candidatos com votações superiores às de alguns eleitos podem terminar como suplentes ou não conquistar mandato. O desempenho da legenda ou federação é decisivo para transformar votos individuais em cadeiras.

A relação apresentada nesta reportagem corresponde à totalização divulgada após a conclusão da apuração. Alterações posteriores ainda podem ocorrer em razão de decisões da Justiça Eleitoral envolvendo registros, recursos ou validade de votos.

Fonte: Tribunal Superior Eleitoral — resultados totalizados em 4 de outubro de 2026.

domingo, 4 de outubro de 2026

Ferreirinha é eleito deputado federal com 93.504 votos e conquista mandato próprio em Brasília


Ex-secretário de Educação do Rio mais que dobra a votação obtida em 2022 e transforma uma trajetória marcada pela gestão pública e pela defesa da educação em vitória nas urnas

Renan Ferreirinha foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro nas eleições realizadas neste domingo, 4 de outubro. Candidato pelo PSD com o número 5521, ele recebeu 93.504 votos, equivalentes a 1,06% dos votos válidos, e garantiu uma das 46 cadeiras destinadas ao estado na Câmara dos Deputados.

O resultado representa um avanço expressivo em sua trajetória eleitoral. Em 2022, Ferreirinha havia recebido 40.540 votos e terminado a disputa como segundo suplente. Quatro anos depois, conquistou 52.964 votos a mais, crescimento superior a 130%, e alcançou um mandato próprio na Câmara.

Ferreirinha chegou a exercer brevemente o mandato federal como suplente durante a atual legislatura. A vitória de 2026, porém, muda sua posição política: a partir de 2027, ele chegará a Brasília respaldado diretamente pelas urnas para cumprir um mandato completo.

Uma vitória construída pela educação

A campanha de Ferreirinha apresentou como principal credencial o trabalho desenvolvido à frente da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro entre 2021 e 2026.

Durante o período, ele comandou uma rede com aproximadamente 586 mil estudantes e mais de 1.500 unidades escolares. A gestão ficou marcada pela recuperação da aprendizagem após a pandemia, pela ampliação da educação em tempo integral, pela criação dos Ginásios Educacionais Tecnológicos e pelo combate ao abandono escolar.

O Rio chegou à marca de 300 GETs, modelo que combina jornada ampliada, cultura maker, programação, ciências, audiovisual e novas tecnologias. A rede também registrou avanço no Ideb dos anos iniciais, que passou de 5,4 para 6,2 no ciclo associado à sua gestão.

Outro ponto de grande repercussão foi a restrição ao uso de celulares durante todo o horário escolar. A experiência implementada no Rio ganhou dimensão nacional quando Ferreirinha, já na Câmara como suplente, relatou o projeto que originou a Lei Federal 15.100/2025, responsável por levar a medida às escolas públicas e privadas do país.

Das políticas locais para uma agenda nacional

A vitória abre caminho para que Ferreirinha transforme experiências testadas em uma grande rede municipal em propostas de alcance nacional.

Entre os temas associados à sua atuação estão a ampliação da educação integral, o fortalecimento do Fundeb, a primeira infância, a valorização dos profissionais da educação, a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital e o enfrentamento à publicidade das apostas.

Ferreirinha também apresentou propostas relacionadas à idade mínima para contas individuais em redes sociais abertas e à proteção de professores e demais trabalhadores da educação. Parte dessas matérias ainda depende de tramitação e aprovação no Congresso.

Com o mandato conquistado nas urnas, ele passa a ter condições políticas mais sólidas para participar das comissões permanentes, apresentar projetos, propor emendas ao orçamento, fiscalizar programas federais e articular políticas entre União, estados e municípios.

Mais que o dobro dos votos

O salto de 40.540 votos, em 2022, para 93.504, em 2026, mostra que Ferreirinha ampliou significativamente sua base eleitoral.

A votação também sinaliza o reconhecimento de uma candidatura construída em torno de resultados administrativos mensuráveis. Em vez de apresentar apenas promessas, a campanha buscou mostrar políticas já implementadas, indicadores educacionais e experiências que podem ser avaliadas pela sociedade.

