Mostrando postagens com marcador educação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador educação. Mostrar todas as postagens

domingo, 4 de outubro de 2026

Ferreirinha é eleito deputado federal com 93.504 votos e conquista mandato próprio em Brasília


Ex-secretário de Educação do Rio mais que dobra a votação obtida em 2022 e transforma uma trajetória marcada pela gestão pública e pela defesa da educação em vitória nas urnas

Renan Ferreirinha foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro nas eleições realizadas neste domingo, 4 de outubro. Candidato pelo PSD com o número 5521, ele recebeu 93.504 votos, equivalentes a 1,06% dos votos válidos, e garantiu uma das 46 cadeiras destinadas ao estado na Câmara dos Deputados.

O resultado representa um avanço expressivo em sua trajetória eleitoral. Em 2022, Ferreirinha havia recebido 40.540 votos e terminado a disputa como segundo suplente. Quatro anos depois, conquistou 52.964 votos a mais, crescimento superior a 130%, e alcançou um mandato próprio na Câmara.

Ferreirinha chegou a exercer brevemente o mandato federal como suplente durante a atual legislatura. A vitória de 2026, porém, muda sua posição política: a partir de 2027, ele chegará a Brasília respaldado diretamente pelas urnas para cumprir um mandato completo.

Uma vitória construída pela educação

A campanha de Ferreirinha apresentou como principal credencial o trabalho desenvolvido à frente da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro entre 2021 e 2026.

Durante o período, ele comandou uma rede com aproximadamente 586 mil estudantes e mais de 1.500 unidades escolares. A gestão ficou marcada pela recuperação da aprendizagem após a pandemia, pela ampliação da educação em tempo integral, pela criação dos Ginásios Educacionais Tecnológicos e pelo combate ao abandono escolar.

O Rio chegou à marca de 300 GETs, modelo que combina jornada ampliada, cultura maker, programação, ciências, audiovisual e novas tecnologias. A rede também registrou avanço no Ideb dos anos iniciais, que passou de 5,4 para 6,2 no ciclo associado à sua gestão.

Outro ponto de grande repercussão foi a restrição ao uso de celulares durante todo o horário escolar. A experiência implementada no Rio ganhou dimensão nacional quando Ferreirinha, já na Câmara como suplente, relatou o projeto que originou a Lei Federal 15.100/2025, responsável por levar a medida às escolas públicas e privadas do país.

Das políticas locais para uma agenda nacional

A vitória abre caminho para que Ferreirinha transforme experiências testadas em uma grande rede municipal em propostas de alcance nacional.

Entre os temas associados à sua atuação estão a ampliação da educação integral, o fortalecimento do Fundeb, a primeira infância, a valorização dos profissionais da educação, a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital e o enfrentamento à publicidade das apostas.

Ferreirinha também apresentou propostas relacionadas à idade mínima para contas individuais em redes sociais abertas e à proteção de professores e demais trabalhadores da educação. Parte dessas matérias ainda depende de tramitação e aprovação no Congresso.

Com o mandato conquistado nas urnas, ele passa a ter condições políticas mais sólidas para participar das comissões permanentes, apresentar projetos, propor emendas ao orçamento, fiscalizar programas federais e articular políticas entre União, estados e municípios.

Mais que o dobro dos votos

O salto de 40.540 votos, em 2022, para 93.504, em 2026, mostra que Ferreirinha ampliou significativamente sua base eleitoral.

A votação também sinaliza o reconhecimento de uma candidatura construída em torno de resultados administrativos mensuráveis. Em vez de apresentar apenas promessas, a campanha buscou mostrar políticas já implementadas, indicadores educacionais e experiências que podem ser avaliadas pela sociedade.

Esse crescimento não elimina os desafios. A atuação de Ferreirinha será acompanhada pela capacidade de transformar o capital político conquistado nas urnas em entregas concretas, formação de alianças e recursos para o Rio de Janeiro.

Um novo capítulo em Brasília

A eleição coloca Ferreirinha entre os representantes fluminenses que assumirão a nova legislatura da Câmara dos Deputados em 2027.

O resultado encerra uma etapa marcada pela condição de suplente e inicia outra, com responsabilidade direta sobre um mandato conferido por 93.504 eleitores.

Para quem acompanhou sua trajetória desde a mobilização social pela educação, passando pela Assembleia Legislativa e pela gestão da maior rede municipal de ensino do país, a vitória representa a chegada a um novo patamar político.

Agora, o desafio será fazer com que a experiência construída no Rio se converta em políticas capazes de alcançar estudantes, professores e famílias de todo o Brasil.

Ferreirinha venceu nas urnas com uma mensagem centrada na educação. A partir de 2027, terá a oportunidade — e a responsabilidade — de transformar essa confiança em trabalho no Congresso Nacional.

Fontes

Enem 2026: citação decorada pode prejudicar sua nota na redação, alerta Inep


Cartilha oficial explica os critérios de avaliação e apresenta textos comentados para ajudar os estudantes na preparação.

Uma frase famosa pode parecer um bom começo para a redação, mas precisa contribuir para o argumento. Na preparação para o Enem 2026, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) alerta para o chamado “repertório de bolso”: referências memorizadas e utilizadas de forma genérica, sem conexão efetiva com o tema.

Segundo a orientação oficial, inserir uma citação automaticamente ou forçar sua presença no texto pode prejudicar a compreensão da proposta e a aplicação de conhecimentos à discussão.

A referência precisa ajudar a explicar o problema

Livros, filmes e acontecimentos históricos podem integrar a redação. O estudante deve selecionar referências pertinentes e explicar como elas sustentam seu argumento.

Em um exemplo hipotético, mencionar uma obra sobre desigualdade social só fortaleceria o texto se o participante explicasse sua relação com o problema apresentado. Apenas citar o título ou o autor deixaria essa conexão por construir.

Na prática, uma pergunta útil durante a revisão é: o que essa referência ajuda a demonstrar no meu texto?

O que os corretores avaliam

A redação exige um texto dissertativo-argumentativo, com até 30 linhas. A avaliação considera cinco competências:

  1. Domínio da escrita formal da língua portuguesa.

  2. Compreensão do tema e desenvolvimento da estrutura exigida.

  3. Organização de informações e argumentos para defender um ponto de vista.

  4. Uso de recursos linguísticos que conectem as ideias.

  5. Proposta de intervenção que respeite os direitos humanos.

Cada competência vale até 200 pontos, totalizando até 1.000.