Esse crescimento não elimina os desafios. A atuação de Ferreirinha será acompanhada pela capacidade de transformar o capital político conquistado nas urnas em entregas concretas, formação de alianças e recursos para o Rio de Janeiro.

Um novo capítulo em Brasília

A eleição coloca Ferreirinha entre os representantes fluminenses que assumirão a nova legislatura da Câmara dos Deputados em 2027.

O resultado encerra uma etapa marcada pela condição de suplente e inicia outra, com responsabilidade direta sobre um mandato conferido por 93.504 eleitores.

Para quem acompanhou sua trajetória desde a mobilização social pela educação, passando pela Assembleia Legislativa e pela gestão da maior rede municipal de ensino do país, a vitória representa a chegada a um novo patamar político.

Agora, o desafio será fazer com que a experiência construída no Rio se converta em políticas capazes de alcançar estudantes, professores e famílias de todo o Brasil.

Ferreirinha venceu nas urnas com uma mensagem centrada na educação. A partir de 2027, terá a oportunidade — e a responsabilidade — de transformar essa confiança em trabalho no Congresso Nacional.

Fontes

Arraial do Cabo oferece R$ 5 mil para projetos culturais; inscrições terminam em 8 de outubro


Chamamento prevê a seleção de 20 propostas de apresentações e exposições. Inscrições são gratuitas e devem ser feitas pela plataforma oficial.

Artistas e agentes culturais têm uma oportunidade para tirar projetos do papel em Arraial do Cabo. O Chamamento Público nº 01/2026 recebe inscrições até as 23h59 de quinta-feira, 8 de outubro, com apoio de R$ 5 mil por proposta selecionada. A seleção contempla apresentações artísticas e exposições culturais.

Quem pode participar

Para pessoas físicas, o regulamento exige idade superior a 18 anos, residência ou domicílio em Arraial do Cabo e comprovação de, pelo menos, dois anos de atuação artística ou cultural no município.

Pessoas jurídicas precisam estar regularmente constituídas, ter sede ou atuação na cidade e demonstrar experiência cultural local de, no mínimo, dois anos. Os interessados também devem observar os impedimentos previstos no regulamento.

Quais projetos podem concorrer

São cinco categorias, com quatro vagas em cada uma:

  • Exposições de artesanato, artes plásticas e artes visuais;

  • Apresentações afro-brasileiras;

  • Apresentações musicais;

  • Manifestações da cultura popular;

  • Artes cênicas.

As atividades contempladas deverão ter acesso gratuito e classificação livre. Das 20 vagas, dez são destinadas à ampla concorrência e dez às ações afirmativas, conforme as regras do edital.

Como fazer a inscrição

O interessado deve preparar a proposta, preencher o formulário e o plano de trabalho e encaminhar documentação que demonstre sua trajetória cultural. O orçamento também precisa seguir as exigências do regulamento.

Quem precisar de ajuda para utilizar a plataforma poderá procurar o Núcleo de Programas de Fomento e Incentivo à Cultura, no segundo andar do Centro Cultural Manoel Camargo, na Avenida da Liberdade, no Centro. O atendimento indicado no documento ocorre em dias úteis, das 10h às 16h.

O cronograma prevê resultado preliminar da seleção em 21 de outubro e resultado final dessa etapa em 30 de outubro. Depois, ainda haverá habilitação documental e outras verificações. A homologação final está prevista para 14 de dezembro.

Serviço

Inscrições e documentos: acesse a página oficial do chamamento.

Prazo: 8 de outubro de 2026, às 23h59.

Informações: (22) 98148-0049.

O apoio financeiro depende da aprovação e do cumprimento das etapas exigidas. A inscrição, por si só, não garante o recebimento.

Tags: cultura, Arraial do Cabo, edital cultural, artistas, fomento à cultura, Região dos Lagos

Enem 2026: citação decorada pode prejudicar sua nota na redação, alerta Inep


Cartilha oficial explica os critérios de avaliação e apresenta textos comentados para ajudar os estudantes na preparação.

Uma frase famosa pode parecer um bom começo para a redação, mas precisa contribuir para o argumento. Na preparação para o Enem 2026, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) alerta para o chamado “repertório de bolso”: referências memorizadas e utilizadas de forma genérica, sem conexão efetiva com o tema.

Segundo a orientação oficial, inserir uma citação automaticamente ou forçar sua presença no texto pode prejudicar a compreensão da proposta e a aplicação de conhecimentos à discussão.

A referência precisa ajudar a explicar o problema

Livros, filmes e acontecimentos históricos podem integrar a redação. O estudante deve selecionar referências pertinentes e explicar como elas sustentam seu argumento.

Em um exemplo hipotético, mencionar uma obra sobre desigualdade social só fortaleceria o texto se o participante explicasse sua relação com o problema apresentado. Apenas citar o título ou o autor deixaria essa conexão por construir.

Na prática, uma pergunta útil durante a revisão é: o que essa referência ajuda a demonstrar no meu texto?

O que os corretores avaliam

A redação exige um texto dissertativo-argumentativo, com até 30 linhas. A avaliação considera cinco competências:

  1. Domínio da escrita formal da língua portuguesa.

  2. Compreensão do tema e desenvolvimento da estrutura exigida.

  3. Organização de informações e argumentos para defender um ponto de vista.

  4. Uso de recursos linguísticos que conectem as ideias.

  5. Proposta de intervenção que respeite os direitos humanos.

Cada competência vale até 200 pontos, totalizando até 1.000.

Esses critérios ajudam a orientar o estudo: o repertório deve participar de uma argumentação coerente, acompanhado de linguagem adequada, organização e uma proposta relacionada ao problema discutido.

Como aproveitar a cartilha na preparação

A edição de 2026 apresenta redações de participantes do Enem 2025 com comentários pedagógicos. O material permite observar como os autores desenvolveram o tema, organizaram seus argumentos e construíram suas propostas.

Também estão disponíveis versões com orientações específicas para participantes com dislexia, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e surdez ou deficiência auditiva.

Como exercício de estudo, escolha um dos textos comentados e identifique a tese, os argumentos e a função de cada referência. Depois, faça essa mesma leitura crítica em uma redação sua.

Quando será a prova

O Enem 2026 está marcado para 8 e 15 de novembro. A redação será aplicada no primeiro domingo, junto às provas de linguagens e ciências humanas.

Serviço: consulte gratuitamente a Cartilha da Redação do Enem 2026 no portal do Inep.

IA chega aos pequenos negócios: Sebrae cria assistente para orientar marketing e vendas


Ferramenta utiliza informações da empresa para oferecer recomendações. Empreendedores também podem acessar capacitação gratuita em inteligência artificial.

O Sebrae criou a MIA — Marketing Intelligence Assistant, uma assistente de inteligência artificial voltada aos pequenos negócios. A proposta é transformar dados da empresa em recomendações de marketing, vendas e sustentabilidade, considerando a realidade de cada empreendimento.

Detalhada pela Agência Sebrae de Notícias em 1º de outubro, a ferramenta parte de um diagnóstico com quatro grupos de informações: segmento e tipo de operação, faturamento dos últimos 12 meses, canais digitais utilizados e investimento em anúncios. A partir desse contexto, oferece orientações para apoiar as decisões do empreendedor.

Para quem administra uma loja, um restaurante ou uma empresa de serviços, a novidade traz uma discussão prática: como incorporar a tecnologia à rotina sem perder o controle sobre o negócio?

Da divulgação à organização das tarefas

Em aplicações gerais de inteligência artificial, há possibilidades que podem ser testadas em atividades cotidianas:

  • Elaborar versões de textos para divulgar produtos e serviços.

  • Organizar um calendário de publicações nas redes sociais.

  • Preparar respostas para dúvidas frequentes dos clientes.

  • Apoiar a organização de despesas e a análise de vendas.

Esses temas fazem parte do conteúdo do Negócio em dIA, movimento de capacitação que reúne trilhas de marketing, gestão e finanças.