Esses critérios ajudam a orientar o estudo: o repertório deve participar de uma argumentação coerente, acompanhado de linguagem adequada, organização e uma proposta relacionada ao problema discutido.

Como aproveitar a cartilha na preparação

A edição de 2026 apresenta redações de participantes do Enem 2025 com comentários pedagógicos. O material permite observar como os autores desenvolveram o tema, organizaram seus argumentos e construíram suas propostas.

Também estão disponíveis versões com orientações específicas para participantes com dislexia, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e surdez ou deficiência auditiva.

Como exercício de estudo, escolha um dos textos comentados e identifique a tese, os argumentos e a função de cada referência. Depois, faça essa mesma leitura crítica em uma redação sua.

Quando será a prova

O Enem 2026 está marcado para 8 e 15 de novembro. A redação será aplicada no primeiro domingo, junto às provas de linguagens e ciências humanas.

Serviço: consulte gratuitamente a Cartilha da Redação do Enem 2026 no portal do Inep.

sábado, 3 de outubro de 2026

Quando o aluno pede ajuda em silêncio: lei de Ferreirinha antecipou uma urgência que chegou às escolas


Coautor do Selo Escola Amiga da Saúde Mental, candidato a deputado federal reúne experiência legislativa e de gestão; desafio nacional é transformar reconhecimento institucional em prevenção, formação de profissionais e acesso efetivo ao cuidado

Nem todo pedido de ajuda é feito em voz alta. Dentro das escolas, mudanças de comportamento, isolamento, queda repentina no rendimento, crises de ansiedade, automutilação e faltas frequentes podem revelar sofrimentos que ultrapassam os limites da sala de aula.

O tema ganhou urgência diante dos números mais recentes. Segundo levantamento divulgado pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro com dados da Secretaria de Estado de Saúde, as 27 UPAs estaduais realizaram 169.838 atendimentos relacionados à saúde mental entre 2023 e 2025. O total anual passou de 50.624 para 64.400 no período, crescimento aproximado de 27%.

No cenário nacional, o Atlas da Violência 2026 apontou que a taxa de internações por lesões autoprovocadas entre pessoas de 10 a 19 anos aumentou 73% em uma década, passando de 3,7 para 6,4 casos por 100 mil habitantes entre 2014 e 2024.

É nesse contexto que uma parte menos conhecida da trajetória de Renan Ferreirinha, candidato a deputado federal pelo PSD, volta a ganhar relevância. Antes de comandar a Secretaria Municipal de Educação do Rio, Ferreirinha participou da criação de leis estaduais voltadas à inclusão e à promoção da saúde mental em escolas e ambientes de trabalho.

Uma lei para reconhecer escolas comprometidas com a inclusão

Em 2019, quando exercia mandato na Assembleia Legislativa, Ferreirinha apresentou com a deputada Lucinha o projeto que deu origem à Lei Estadual 9.250/2021, responsável pela criação do Selo Escola Amiga da Saúde Mental.

A legislação prevê o reconhecimento de instituições de ensino que comprovem ações de inclusão social de pessoas com transtornos mentais e com Transtorno do Espectro Autista. Entre seus objetivos estão a conscientização das famílias e da sociedade, a humanização das relações, a prevenção ao suicídio e a promoção da saúde mental.

O selo tem validade de dois anos e pode ser renovado após nova avaliação. A fiscalização dos critérios cabe à Secretaria de Estado de Educação, que também pode cancelar a autorização quando a escola deixa de cumprir as exigências.

O ponto central da lei é colocar a saúde mental dentro da responsabilidade institucional da escola. A proposta rompe com a ideia de que o sofrimento emocional deve ser enfrentado exclusivamente pelo estudante e por sua família.

Ao mesmo tempo, é necessário reconhecer os limites do instrumento: um selo não substitui atendimento psicológico, rede pública de saúde, profissionais capacitados ou protocolos de acolhimento. Seu valor depende da regulamentação, da fiscalização e da existência de práticas verificáveis dentro das instituições reconhecidas.

A preocupação também chegou ao ambiente de trabalho

Ferreirinha e Lucinha também são autores da Lei Estadual 8.613/2019, que criou o Selo Empresa Amiga da Saúde Mental no Rio de Janeiro.

Nesse caso, a certificação é direcionada a empresas que contribuam para a inclusão de pessoas com deficiências mentais em seus quadros ou entre os trabalhadores terceirizados. A lei exige ações de valorização, aperfeiçoamento e humanização das relações de trabalho.

As duas legislações revelam uma linha de atuação que atravessa diferentes etapas da vida: a inclusão dentro da escola e a construção de oportunidades no mercado de trabalho.

Não se trata de afirmar que essas leis, isoladamente, resolveram o problema. A ausência de informações públicas consolidadas sobre o número de instituições certificadas e os efeitos produzidos dificulta uma avaliação completa da implementação. Esse é justamente um dos desafios das políticas baseadas em selos: sem metas, indicadores e transparência, o reconhecimento pode perder força e se tornar apenas simbólico.

A escola não é consultório, mas não pode ignorar os sinais

Professores e gestores não devem substituir psicólogos, psiquiatras ou equipes do Sistema Único de Saúde. A escola, entretanto, ocupa uma posição estratégica para perceber alterações de comportamento, acolher o estudante e encaminhá-lo à rede de proteção.

Essa compreensão ganhou novo peso em 2026. A Lei Federal 15.413 incluiu no Estatuto da Criança e do Adolescente o direito de crianças e adolescentes a programas de saúde mental promovidos pelo SUS. A norma determina atendimento psicossocial básico e especializado, assistência de urgência e formação permanente dos profissionais responsáveis pela identificação de sinais de risco.

O avanço legal cria uma obrigação nacional, mas sua efetividade dependerá da articulação entre escolas, unidades básicas de saúde, Centros de Atenção Psicossocial, assistência social, conselhos tutelares e famílias.

Na prática, o desafio é impedir que o estudante seja simplesmente encaminhado de um serviço para outro sem receber atendimento. Uma política eficiente precisa definir fluxos, responsáveis, prazos e formas de acompanhamento.