Um restaurante da Região dos Lagos, por exemplo, pode experimentar a criação de diferentes chamadas para divulgar seu happy hour. Uma loja pode preparar descrições de produtos e ajustar a linguagem para públicos diferentes. São exemplos possíveis de aplicação, que precisam ser adaptados à realidade de cada empresa.

A revisão continua sendo uma tarefa do empreendedor. Preços, horários, condições comerciais e cálculos devem ser conferidos antes de uma publicação ou decisão.

Onde aprender gratuitamente

Em uma iniciativa distinta da MIA, o programa Negócio em dIA oferece formação gratuita em português para micro e pequenos empreendedores. O movimento reúne Sebrae, Google, Itaú Unibanco, Tera e Blip.

Segundo o site do programa, as aulas têm entre cinco e dez minutos, podem ser acompanhadas pelo celular ou computador e abordam aplicações em gestão, marketing e finanças. As trilhas são independentes, permitindo começar pelo assunto mais útil para o momento da empresa.

Para começar, escolha uma tarefa concreta, teste a ferramenta e compare o resultado com seu processo habitual. Uma descrição de produto, um calendário de divulgação ou a organização de despesas podem servir como primeiro exercício.

Serviço: conheça a formação e faça o cadastro em onegocioemdia.com.br.

Brasil chega a 1 milhão de carros elétricos e híbridos: vale trocar o seu?


Avanço da frota e expansão dos carregadores colocam a eletrificação no centro da decisão de compra. Preço, infraestrutura e rotina precisam entrar na comparação.

O Brasil alcançou a marca de 1 milhão de veículos leves eletrificados, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Anunciado em 24 de setembro, o resultado considera os emplacamentos acumulados desde janeiro de 2012. O levantamento reúne carros totalmente elétricos, híbridos plug-in e híbridos convencionais com tração elétrica. Os micro-híbridos ficam fora dessa contagem.

Para quem pretende trocar de carro, o marco traz uma pergunta prática: qual dessas tecnologias combina com o orçamento e com os trajetos do dia a dia?

Entender o tipo de carro ajuda a escolher

Apesar de integrarem o mercado de eletrificados, os modelos funcionam de maneiras diferentes:

  • Elétrico: utiliza energia armazenada na bateria e depende de recarga externa.

  • Híbrido plug-in: combina motor elétrico e motor a combustão, com bateria que pode ser recarregada externamente.

  • Híbrido convencional: combina as duas motorizações, mas sua bateria é carregada pelo próprio funcionamento do veículo, sem conexão a um carregador externo.

Essa diferença interfere no planejamento de uso. Ter acesso frequente à recarga é uma questão central para quem avalia um elétrico ou um híbrido plug-in.

A rede de recarga também está crescendo

Segundo levantamento da ABVE em parceria com a Tupi, o Brasil tinha 29.866 pontos públicos e semipúblicos de recarga em agosto de 2026, crescimento de 76,9% em relação ao mesmo mês de 2025.

Os pontos de recarga rápida chegaram a 11.397, alta de 195,6% em 12 meses — praticamente o triplo. A expansão amplia as possibilidades de deslocamento, embora a disponibilidade precise ser verificada em cada percurso.

A conta precisa incluir mais do que o abastecimento

Para avaliar a troca, uma comparação útil reúne preço de compra, financiamento, seguro, manutenção, instalação de carregador quando necessária e condições de garantia da bateria. A estrutura de assistência e a disponibilidade de peças também merecem atenção.

Na avaliação desta reportagem, o crescimento da frota reforça a importância de comparar essas alternativas. A vantagem para cada motorista, porém, depende de sua rotina e dos custos dos modelos considerados.

Quem mora na Região dos Lagos e costuma viajar ao Rio, por exemplo, deve consultar a infraestrutura dos trajetos habituais. Vale verificar compatibilidade dos carregadores, horários de funcionamento, preços e alternativas para uma parada.

Antes de fechar negócio, peça cotações e monte uma comparação com sua quilometragem real. O carro que parece mais econômico na publicidade precisa fazer sentido também na sua garagem.

sábado, 3 de outubro de 2026

Quando o aluno pede ajuda em silêncio: lei de Ferreirinha antecipou uma urgência que chegou às escolas


Coautor do Selo Escola Amiga da Saúde Mental, candidato a deputado federal reúne experiência legislativa e de gestão; desafio nacional é transformar reconhecimento institucional em prevenção, formação de profissionais e acesso efetivo ao cuidado

Nem todo pedido de ajuda é feito em voz alta. Dentro das escolas, mudanças de comportamento, isolamento, queda repentina no rendimento, crises de ansiedade, automutilação e faltas frequentes podem revelar sofrimentos que ultrapassam os limites da sala de aula.

O tema ganhou urgência diante dos números mais recentes. Segundo levantamento divulgado pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro com dados da Secretaria de Estado de Saúde, as 27 UPAs estaduais realizaram 169.838 atendimentos relacionados à saúde mental entre 2023 e 2025. O total anual passou de 50.624 para 64.400 no período, crescimento aproximado de 27%.

No cenário nacional, o Atlas da Violência 2026 apontou que a taxa de internações por lesões autoprovocadas entre pessoas de 10 a 19 anos aumentou 73% em uma década, passando de 3,7 para 6,4 casos por 100 mil habitantes entre 2014 e 2024.

É nesse contexto que uma parte menos conhecida da trajetória de Renan Ferreirinha, candidato a deputado federal pelo PSD, volta a ganhar relevância. Antes de comandar a Secretaria Municipal de Educação do Rio, Ferreirinha participou da criação de leis estaduais voltadas à inclusão e à promoção da saúde mental em escolas e ambientes de trabalho.

Uma lei para reconhecer escolas comprometidas com a inclusão

Em 2019, quando exercia mandato na Assembleia Legislativa, Ferreirinha apresentou com a deputada Lucinha o projeto que deu origem à Lei Estadual 9.250/2021, responsável pela criação do Selo Escola Amiga da Saúde Mental.

A legislação prevê o reconhecimento de instituições de ensino que comprovem ações de inclusão social de pessoas com transtornos mentais e com Transtorno do Espectro Autista. Entre seus objetivos estão a conscientização das famílias e da sociedade, a humanização das relações, a prevenção ao suicídio e a promoção da saúde mental.

O selo tem validade de dois anos e pode ser renovado após nova avaliação. A fiscalização dos critérios cabe à Secretaria de Estado de Educação, que também pode cancelar a autorização quando a escola deixa de cumprir as exigências.

O ponto central da lei é colocar a saúde mental dentro da responsabilidade institucional da escola. A proposta rompe com a ideia de que o sofrimento emocional deve ser enfrentado exclusivamente pelo estudante e por sua família.

Ao mesmo tempo, é necessário reconhecer os limites do instrumento: um selo não substitui atendimento psicológico, rede pública de saúde, profissionais capacitados ou protocolos de acolhimento. Seu valor depende da regulamentação, da fiscalização e da existência de práticas verificáveis dentro das instituições reconhecidas.

A preocupação também chegou ao ambiente de trabalho

Ferreirinha e Lucinha também são autores da Lei Estadual 8.613/2019, que criou o Selo Empresa Amiga da Saúde Mental no Rio de Janeiro.

Nesse caso, a certificação é direcionada a empresas que contribuam para a inclusão de pessoas com deficiências mentais em seus quadros ou entre os trabalhadores terceirizados. A lei exige ações de valorização, aperfeiçoamento e humanização das relações de trabalho.

As duas legislações revelam uma linha de atuação que atravessa diferentes etapas da vida: a inclusão dentro da escola e a construção de oportunidades no mercado de trabalho.

Não se trata de afirmar que essas leis, isoladamente, resolveram o problema. A ausência de informações públicas consolidadas sobre o número de instituições certificadas e os efeitos produzidos dificulta uma avaliação completa da implementação. Esse é justamente um dos desafios das políticas baseadas em selos: sem metas, indicadores e transparência, o reconhecimento pode perder força e se tornar apenas simbólico.

A escola não é consultório, mas não pode ignorar os sinais

Professores e gestores não devem substituir psicólogos, psiquiatras ou equipes do Sistema Único de Saúde. A escola, entretanto, ocupa uma posição estratégica para perceber alterações de comportamento, acolher o estudante e encaminhá-lo à rede de proteção.