Experiência de gestão amplia a responsabilidade

Entre 2021 e 2026, Ferreirinha comandou uma das maiores redes municipais de ensino do país. A experiência administrativa acrescentou uma dimensão prática à atuação legislativa: gerir uma rede com centenas de milhares de alunos significa lidar diariamente com situações de vulnerabilidade, conflitos familiares, violência, inclusão e dificuldades de aprendizagem.

Essa trajetória não autoriza atribuir a uma única pessoa todo o trabalho realizado pela rede. Resultados educacionais dependem de professores, gestores escolares, equipes técnicas, profissionais de apoio e das demais áreas do poder público.

Mas a combinação entre mandato parlamentar e gestão executiva oferece a Ferreirinha uma visão relevante sobre a distância existente entre aprovar uma lei e fazer a política funcionar na rotina de uma escola.

O que essa experiência pode representar em Brasília

Como candidato a deputado federal, Ferreirinha pode transformar esse histórico em uma agenda nacional de saúde mental ligada à educação. Isso não significa que todas as medidas abaixo já sejam projetos formalmente apresentados por ele. Trata-se das frentes em que um parlamentar federal pode atuar a partir da experiência acumulada:

  • ampliar recursos para a Rede de Atenção Psicossocial e para programas voltados a crianças e adolescentes;
  • apoiar a formação de professores e gestores para identificar sinais de risco sem transformar educadores em profissionais clínicos;
  • criar parâmetros nacionais para protocolos de acolhimento e encaminhamento;
  • fiscalizar a implementação do direito ao atendimento previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente;
  • fortalecer a integração entre educação, saúde e assistência social;
  • exigir indicadores públicos que permitam avaliar se certificações e programas produzem resultados concretos.

O Congresso também pode aperfeiçoar propostas que discutem a criação de um Selo Escola Amiga da Saúde Mental em âmbito nacional. A experiência fluminense ajuda a mostrar tanto o potencial quanto os limites desse modelo.

Saúde mental não pode aparecer somente na emergência

A maior dificuldade das políticas de saúde mental é vencer a lógica da reação tardia. Muitas vezes, a rede pública só é acionada quando o sofrimento já se transformou em crise.

Prevenção exige ambientes escolares seguros, combate ao bullying, formação permanente, escuta qualificada, diálogo com as famílias e acesso rápido ao atendimento especializado. Também exige cuidado com professores e demais profissionais da educação, que convivem com sobrecarga, violência e pressão por resultados.

Ao colocar o tema em leis voltadas às escolas e às empresas, Ferreirinha ajudou a abrir uma discussão necessária sobre inclusão e responsabilidade institucional. O próximo passo é mais exigente: transformar reconhecimento em política monitorada, com orçamento, profissionais e atendimento real.

Na véspera de uma eleição em que Ferreirinha disputa uma cadeira na Câmara dos Deputados, esse aspecto de sua trajetória revela uma pauta que vai além dos indicadores tradicionais da educação.

Uma escola preparada para ensinar também precisa estar preparada para acolher. E uma política pública só cumpre sua função quando o pedido de ajuda encontra uma porta aberta — antes que se transforme em emergência.

Fontes consultadas

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Estudos alertam: pessoas podem estar entregando o próprio raciocínio à inteligência artificial


A inteligência artificial promete economizar tempo, organizar informações e ajudar na tomada de decisões. Mas uma série de estudos recentes levanta uma preocupação: ao delegar tarefas mentais às máquinas com frequência, parte dos usuários pode estar deixando de exercitar o próprio raciocínio.

O fenômeno é chamado de “terceirização cognitiva” ou “dependência cognitiva”. Ele ocorre quando uma pessoa deixa de analisar, comparar e questionar uma informação porque espera que a inteligência artificial faça esse trabalho por ela.

IA melhora o resultado imediato, mas pode enfraquecer a autonomia

Um estudo conduzido pelo MIT Media Lab acompanhou 67 pessoas durante quatro semanas em tarefas de identificação de notícias falsas.

Durante as atividades com auxílio de um chatbot, os participantes foram 21% mais precisos na identificação de desinformação. O problema apareceu quando a ferramenta foi retirada.

Ao final do período, o desempenho sem a IA caiu 15 pontos percentuais em relação ao início do experimento. Cerca de um quinto dos participantes também passou a apresentar um comportamento descrito pelos pesquisadores como aceitação mais passiva das respostas do sistema.

Em outras palavras, a IA ajudava a resolver o problema naquele momento, mas nem sempre contribuía para que a pessoa aprendesse a resolvê-lo sozinha.

O estudo teve limitações importantes, como o número reduzido de participantes, o período curto de acompanhamento e a concentração da amostra nos Estados Unidos e no Reino Unido. Os resultados, portanto, não significam que toda utilização de inteligência artificial provoque perda de capacidade crítica.

Confiança excessiva reduz o esforço de verificação

Outra pesquisa, publicada na conferência CHI 2025 por pesquisadores da Microsoft Research e da Carnegie Mellon University, analisou 319 profissionais e 936 exemplos reais de uso de inteligência artificial no trabalho.

O levantamento identificou uma relação entre a confiança depositada na IA e a quantidade de pensamento crítico empregado na tarefa. Quanto maior a confiança no sistema, menor tendia a ser o esforço de análise relatado pelos participantes.

A pesquisa também mostrou que o pensamento crítico não desaparece necessariamente. Ele pode mudar de função: em vez de elaborar a resposta desde o início, o usuário passa a verificar o conteúdo, integrar a resposta ao trabalho e supervisionar o resultado.

O risco surge quando essa supervisão também é abandonada.

O problema não é usar IA. É parar de pensar

Estudos sobre ferramentas digitais mostram que o chamado “descarregamento cognitivo” não é automaticamente negativo. Em determinadas situações, deixar uma tarefa mecânica para a tecnologia pode liberar tempo e energia para atividades mais complexas.

Uma pesquisa publicada em 2026 na Frontiers in Psychology encontrou resultados mais equilibrados: o uso de ferramentas digitais esteve associado a autoconfiança cognitiva, persistência e aprendizagem mais profunda quando os usuários continuavam envolvidos no processo.

A diferença está na forma de uso.

A IA pode funcionar como uma tutora, ajudando a apresentar argumentos, apontar contradições e fazer perguntas. Mas também pode se transformar em uma muleta, entregando respostas prontas que o usuário aceita sem conferir.

Como usar inteligência artificial sem terceirizar o raciocínio

Especialistas recomendam algumas práticas simples:

  • Tente formular uma hipótese antes de pedir a resposta à IA;

  • Solicite argumentos contrários e possíveis erros;

  • Confira informações importantes em fontes independentes;

  • Não trate uma resposta bem escrita como prova de que ela está correta;

  • Reescreva o resultado com suas próprias palavras;

  • Em temas sensíveis, consulte documentos oficiais e profissionais qualificados.

A discussão não é sobre abandonar a inteligência artificial. É sobre impedir que a conveniência substitua capacidades que continuam essenciais: interpretar, duvidar, comparar evidências e tomar decisões.

A pergunta mais importante talvez não seja se a IA consegue pensar.

É se, ao usá-la todos os dias, ainda estamos pensando por conta própria.

sábado, 29 de agosto de 2026

Arraiá das Gerações reúne cerca de 700 pessoas e transforma aniversário de Emanoel Fernandes em demonstração de força popular em Cabo Frio


Celebração dos 53 anos do ex-vereador lotou o Hotel Nanuque, reuniu lideranças de toda a cidade e reafirmou uma trajetória construída ao lado de Cris Fernandes; presença de Marco Figueiredo e participação de Renan Ferreirinha apontaram para um novo ciclo político

O que aconteceu na noite desta sexta-feira, 28 de agosto, no Hotel Nanuque, em Cabo Frio, foi muito maior do que uma festa de aniversário. O Arraiá das Gerações transformou a celebração dos 53 anos de Emanoel Fernandes em um grande encontro de histórias, afetos, gratidão e força popular.

Segundo a organização, cerca de 700 pessoas passaram pelo evento ao longo da noite. O público reuniu familiares, amigos, lideranças comunitárias de todas as regiões da cidade, representantes políticos e idosos atendidos por políticas e equipamentos públicos implantados durante a trajetória de Emanoel e de sua esposa, Cris Fernandes.

O pátio tomado por diferentes gerações resumiu, em uma única imagem, o significado da festa: havia ali crianças, jovens, adultos e idosos unidos não apenas para cantar parabéns, mas para reconhecer uma história de mais de três décadas de trabalho público em Cabo Frio.

Uma festa com o rosto de Cabo Frio

O Arraiá das Gerações não foi um encontro restrito a autoridades ou grupos políticos. A presença de moradores de diferentes bairros deu à celebração um caráter popular e revelou a capacidade de articulação construída por Emanoel ao longo dos anos.

Vereador por dois mandatos, Emanoel Fernandes consolidou sua liderança por meio da presença constante nas comunidades, da escuta e da participação direta na vida pública da cidade. Atualmente, coordena em Cabo Frio a campanha de Renan Ferreirinha para deputado federal e de Marco Figueiredo para deputado estadual.

Mas a dimensão alcançada pelo evento não pode ser compreendida apenas pela política eleitoral. A mobilização vista no Hotel Nanuque foi resultado de relações construídas ao longo do tempo. Muitos dos presentes acompanharam Emanoel em diferentes fases de sua vida pública; outros foram alcançados por projetos, serviços e equipamentos implantados na cidade durante esse período.

Não foi uma plateia formada de última hora. Foi o reencontro de uma trajetória com as pessoas que ajudaram a construí-la.


Emanoel e Cris: uma história dedicada às pessoas

Falar da caminhada de Emanoel Fernandes também significa reconhecer o trabalho desenvolvido ao lado de Cris Fernandes.

Gerontóloga e referência na defesa dos direitos da pessoa idosa, Cris ocupou por duas vezes a Secretaria da Melhor Idade de Cabo Frio e esteve à frente de uma experiência considerada pioneira em toda a Região dos Lagos. O trabalho do casal contribuiu para colocar o envelhecimento, a autonomia e a qualidade de vida da população idosa no centro das políticas públicas municipais.

Ao longo de aproximadamente 30 anos, Emanoel e Cris participaram da construção de uma rede que acolheu milhares de pessoas, criou espaços de convivência e ajudou a combater o isolamento social de quem, muitas vezes, se tornava invisível para o poder público.

A forte presença de idosos no Arraiá das Gerações foi, por isso, uma das imagens mais simbólicas da noite. Eram pessoas que não estavam ali apenas como convidadas de uma festa, mas como testemunhas vivas de um trabalho que deixou marcas concretas na cidade.

O reconhecimento demonstrado no evento reforçou uma verdade difícil de fabricar artificialmente: liderança popular não nasce apenas de discursos. Ela é construída com presença, memória, serviço e vínculo humano.

Marco Figueiredo: uma amizade construída no trabalho

Entre as presenças mais importantes da noite esteve o candidato a deputado estadual Marco Figueiredo, amigo da família Fernandes há muitos anos.

A relação entre Marco e Emanoel não começou nesta eleição. Os dois trabalharam juntos na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro em pautas importantes para Cabo Frio e para toda a Região dos Lagos.

Entre essas iniciativas estão os trabalhos voltados à defesa da pessoa idosa e as ações relacionadas à recuperação da Laguna de Araruama. Registros da própria Alerj confirmam que Marco presidiu uma comissão criada para acompanhar e assegurar os direitos sociais dos idosos, além de promover sua integração com a sociedade. A instalação da comissão ocorreu em 2018.

Marco também presidiu a comissão especial dedicada à despoluição da Lagoa de Araruama, tema que segue decisivo para o desenvolvimento ambiental, econômico e turístico da Região dos Lagos. A continuidade dos trabalhos dessa comissão consta dos registros oficiais da Assembleia Legislativa.

Sua presença no Arraiá das Gerações, portanto, não representou uma aproximação circunstancial. Foi o reencontro público de pessoas que já dividiram responsabilidades, projetos e compromissos institucionais.

Ferreirinha participa por videochamada e reforça parceria

Mesmo sem estar fisicamente em Cabo Frio, Renan Ferreirinha participou da celebração por videochamada e enviou seu abraço a Emanoel. O gesto reforçou uma articulação que aproxima a experiência local construída pelo casal Fernandes de uma atuação política com alcance federal.

Ferreirinha ganhou projeção nacional na área da educação e teve papel central na aprovação da legislação que restringiu o uso de celulares nas escolas. Para manter a precisão: ele foi relator, na Câmara dos Deputados, do projeto que resultou na Lei nº 15.100/2025, conforme os registros oficiais do Congresso.