Essa compreensão ganhou novo peso em 2026. A Lei Federal 15.413 incluiu no Estatuto da Criança e do Adolescente o direito de crianças e adolescentes a programas de saúde mental promovidos pelo SUS. A norma determina atendimento psicossocial básico e especializado, assistência de urgência e formação permanente dos profissionais responsáveis pela identificação de sinais de risco.

O avanço legal cria uma obrigação nacional, mas sua efetividade dependerá da articulação entre escolas, unidades básicas de saúde, Centros de Atenção Psicossocial, assistência social, conselhos tutelares e famílias.

Na prática, o desafio é impedir que o estudante seja simplesmente encaminhado de um serviço para outro sem receber atendimento. Uma política eficiente precisa definir fluxos, responsáveis, prazos e formas de acompanhamento.

Experiência de gestão amplia a responsabilidade

Entre 2021 e 2026, Ferreirinha comandou uma das maiores redes municipais de ensino do país. A experiência administrativa acrescentou uma dimensão prática à atuação legislativa: gerir uma rede com centenas de milhares de alunos significa lidar diariamente com situações de vulnerabilidade, conflitos familiares, violência, inclusão e dificuldades de aprendizagem.

Essa trajetória não autoriza atribuir a uma única pessoa todo o trabalho realizado pela rede. Resultados educacionais dependem de professores, gestores escolares, equipes técnicas, profissionais de apoio e das demais áreas do poder público.

Mas a combinação entre mandato parlamentar e gestão executiva oferece a Ferreirinha uma visão relevante sobre a distância existente entre aprovar uma lei e fazer a política funcionar na rotina de uma escola.

O que essa experiência pode representar em Brasília

Como candidato a deputado federal, Ferreirinha pode transformar esse histórico em uma agenda nacional de saúde mental ligada à educação. Isso não significa que todas as medidas abaixo já sejam projetos formalmente apresentados por ele. Trata-se das frentes em que um parlamentar federal pode atuar a partir da experiência acumulada:

  • ampliar recursos para a Rede de Atenção Psicossocial e para programas voltados a crianças e adolescentes;
  • apoiar a formação de professores e gestores para identificar sinais de risco sem transformar educadores em profissionais clínicos;
  • criar parâmetros nacionais para protocolos de acolhimento e encaminhamento;
  • fiscalizar a implementação do direito ao atendimento previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente;
  • fortalecer a integração entre educação, saúde e assistência social;
  • exigir indicadores públicos que permitam avaliar se certificações e programas produzem resultados concretos.

O Congresso também pode aperfeiçoar propostas que discutem a criação de um Selo Escola Amiga da Saúde Mental em âmbito nacional. A experiência fluminense ajuda a mostrar tanto o potencial quanto os limites desse modelo.

Saúde mental não pode aparecer somente na emergência

A maior dificuldade das políticas de saúde mental é vencer a lógica da reação tardia. Muitas vezes, a rede pública só é acionada quando o sofrimento já se transformou em crise.

Prevenção exige ambientes escolares seguros, combate ao bullying, formação permanente, escuta qualificada, diálogo com as famílias e acesso rápido ao atendimento especializado. Também exige cuidado com professores e demais profissionais da educação, que convivem com sobrecarga, violência e pressão por resultados.

Ao colocar o tema em leis voltadas às escolas e às empresas, Ferreirinha ajudou a abrir uma discussão necessária sobre inclusão e responsabilidade institucional. O próximo passo é mais exigente: transformar reconhecimento em política monitorada, com orçamento, profissionais e atendimento real.

Na véspera de uma eleição em que Ferreirinha disputa uma cadeira na Câmara dos Deputados, esse aspecto de sua trajetória revela uma pauta que vai além dos indicadores tradicionais da educação.

Uma escola preparada para ensinar também precisa estar preparada para acolher. E uma política pública só cumpre sua função quando o pedido de ajuda encontra uma porta aberta — antes que se transforme em emergência.

Fontes consultadas