Agora, o candidato a deputado federal também é autor do Projeto de Lei nº 330/2026, que propõe impedir que menores de 16 anos mantenham contas em redes sociais de acesso aberto. A autoria e a tramitação constam da ficha oficial da Câmara dos Deputados.

São pautas que dialogam diretamente com as preocupações das famílias: aprendizagem, saúde emocional, proteção das crianças e responsabilidade das grandes plataformas digitais.

Uma construção política com raízes e capacidade de realização

A principal mensagem política do Arraiá das Gerações não esteve apenas nos discursos ou nas presenças. Ela surgiu da combinação de trajetórias complementares.

De um lado, Emanoel e Cris Fernandes, com conhecimento profundo de Cabo Frio, presença nos bairros, experiência na gestão pública e uma história especialmente ligada à população idosa.

De outro, Marco Figueiredo, com experiência parlamentar, atuação em pautas sociais e ambientais e conhecimento das estruturas do Estado do Rio de Janeiro.

E, completando essa construção, Renan Ferreirinha, com atuação federal, protagonismo na educação e capacidade de levar ao Congresso debates que afetam diretamente crianças, jovens e famílias.

Essa articulação pode abrir caminhos para que demandas antigas de Cabo Frio deixem de ser tratadas de maneira isolada. Políticas para a pessoa idosa, recuperação ambiental, educação, qualificação profissional, proteção da juventude e fortalecimento dos equipamentos públicos exigem conexão entre município, Estado e União.

Emanoel conhece o território. Cris conhece profundamente as políticas para o envelhecimento. Marco conhece os caminhos do Estado. Ferreirinha conhece os caminhos da educação e do Congresso Nacional.

Se essa união for transformada em planejamento, compromisso e ação, Cabo Frio poderá recuperar políticas que deram resultado, ampliar projetos abandonados e construir respostas novas para desafios que mudaram com o tempo.

Aos 53 anos, Emanoel celebra o passado olhando para o futuro

O aniversário de Emanoel Fernandes terminou com o peso simbólico de um reencontro entre história e futuro.

A noite celebrou um homem público, mas também reconheceu o trabalho de um casal que dedicou parte significativa da própria vida à cidade. Celebrou amizades antigas, reuniu gerações e demonstrou que ainda existe espaço para uma política construída com proximidade, memória e participação popular.

As cerca de 700 pessoas que passaram pelo Hotel Nanuque não representaram apenas um número expressivo. Representaram bairros, famílias, amizades, histórias e diferentes gerações que, em algum momento, cruzaram o caminho de Emanoel e Cris Fernandes.

O Arraiá das Gerações deixou um recado contundente: o trabalho realizado não foi esquecido — e a esperança em relação ao que ainda pode ser construído permanece viva.

Ao lado de Marco Figueiredo e Renan Ferreirinha, Emanoel inicia uma nova etapa de sua trajetória política com raízes profundas em Cabo Frio e com a possibilidade de transformar experiência local em uma articulação capaz de gerar resultados para toda a cidade.

Mais do que celebrar 53 anos de vida, a festa mostrou que há histórias que não terminam quando as bandeirinhas são retiradas e as luzes se apagam.

Algumas histórias estão apenas se preparando para um novo capítulo.

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Ferreirinha diz que escola disputa jovens com o crime e defende expansão do ensino integral no Rio


Em entrevista ao Diário do Rio, candidato a deputado federal relaciona educação, segurança pública e geração de oportunidades; ex-secretário também defende fortalecimento da Faetec, combate à evasão e restrição das redes sociais para menores de 16 anos

Para o candidato a deputado federal Renan Ferreirinha, a disputa contra o crime organizado não acontece apenas por meio de operações policiais. Ela também ocorre diariamente dentro das escolas, quando crianças e adolescentes encontram educação de qualidade, alimentação, proteção social e uma perspectiva concreta de futuro.

A avaliação foi apresentada durante uma entrevista de aproximadamente 53 minutos ao Diário do Rio, na qual o ex-secretário municipal de Educação da capital fluminense falou sobre sua trajetória, os resultados alcançados na rede carioca e as propostas que pretende levar ao debate estadual e nacional.

“A escola compete com o crime organizado”, afirmou Ferreirinha em um dos momentos centrais da conversa. Segundo ele, o ambiente escolar também disputa a permanência dos estudantes com o trabalho infantil, a gravidez precoce, a evasão e a falta de oportunidades profissionais.

O candidato defende que a educação seja compreendida não apenas como transmissão de conhecimento, mas como uma política integrada de segurança pública, mobilidade social, alimentação, proteção da infância e desenvolvimento econômico.

Da escola pública em São Gonçalo à gestão da maior rede municipal do país

Nascido e criado em São Gonçalo, Ferreirinha contou que sua trajetória foi transformada pelas oportunidades que encontrou na educação pública. Ainda adolescente, saía de casa de madrugada para estudar no Colégio Militar do Rio de Janeiro, na Tijuca.

Posteriormente, conseguiu uma bolsa integral por necessidade financeira para estudar Economia e Ciência Política na Universidade Harvard, nos Estados Unidos. Durante a graduação, participou da criação de movimentos voltados à educação, ao engajamento cívico e à renovação política.

Ferreirinha afirmou que recusou oportunidades profissionais no exterior para retornar ao Brasil e tentar fazer com que sua história educacional deixasse de ser uma exceção.

Em 2018, foi eleito deputado estadual. Em janeiro de 2021, assumiu a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, onde permaneceu, com interrupções para o exercício parlamentar e para o período eleitoral de 2022, até março de 2026.

Na entrevista, ele procura se apresentar como uma combinação de político e gestor. Para Ferreirinha, conhecimento técnico e legitimidade eleitoral não devem ser tratados como caminhos opostos: a política pública depende da capacidade de gestão, mas também do voto e da construção democrática.

Ensino integral como estratégia de proteção

Uma das principais propostas defendidas por Ferreirinha é a expansão da educação em tempo integral para a rede estadual.

Ele argumenta que, em países que fizeram da educação uma prioridade, permanecer na escola durante todo o dia não é uma modalidade excepcional, mas parte do funcionamento regular do sistema de ensino.

Durante sua passagem pela Secretaria de Educação, a Prefeitura do Rio ampliou o número de alunos matriculados em jornada integral. Ferreirinha afirmou que o percentual teria chegado a aproximadamente 56% da rede no momento de sua saída.

O candidato também destacou a implantação dos Ginásios Educacionais Tecnológicos, os GETs. O modelo combina jornada ampliada, ciências, tecnologia, engenharia, matemática, artes, programação, audiovisual e atividades práticas realizadas em espaços de cultura maker.

Segundo Ferreirinha, a rede carioca já alcançava aproximadamente 320 GETs na ocasião da entrevista. O balanço oficial publicado em março registrava a inauguração da unidade de número 300, com cerca de 125 mil estudantes atendidos e a meta de chegar a 350 unidades até o fim de 2026. A previsão da Prefeitura é alcançar 500 GETs em 2028. Confira o balanço da Secretaria Municipal de Educação.

Os números representam escolas implantadas ou convertidas para o modelo tecnológico, e não necessariamente a construção de centenas de novos prédios escolares.

Ferreirinha define os GETs como uma atualização dos antigos Centros Integrados de Educação Pública. Em sua avaliação, o modelo pode ser adaptado para a rede estadual, especialmente no ensino médio, aproximando a formação dos jovens da ciência, da tecnologia e do mercado de trabalho.

Defesa da Faetec e da formação para o emprego

O candidato também fez críticas ao enfraquecimento da educação profissional no Estado do Rio e defendeu a recuperação da Fundação de Apoio à Escola Técnica, a Faetec.

Ferreirinha recordou que, durante sua juventude em São Gonçalo, estudar em uma unidade da Faetec era considerado um caminho importante para conseguir qualificação e entrar no mercado de trabalho. Para ele, essa perspectiva foi enfraquecida pela falta de investimentos e de prioridade política.

Embora destaque que a educação é um direito fundamental, o candidato rejeita a ideia de que as escolas não devam dialogar com a geração de emprego e renda.

Na avaliação de Ferreirinha, muitos jovens deixam de enxergar sentido nos estudos porque não identificam uma conexão entre o conteúdo escolar e as oportunidades que encontrarão no futuro. Por isso, ele defende a ampliação do ensino técnico, da educação integral e de currículos capazes de despertar maior interesse.

O candidato citou experiências desenvolvidas em Goiás, Espírito Santo e Piauí para sustentar que políticas educacionais consistentes podem avançar sob governos de diferentes orientações ideológicas.

Alfabetização baseada em acompanhamento permanente

Ao falar sobre alfabetização e recuperação da aprendizagem, Ferreirinha apresentou quatro pilares adotados pela Secretaria Municipal de Educação.

O primeiro foi a criação de um material pedagógico próprio, o Rioeduca, com conteúdos relacionados aos bairros, à cultura e às diferentes realidades sociais e raciais da cidade.

O segundo pilar foi a implantação de avaliações diagnósticas periódicas. De acordo com o ex-secretário, as provas não deveriam servir apenas para classificar escolas, mas para identificar as habilidades já desenvolvidas por cada estudante e as dificuldades que ainda precisavam ser enfrentadas.

A formação continuada dos professores foi apresentada como o terceiro eixo. O quarto foi a Gestão de Resultados da Aprendizagem, sistema que permite acompanhar o desenvolvimento dos alunos e definir metas pedagógicas para escolas, turmas e diferentes etapas de ensino.

Ferreirinha também mencionou programas de mentoria nos quais escolas com melhores resultados compartilham práticas com unidades que enfrentam dificuldades. Na entrevista, ele afirmou que o percentual de crianças alfabetizadas na idade adequada teria chegado a 67%.

Apesar do avanço, reconheceu que ainda existe um grupo expressivo de estudantes que não aprende a ler e escrever no período esperado e que a alfabetização precisa continuar sendo uma prioridade permanente.

Evasão escolar e busca ativa

Outro programa destacado foi o Bora Pra Escola, voltado ao enfrentamento da evasão e do abandono escolar.

Ferreirinha explicou que o antigo sistema de frequência dependia de registros em papel que demoravam meses para chegar à administração central. A digitalização passou a permitir que as faltas fossem informadas diariamente.

Com esses dados, a escola pode identificar ausências recorrentes, procurar os responsáveis e compreender se o estudante enfrenta problemas de transporte, saúde, trabalho infantil, violência ou dificuldades familiares.

O candidato relaciona a busca ativa à prevenção da criminalidade. Ele ressalta que abandonar os estudos não significa necessariamente ingressar no crime, mas considera a evasão uma das condições que aumentam a vulnerabilidade de adolescentes e jovens.

Na entrevista, Ferreirinha também destacou que a escola cumpre funções que ultrapassam o ensino. Para muitas crianças, ela garante a principal refeição do dia, acesso a profissionais preparados, convivência social e proteção diante de diferentes formas de violência.

Pandemia deixou uma geração marcada

Ferreirinha reconheceu que as consequências do fechamento das escolas durante a pandemia ainda não foram inteiramente superadas.

Segundo ele, as maiores dificuldades atingiram as crianças que estavam no período de alfabetização, uma etapa que exige acompanhamento próximo e intervenção constante do professor.

Embora defenda a utilização de recursos tecnológicos, Ferreirinha considera o educador insubstituível como mediador do conhecimento, especialmente na educação infantil e nos primeiros anos do ensino fundamental.

Para o candidato, a recuperação dessa geração exige avaliações diagnósticas, reforço escolar, acompanhamento individualizado e políticas contínuas, sem a expectativa de uma solução imediata.

Restrição dos celulares começou no Rio

A proibição do uso indiscriminado de celulares nas escolas ocupa uma parte importante da trajetória apresentada por Ferreirinha.

A medida começou nas salas de aula da rede municipal e posteriormente foi ampliada para intervalos e recreios. Permaneceram autorizados os usos pedagógicos, os recursos de acessibilidade, as necessidades relacionadas à saúde e as situações de emergência.

Ferreirinha explicou que a ampliação foi antecedida por uma consulta pública com mais de 11 mil participações. Segundo o resultado divulgado pela Prefeitura, aproximadamente 83% dos participantes apoiaram a restrição durante todo o horário escolar.

Já na Câmara dos Deputados, Ferreirinha atuou como relator na Comissão de Constituição e Justiça do projeto que originou a Lei Federal 15.100/2025, responsável por levar a medida para escolas públicas e privadas de todo o Brasil.

Ele não foi o autor original da proposta, mas teve participação na análise e na aprovação do texto durante uma etapa decisiva de sua tramitação.

Uma pesquisa conduzida por estudiosos ligados à Universidade Stanford encontrou avanços maiores entre estudantes das escolas cariocas que, antes da política municipal, possuíam regras fracas ou inexistentes sobre celulares.

Nessas unidades, o avanço foi 25,7% maior em Matemática e 13,4% maior em Língua Portuguesa quando comparado ao desempenho das escolas que já aplicavam restrições rígidas. Os pesquisadores tratam o resultado como evidência do impacto da medida, embora recomendem a continuidade dos estudos sobre o tema. Veja a análise publicada por Stanford.

“Maioridade digital” aos 16 anos

Depois da restrição dos celulares, Ferreirinha afirma que sua principal pauta passou a ser a proteção das crianças dentro das próprias plataformas digitais.

O candidato apresentou o PL 330/2026, que estabelece 16 anos como idade mínima para a criação e manutenção de contas individuais em redes sociais abertas.

A proposta coloca sobre as plataformas a responsabilidade de impedir novas contas e identificar perfis operados por menores de 16 anos. O texto diferencia redes sociais abertas de serviços voltados prioritariamente a mensagens privadas, ferramentas escolares e outros ambientes digitais.

Ferreirinha chama a proposta de “maioridade digital”. Para ele, não é razoável transferir toda a responsabilidade às famílias enquanto empresas utilizam algoritmos, notificações e sistemas de recomendação desenvolvidos para manter o usuário conectado durante o maior tempo possível.

O candidato afirma que sua intenção não é demonizar a tecnologia, mas criar limites semelhantes aos que a sociedade já estabeleceu para outras atividades que exigem maturidade.

O PL 330/2026 ainda não foi aprovado e não está em vigor. A proposta foi apensada a outros projetos que discutem idade mínima e proteção de crianças nas redes sociais. Acompanhe a tramitação na Câmara dos Deputados.

Fundeb e o atraso do ICMS Educacional

Ferreirinha classificou o Fundeb como uma das mais importantes políticas de financiamento da educação brasileira, mas defendeu mudanças para incentivar a ampliação do ensino integral e fortalecer a educação especial.

Ele também criticou o atraso do Estado do Rio na aprovação do chamado ICMS Educacional, uma das condicionalidades relacionadas ao recebimento da complementação federal do Fundeb vinculada a resultados e à redução das desigualdades.

Esse ponto precisa ser considerado dentro da cronologia atual. A Assembleia Legislativa aprovou a regulamentação do ICMS Educacional em maio de 2026. O atraso, entretanto, já havia provocado prejuízos.

Segundo a Alerj, 30 municípios fluminenses deixaram de receber a complementação em 2026, acumulando uma perda estimada em R$ 135 milhões. Confira as informações divulgadas pela Assembleia Legislativa.

Gestão também enfrentou conflito com professores

Embora a entrevista esteja concentrada nos resultados e nas propostas de Ferreirinha, sua passagem pela Secretaria de Educação também foi marcada por um conflito com parte dos profissionais da rede.

No fim de 2024, professores realizaram uma greve de 11 dias contra mudanças nas regras funcionais aprovadas pela Câmara Municipal. O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação criticou alterações na contagem da carga horária e na licença especial. A Prefeitura, por outro lado, sustentou que as medidas buscavam reorganizar a jornada e assegurar o cumprimento dos tempos de aula.

A controvérsia representa um dos principais pontos de tensão do período em que Ferreirinha comandou a pasta, mesmo diante dos avanços registrados em indicadores, expansão do ensino integral e ampliação de programas pedagógicos.

Apoio a Eduardo Paes

Na parte final da entrevista, Ferreirinha declarou apoio a Eduardo Paes para o Governo do Estado.

O candidato destacou a capacidade de trabalho, a experiência administrativa e o conhecimento que Paes possui sobre o Rio de Janeiro. Também fez críticas aos adversários Douglas Ruas e Anthony Garotinho, apresentando avaliações políticas negativas sobre as trajetórias dos dois.

As declarações consolidam Ferreirinha como um dos principais defensores da tentativa de levar para o Governo do Estado políticas implantadas pela gestão municipal do Rio.

Mais do que apresentar um balanço de sua passagem pela Secretaria, a entrevista mostra o candidato tentando transformar a educação em um eixo capaz de conectar diferentes desafios fluminenses.

Na visão defendida por Ferreirinha, uma escola atrativa, integral e vinculada às oportunidades profissionais pode melhorar a aprendizagem, reduzir a evasão e oferecer aos jovens uma alternativa concreta diante do crime organizado e da ausência de perspectivas.

Assista à entrevista completa:

Renan Ferreirinha: “A escola compete com o crime organizado” — Diário do Rio

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Da Maré para o mundo: modelo criado durante gestão de Renan Ferreirinha impulsiona escola carioca ao Top 10 mundial


Reconhecimento internacional do GET Maria Marly coloca a educação pública do Rio de Janeiro entre as referências globais e reforça a importância da continuidade de políticas educacionais bem-sucedidas

Uma escola pública localizada no Complexo da Maré colocou o Rio de Janeiro em evidência no cenário internacional da educação. O Ginásio Educacional Tecnológico (GET) Maria Marly foi selecionado entre as dez melhores escolas do mundo, reconhecimento que destaca o trabalho desenvolvido por professores, gestores, alunos e famílias e evidencia os resultados de um modelo educacional baseado em inovação, tecnologia e ensino em tempo integral.

A conquista também chama atenção para um projeto que ganhou força na rede municipal durante a gestão de Renan Ferreirinha à frente da Secretaria Municipal de Educação. Foi nesse período que os Ginásios Educacionais Tecnológicos (GETs) passaram por um processo de expansão e consolidação, ampliando o acesso dos estudantes a uma proposta pedagógica voltada para inovação, cultura digital e desenvolvimento de competências para o século XXI.

Mais do que investir em infraestrutura, o modelo buscou transformar a experiência do aluno dentro da escola, integrando tecnologia, aprendizagem ativa e formação cidadã. O reconhecimento internacional do GET Maria Marly é visto por especialistas como um indicativo de que políticas públicas planejadas e executadas com continuidade podem produzir resultados concretos na educação.

Ao comentar a premiação, Renan Ferreirinha celebrou o reconhecimento alcançado pela unidade escolar.

"Da Maré para o mundo. Nosso GET bicentenário está entre as dez melhores escolas do mundo."

A declaração sintetiza um momento histórico para a educação carioca. Em uma comunidade marcada por desafios sociais, uma escola pública passa a figurar entre instituições de referência internacional, demonstrando que talento, dedicação e oportunidade podem transformar realidades.

Educadores ressaltam que o resultado não surgiu de forma isolada. A consolidação do modelo dos GETs envolveu planejamento pedagógico, investimentos, formação de professores e acompanhamento permanente dos indicadores de aprendizagem, fatores que contribuíram para fortalecer a qualidade do ensino oferecido aos estudantes.

Para além do reconhecimento internacional, a conquista reforça um debate essencial para o futuro da educação brasileira: experiências que apresentam resultados positivos precisam ser preservadas, aperfeiçoadas e ampliadas. O desempenho do GET Maria Marly demonstra que políticas públicas consistentes, quando mantidas ao longo do tempo, podem gerar impactos duradouros e levar a escola pública brasileira a ocupar posição de destaque no cenário mundial.

domingo, 21 de junho de 2026

Renan Ferreirinha amplia debate sobre educação, tecnologia e proteção da infância em agenda voltada para todo o Estado do Rio de Janeiro


Nome ligado a algumas das principais transformações da educação pública da capital fluminense, Renan Ferreirinha intensifica articulações para levar experiências bem-sucedidas a municípios de todas as regiões do estado

Com uma trajetória marcada pela atuação na área da educação, Renan Ferreirinha vem consolidando seu nome no cenário político fluminense ao associar gestão, inovação e políticas públicas voltadas para crianças e jovens. Em meio às discussões sobre os desafios da educação no século XXI, Ferreirinha tem defendido a ampliação de projetos e iniciativas que ganharam destaque durante sua passagem pela Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, buscando inspirar políticas públicas em todo o Estado.

Filho de professora, nascido e criado em São Gonçalo, Renan Ferreirinha construiu sua trajetória tendo a educação como principal bandeira. Aluno de escola pública, conquistou uma bolsa de estudos para a Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, onde se formou em Economia e Ciência Política.

Após experiências profissionais no exterior, decidiu retornar ao Brasil para atuar na transformação da educação pública. Em 2018, foi eleito deputado estadual, tornando-se um dos mais jovens parlamentares da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Posteriormente, assumiu a Secretaria Municipal de Educação da cidade do Rio de Janeiro, responsável pela maior rede municipal de ensino da América Latina.

Transformações na educação da capital

Durante sua gestão na educação carioca, Renan Ferreirinha esteve à frente de iniciativas que tiveram repercussão nacional e passaram a ser observadas por gestores de diversos estados e municípios.

Entre as principais realizações destacadas estão a criação de aproximadamente 300 GETs (Ginásios Educacionais Tecnológicos), modelo voltado para inovação pedagógica e uso de tecnologia na aprendizagem, considerado uma das experiências mais inovadoras da educação pública brasileira.

A gestão também promoveu a contratação de cerca de 15 mil novos professores, ampliando o quadro profissional da rede municipal e fortalecendo o atendimento aos estudantes.

Outras ações apontadas incluem:

  • Reforma de aproximadamente 1.000 unidades escolares;
  • Instalação de ar-condicionado nas escolas municipais;
  • Criação de cerca de 26 mil novas vagas em creches;
  • Ampliação e fortalecimento da merenda escolar;
  • Distribuição de uniformes e materiais escolares antes do início do ano letivo;
  • Criação da Olimpíada Carioca de Matemática, que premiou estudantes com experiências educacionais internacionais.

Os resultados alcançados colocaram a rede municipal do Rio de Janeiro em posição de destaque em indicadores educacionais, reforçando o debate sobre a possibilidade de adaptação de algumas dessas iniciativas para outras cidades fluminenses.

Tecnologia, aprendizado e proteção da infância

Além da atuação administrativa, Renan Ferreirinha também ganhou projeção nacional por defender medidas relacionadas ao uso de tecnologia por crianças e adolescentes.

Uma das iniciativas mais conhecidas foi a defesa de legislação voltada à restrição do uso de celulares no ambiente escolar, proposta que se tornou referência em debates sobre concentração, aprendizagem e convivência nas escolas.

Segundo defensores da medida, a redução do uso de aparelhos eletrônicos durante as atividades escolares contribui para melhorar a atenção dos estudantes, fortalecer a interação social e criar um ambiente mais favorável ao aprendizado.

Outra pauta defendida por Ferreirinha é a discussão sobre mecanismos de proteção digital para crianças e adolescentes, incluindo o debate sobre limites de acesso às redes sociais por menores de idade. O tema vem sendo discutido em diversos países e ganhou espaço também no Brasil diante dos impactos da hiperconectividade sobre o desenvolvimento infantil.

Experiência que pode inspirar políticas para todo o estado

Em meio às movimentações políticas para as eleições de 2026, Renan Ferreirinha é apontado como um dos nomes em evidência para a disputa de uma vaga na Câmara dos Deputados.

A possível candidatura a deputado federal ocorre em um contexto no qual apoiadores defendem que experiências implementadas na capital possam servir de referência para municípios de todas as regiões do Estado do Rio de Janeiro.

Entre os projetos frequentemente citados nesse debate estão a expansão do modelo dos Ginásios Educacionais Tecnológicos, o fortalecimento da educação em tempo integral, a modernização da infraestrutura escolar, a ampliação de vagas na educação infantil e políticas voltadas ao uso responsável da tecnologia por crianças e adolescentes.

A discussão sobre esses temas tem ganhado espaço em encontros, eventos e agendas públicas, reforçando o papel da educação como um dos principais desafios para o desenvolvimento econômico e social do estado.

Educação como eixo central do debate público

Especialistas costumam destacar que investimentos em educação produzem impactos que vão além da sala de aula, influenciando indicadores de emprego, renda, inovação, segurança pública e qualidade de vida.

Nesse cenário, a trajetória de Renan Ferreirinha continua sendo associada à defesa de políticas educacionais voltadas para inovação, inclusão e melhoria dos resultados de aprendizagem, temas que deverão permanecer no centro das discussões públicas nos próximos anos, especialmente diante das perspectivas para o futuro da educação fluminense.